Medidores de Glicemia
O medidor de glicemia é essencial para o controle do diabetes. A única maneira de dominar a situação tomando nota dos níveis glicêmicos e reconhecer quando estão anormais para tomar as providncias necessárias. Há uma grande variedade de marcas de medidores que detectam a quantidade de glicose que flutuam pelo sangue. A maioria utiliza um dos dois métodos existentes para medir a glicemia.
Há os que usam o químico, que mudam de cor após entrar em contato com a glicose do sangue. Depois a fita inserida no medidor, que verifica a intensidade da cor e produz uma leitura eletrôúnica traduzida por computador da quantidade de glicose (mg/dl) no sangue.
Outros medidores de glicemia mensuram uma corrente elétrica no sangue, que também estão em uma fita. Uma enzima especial transfere os elétrons da glicose para um químico na fita e o medidor calcula este fluxo de elétrons como corrente.
A quantidade da corrente depende da quantidade de glicose no sangue. O medidor produz uma leitura eletrôúnica do níveis glicêmicos (mg/dl). Tanto os medidores que usam o teste da cor quanto os que medem a corrente possuem o mesmo grau de precisão. Todos eles desempenham a mesma função básica de medir a quantidade de glicose presente no sangue, mas nem todos são iguais, mesmo que sejam do mesmo tipo. Dependendo do estilo de vida, alguns modelos podem ser mais adequados. Diversos aspectos devem ser considerados na escolha do medidor certo.
Fitas reagentes
As fitas reagentes são utilizadas para coletar a amostra do sangue que ser inserido no medidor. Mas existem alguns modelos chamados de leitura visual para sangue e urina, que não precisam do equipamento elétrico para mensurar a glicose. O nível glicêmico estimado através da comparação entre a cor da fita e a correspondente numa tabela colada ao frasco.
As cores geralmente progridem numa medida de 20 a 30 mg/dl. Essas fitas custam praticamente o mesmo valor que as fitas dos medidores que usam o mesmo sistema de cor. A glicose também aparece na urina e há fitas de leitura visual que informam se os níveis estão muito altos, mas não conseguem medir os baixos. Entretanto, testar a glicose da urina não é um bom método para determinar a glicemia, especialmente porque a glicose não aparece na urina até que esteja bastante elevada no sangue.
Além disso, os exames de urina mostram a quantidade de sangue presente algumas horas atrás, uma informação inútil para se decidir a dose de insulina no caso de emergência ou mesmo para avaliar o andamento geral do tratamento.
Fita de Leitura Visual para cetonúria (cetona na urina)
Mensurar a quantidade de cetona no organismo é muito importante para a pessoa com diabetes. Isso porque a cetona é uma toxina e por isso é importante detê-la antes que aumente muito. O tempo que leva entre a aplicação da urina na fita até a leitura do resultado varia de 15 segundos a dois minutos, depende do tipo da fita, portanto importante saber o tempo exigido pelo fabricante.
Algumas fitas de cetonas também medem a glicose e têm duas almofadas em cada peça. Os níveis de cetonas não são lidos em unidades exatas de glicose, por isso há um gráfico ao lado do frasco que lê de zero e traços a pequeno, moderado e grande. Algumas marcas mostram apenas sinais de +. Se a leitura for maior que zero ou um traço ocasional, consulte um médico sobre os níveis perigosos para o seu caso.
A cetona pode aparecer na urina por diversos motivos:
* alimentação insuficiente (costuma ser chamada de cetose de jejum e geralmente acontece quando as refeições são muito restritas em calorias)
* Hipoglicemia ou baixos níveis de glicose no sangue (na ausncia de glicose, o organismo transforma gordura em glicose)
* Hiperglicemia ou altos níveis de glicose no sangue (glicemia elevada sinal de falta de insulina para o transporte da glicose até as células. O organismo transforma a gordura porque não consegue usar a glicose do sangue)
* doença
* Falta de insulina
* Efeito dos hormônios masculinos
Lancetas
A lanceta uma espécie de agulha utilizada para furar o dedo que ser usado para coletar o sangue para medir o nível de glicemia. Muitos medidores de glicemia são acompanhados de lancetas e um dispositivo para usa-las. Outros possuem a lanceta dentro do próprio aparelho.
Lancetas diferentes produzirão tamanhos diferentes de gotas de sangue, portanto compare as fitas de teste que irá usar e o tamanho da gota de sangue que requerem com a produzida pela lanceta. Estes dispositivos costumam ter duas tampas diferentes ou uma ponta ajustável que controla a profundidade com que as lancetas furam o dedo.
Fure o mínimo possível, assim a picada será quase imperceptível e doe menos. A lanceta mais moderna do mercado utiliza um raio laser minúsculo para obter a amostra de sangue.
Bomba de Insulina
As bombas de insulina são miniaturas computadorizadas, têm o tamanho de um pager e podem ser usados no cinto ou no bolso do casaco. A bomba envia uma quantidade medida e constante de insulina através de um tubo plástico flexível para uma pequena agulha que fica inserida na pele e selada com uma fita adesiva.
Este modo de liberar insulina chama-se infusão subcutânea contínua de insulina (ISCI). Ao seu comando, a bomba também pode enviar um reforço ao organismo, caso necessário, como logo antes das refeições para ajustar a glicemia que seguir com a digestão. O equipamento apita se entupir, informa quando as pilhas estão com pouca carga e pode-se programa-lo para mudar a quantidade de insulina a ser bombeada de acordo com o próprio metabolismo.
Porém, elas não são totalmente seguras. Embora sejam capazes de alerta-lo no caso de um entupimento, não consegue detectar um fluxo lento. É necessário estar sempre monitorando a glicemia. Outro empecilho para a aquisição da bomba é o seu alto custo. O equipamento custa em torno de R$ 10 mil e ainda é preciso uma manutenção mensal de aproximadamente R$ 700, incluindo a insulina, os conjuntos de infusão e os suprimentos para exame de sangue.
Tubo de infusão
Este dispositivo reduz o número de espetadas na pele. Com uma agulha especial de cateter, o tubo de infusão inserido no local da aplicação e pode ficar ali por até três dias. A insulina é injetada em um tubo especial que se fecha automaticamente após cada entrada da agulha. O risco de infecção é mais alto, por isso é preciso mais atenção quanto á esterilização.
Injetores
Um injetor automático aplica a agulha na pele sem dor. Alguns injetam a insulina automaticamente quando a agulha atravessa a pele. Outros exigem que se pressione o cilindro. O injetor automático é útil se a pessoa tem artrite ou outro problema que a impeça de segurar a injeção com firmeza. Caso tenha medo de se aplicar ou tenha medo de ver agulhas.
Jet injectors
Esse equipamento injeta a insulina através da pele sem a necessidade de agulha. Seu mecanismo semelhante ao usado na pistola para aplicar vacinas. uma boa opção para quem tem medo de agulha ou precisa tomar várias injeções por dia. Converse com o seu médico sobre o jet injector, pois algumas pessoas podem sofrer contusões, especialmente os magros, crianças e idosos; que possuem menos gordura por baixo da pele. Têm sido menos utilizados atualmente, devido às alterações na absorção da insulina.
Caneta
Estas seringas têm a mesma aparência de uma caneta de tinta. Em vez de uma pena, elas apresentam uma agulha descartável. E no lugar da carga de tinta, há uma carga de insulina. Elas são populares devido conveniência e precisão de dosagem.
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