Síndrome de Ovários Policísticos – SOP – e a Obesidade

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Síndrome de Ovários Policísticos e a Obesidade

Os ovários são dois órgãos, um de cada lado do útero, responsáveis pela produção dos hormônios sexuais femininos e por acolher os óvulos que a mulher traz consigo desde o ventre materno. Algumas mulheres podem desenvolver cistos nos ovários, isto é, pequenas bolsas que contêm material líquido ou semi-sólido. São os ovários policísticos, que normalmente não têm importância fisiológica, mas que em torno de 10% estão associados a alguns sintomas.

A síndrome de ovários policísticos (SOP) caracteriza-se pelo aparecimento de inúmeros cistos na superfície dos ovários, que geralmente são folículos com ou sem óvulos. A diferença entre cisto no ovário e ovário policístico está no tamanho e no número de cistos.

A Síndrome de Ovários Policísticos (SOP) é uma das doenças endócrino-metabólicas mais comuns, com prevalência em mulheres adultas de 5 a 10% e na adolescência em torno de 3% a 8%.

A síndrome do ovário policístico é uma doença complexa e heterogênea, e na grande maioria dos casos não tem nenhuma importância fisiológica, mas que em cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva está associada a um conjunto de manifestações como alterações menstruais, geralmente com longos intervalos entre os ciclos, aparecimento de pelos no corpo, acne e obesidade (Costa et al, 2007).

Segundo o estudo de Ehrmann (2004), essa síndrome se caracteriza ainda por apresentar anovulação, uma alteração no funcionamento dos ovários, capaz de alterar a produção, maturação ou liberação normal de óvulos. Esta alteração pode ser intencional – como a induzida pelas pílulas anticoncepcionais – ou endógena, infertilidade e hiperandrogenismo (condição biológica na qual o organismo feminino é invadido por quantidades anormalmente elevadas de substâncias androgênicas) e acontece nessa população de 10% que manifesta sintomas, estando ainda associada frequentemente à obesidade, dislipidemias, hipertensão e diabetes tipo II.

O hiperandrogenismo no sexo feminino pode ocasionar quadro clínico de severidade variável, incluindo aumento de pelos devido a taxa hormonal masculina alta, puberdade precoce, seborréia, síndrome metabólica e disfunção psicológica entre outros sintomas.

A síndrome dos ovários policísticos tem relevância na nutrição quando, através de diagnóstico prévio de um médico, forem detectadas patologias que necessitem de intervenção nutricional como pacientes que possuam síndrome metabólica ou diabetes tipo II por exemplo, e ainda segundo a literatura a sintomatologia que incomoda essas mulheres se agravaria em casos de sobrepeso e obesidade, portanto a manutenção do peso para mulheres com ovários policísticos é uma forma de prevenção dos sintomas.

Muitas mulheres que têm ovário policístico reclamam de aumento de peso, segundo Rogerio et al, 2000. Não há um consenso se é a doença que provoca o aumento de peso ou o aumento de peso que piora os sintomas da doença. Atualmente, a teoria mais aceita na fisiopatologia da SOP é uma resistência periférica à insulina, com relação ao receptor, levando a uma hiperinsulinemia. Essa mesma falha no receptor para insulina ao nível adrenal propicia uma maior produção de DHEA e SDHEA e ao nível ovariano leva a um aumento na produção de androstenediona e testosterona. A obesidade é do tipo andróide com uma relação cintura quadril elevada. É difícil fazer com que estas pacientes diminuam de peso, em parte porque há falhas na lipólise dos adipócitos secundários à presença de resistência à insulina. A obesidade aumenta, junto com a resistência à insulina, o risco cardiovascular e de diabetes. Estima-se que entre 40 a 50% das mulheres com Síndrome do Ovário Policístico são obesas.

Um trabalho conduzido por Melo et al, de 2001, demostrou ainda uma possível inter-relação entre a SOP, o IMC, a leptina e a insulina. Como a obesidade e a hiperinsulinemia são encontradas, freqüentemente, em pacientes portadoras da SOP, acreditou-se que a leptina pudesse fazer parte do mecanismo fisiopatológico desta síndrome, agindo sobre a esteroidogênese ovariana e sobre a secreção das gonadotropinas. Entretanto, sua real participação ainda é alvo de controvérsia na literatura e mais estudos ainda são necessários para comprovar essa relação.

Um estudo conduzido por Costa et al, 2007, demonstrou a prevalência de síndrome metabólica em mulheres com SOP. Segundo esse mesmo estudo, as mulheres com SOP têm maior propensão para desenvolver doenças cardiovasculares. Não só em casos evidentes de mulheres obesas, que por possuírem maior distribuição abdominal de gordura tem risco maior de desenvolver síndrome metabólica, mas também em mulheres com sobrepeso e até com IMC dentro dos limites de normalidade, desde que a SOP esteja presente.

A conduta dietoterápica nesses casos é a mesma adotada para cada patologia da síndrome metabólica e é importante um acompanhamento individual e personalizado, baseado na sintomatologia de cada mulher. Como regra geral, as pacientes com manifestações clínicas e sobrepeso ou obesidade precisam controlar o peso para melhorar sua qualidade de vida, portanto uma dieta com baixas calorias, baixa ingestão de gorduras e açúcares simples auxiliaria nesse controle.

Referências Bibliográficas

Azziz R, Woods KS, Reyna R, Key TJ, Knochenhauer ES, Yildiz BO. The prevalence and features of the polycystic ovary syndrome in an unselected population. J Clin Endocrinol Metab. 2004;89(6):2745-9.

Costa LOBF, Vianna AOR, Oliveira, M. Prevalência da síndrome metabólica em portadoras da síndrome dos ovários policísticos. Rev Bras Ginecol Obstet. 2007;29(1):10-17.

Ehrmann DA. Polycystic ovary syndrome. N Engl J Med. 2004;352(12):1223-36.

Melo MAB, Sabino SM, Sampaio MAC, Geber S. Avaliação dos níveis séricos de Leptina em mulheres portadoras de síndrome de ovários policísticos. Rev Bras Ginecol Obstet. 2001;23(8):481-488.

Rogerio A, Lobo MD, Carmina, MDE. The Importance of Diagnosing the Polycystic Ovary Syndrome. Ann Inter Med. 2000; 132 (12): 989-993.

Rotterdam ESHRE/ASRM-Sponsored PCOS Consensus Workshop Group. Revised 2003 consensus on diagnostic criteria and long-term health risks related to polycystic ovary syndrome. Fertil Steril 2004;81(1):19-25.

fonte: RG Nutri.

Os 10 piores alimentos para a sua saúde

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Saiba quais são as guloseimas que não só engordam, mas podem provocar doenças.

Que atire a primeira pedra quem não se rende a um fast food, salgadinho ou cachorro-quente e depois fica preocupado com as calorias que ingeriu. Mas o que pouca gente sabe é que os perigos desses alimentos vão muito além da questão estética e podem ser um risco para a saúde. Para esclarecer esses problemas, a nutricionista Michelle Schoffro Cook listou os dez piores alimentos de todos os tempos.

10º lugar: Sorvete

 

 

Apesar de existirem versões mais saudáveis que os tradicionais sorvetes industrializados, a nutricionista adverte que esse alimento geralmente possui altos níveis de açúcar e gorduras trans, além de corantes e saborizantes artificiais, muitos dos quais possuem neurotoxinas – substâncias químicas que podemcausar danos no cérebro e no sistema nervoso.

9º lugar: Salgadinho de milho
Desde o surgimento dos alimentos transgênicos a maior parte do milho que comemos é um “Frankenfood”, ou “comida Frankenstein”. Esse alimento por causar flutuação dos níveis de açúcar no sangue, levando a mudanças no humor, ganho de peso, irritabilidade, entre outros sintomas. Além disso, a maior parte desses salgadinhos é frita em óleo, que vira ranço e está ligado a processos inflamatórios.

8º lugar: Pizza
Nem todas as pizzas são ruins para a saúde, mas a maioria das que são vendidas congeladas em supermercados estão cheia de condicionadores de massa artificiais e conservantes. Feitas farinha branca, essas pizzas são absorvidas pelo organismo e transformadas em açúcar puro, causando aumento de peso e desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue.

7º lugar: Batata frita


Batatas fritas contêm não apenas gorduras trans, que já foram relacionadas a uma longa lista de doenças, como também uma das mais potentes substâncias cancerígenas presentes em alimentos: a acrilamida, que é formada quando batatas brancas são aquecidas em altas temperaturas. Além disso, a maioria dos óleos utilizados para fritar as batatas se torna rançosa na presença do oxigênio ou em altas temperaturas, gerando alimentos que podem causar inflamações no corpo e agravar problemas cardíacos, câncer e artrite.

6º lugar: Salgadinhos de batata
Além de causarem todos os danos das batatas fritas comuns e não trazerem nenhum benefício nutricional, esses salgadinhos contêm níveis mais altos de acrilamida, que também é cancerígena.

5º lugar: Bacon
Segundo a nutricionista, o consumo diário de carnes processadas, como bacon, pode aumentar o risco de doenças cardíacas em 42% e de diabetes em 19%. Um estudo da Universidade de Columbia descobriu ainda que comer 14 porções de bacon por mês pode danificar a função pulmonar e aumentar o risco de doenças ligadas ao órgão.

4º lugar: Cachorro-quente


Michelle cita um estudo da Universidade do Havaí, que mostrou que o consumo de cachorros-quentes e outras carnes processadas pode aumentar o risco de câncer de pâncreas em 67%. Um ingrediente encontrado tanto no cachorro-quente quanto no bacon é o nitrito de sódio, uma substância cancerígena relacionada a doenças como leucemia em crianças e tumores cerebrais em bebês. Outros estudos apontam que a substância pode desencadear câncer colorretal.

3º lugar: Donuts (Rosquinhas)
Entre 35% e 40% da composição dos donuts é de gorduras trans, “o pior tipo de gordura que você pode ingerir”, alerta a nutricionista. Essa substância está relacionada a doenças cardíacas e cerebrais, além de câncer. Para completar, esses alimentos são repletos de açúcar, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares, e contém, em média, 300 calorias cada.

2º lugar: Refrigerante
Michelle conta que, de acordo com uma pesquisa do Dr. Joseph Mercola, “uma lata de refrigerante possui em média 10 colheres de chá de açúcar, 150 calorias, entre 30 e 55mg de cafeína, além de estar repleta de corantes artificiais e sulfitos”. “Somente isso já deveria fazer você repensar seu consumo de refrigerantes”, diz a nutricionista. Além disso, essa bebida é extremamente ácida, sendo necessário 30 copos de água para neutralizar essa acidez, que pode ser muito perigosa para os rins. Para completar, ela informa que os ossos funcionam como uma reserva de minerais, como o cálcio, que são
despejados no sangue para ajudar a neutralizar a acidez causada pelo refrigerante, enfraquecendo os ossos e podendo levar a doenças como osteoporose, obesidade, cáries e doenças cardíacas.

1º lugar: Refrigerante Diet
“Refrigerante Diet é a minha escolha para o Pior Alimento de Todos os Tempos”, diz Michelle. Segundo a nutricionista, além de possuir todos os problemas dos refrigerantes tradicionais, as versões diet contêm aspartame, que agora é chamado de AminoSweet. De acordo com uma pesquisa de Lynne Melcombe, essa substância está relacionada a uma lista de doenças, como ataques de ansiedade, compulsão alimentar e por açúcar, defeitos de nascimento, cegueira, tumores cerebrais, dor torácica, depressão, tonturas, epilepsia, fadiga, dores de cabeça e enxaquecas, perda auditiva, palpitações cardíacas, hiperatividade, insônia, dor nas articulações, dificuldade de aprendizagem, TPM, cãibras musculares, problemas reprodutivos e até mesmo a morte.

Fonte: Emex

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Azeite e óleo de linhaça: uma dupla imbatível

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Azeite e óleo de linhaça: uma dupla imbatível

azeites

Rica em gorduras do bem, ela combate a obesidade, dá um chega pra lá no diabete e ainda livra o coração de entraves.

No universo da nutrição, algumas parcerias são conhecidas por sua sinergia. É o caso do azeite de oliva e do óleo de linhaça, como comprova um novo estudo do Laboratório de Sinalização Celular da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, no interior paulista. Segundo o trabalho, pequenas doses desses alimentos combinados reduzem o risco de obesidade e afastam o diabete do tipo 2.

Para comprovar a façanha, os pesquisadores, primeiro, ofereceram durante dois meses uma alimentação rica em gordura saturada — aquela encontrada em carnes gordas, sorvete, manteiga e em muitos outros produtos industrializados — a ratos e camundongos. “Esse modelo de dieta gerou uma inflamação no hipotálamo, região do cérebro que é responsável por controlar a necessidade de comer”, conta Juliana Moraes, bióloga e autora do estudo. E o resultado de uma pane dessas é desastroso. Afinal, depois de uma bela pratada, o sinal de saciedade não é percebido e, assim, a comilança segue desenfreada. Nas cobaias, além de catapultar a obesidade, a situação abriu caminho para que o diabete se instalasse.

Diante disso, os cientistas se perguntaram: será que as gorduras insaturadas, como o ômega-3 do óleo de linhaça e o ômega-9 do azeite de oliva, seriam capazes de combater a famigerada inflamação e reverter o caos?

Para chegar à resposta, Juliana e o nutricionista Dennys Cintra, seu parceiro no trabalho, estimularam os animais a consumir diferentes porções de ambos os óleos por outros dois meses.

 Para preservar as gorduras boas do duo oleoso, evite usá-lo em frituras

“Estipulamos que 35% da alimentação total seria formada por gorduras. Então, dividimos os animais em três grupos e demos a cada um diferentes doses dos ômegas”, descreve Juliana. No final, notou-se uma melhora no estado inflamatório do hipotálamo, permitindo que os roedores percebessem a sensação de barriga cheia. Como consequência, eles passaram a comer menos e, viva!, não acumularam quilos extras. Para a história ficar ainda mais apetitosa, houve diminuição nas taxas de açúcar correndo pelo sangue, provavelmente por um aumento da sensibilidade à insulina, o que favoreceu o controle do diabete.

E, para quem acha que é preciso se empanturrar de azeite e óleo de linhaça para obter os benefícios, um aviso: os melhores efeitos foram registrados na turma que ganhou pequenas porções, facilmente conquistadas no prato — uma única colher de sopa de cada óleo estaria de bom tamanho. A colherada, no entanto, escoou pela culatra no grupo que recebeu uma suplementação bem mais do que caprichada. “Apesar de benéficas, essas gorduras são bastante calóricas. Portanto, devem ser consumidas com moderação”, informa Louise Saliba, professora de nutrição da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Ainda cabe ressaltar que a farinha da linhaça disponibiliza teores generosos de ômega-3 e, por isso, pode ser uma opção ao óleo da semente. “O correto é comprar os grãos e triturá-los em casa para garantir o total aproveitamento das gorduras do bem, que podem se perder durante o processo de industrialização do farelo”, informa a nutricionista Camila Janielle, do Hotel-Escola Senac, em Campos do Jordão, no interior de São Paulo. Se não conseguir consumir todo o conteúdo de uma só vez, outro macete para preservar suas propriedades: “Armazene-o em um recipiente fechado dentro da geladeira”, ensina Roberta Thys, professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Coração blindado

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Ninguém precisa esquentar a cabeça caso não seja possível usar os dois óleos juntinhos, no mesmo dia — o que até seria o ideal, mas… Individualmente, o duo também bate um bolão.

Segundo um estudo recente do grupo EurOlive, formado por instituições de cinco países europeus, os polifenois do azeite de oliva ajudam a frear a oxidação do colesterol LDL, considerado perigoso.

Quando isso ocorre, reduz-se o risco de placas de gordura na parede dos vasos, a temida aterosclerose — doença por trás de encrencas como o infarto.

A conclusão veio à tona depois de os cientistas estimularem 200 homens a consumir o óleo dourado com diferentes concentrações de polifenois ao longo de três semanas.

É verdade que a dieta mediterrânea, da qual o azeite é um dos principais componentes, há tempos é reconhecida por sua incrível capacidade de proteger o coração. Só que o seu papel específico nessa empreitada não era consenso até agora. “Daí a importância dessa pesquisa. Trata-se de um bom pontapé inicial para esclarecer, de vez, as vantagens de incluir o azeite na dieta”, avalia Heno Lopes, cardiologista do Instituto do Coração de São Paulo, o Incor.

Segundo Louise Saliba, o óleo da azeitona ainda guarda outros trunfos. “Ele estimula a dilatação dos vasos sanguíneos e, assim, reduz a pressão arterial. Também resguarda o DNA contra danos oxidativos, evitando tumores”, conta.

A dica para usufruir de tanta benesse é regar saladas, arroz, vegetais cozidos, pães e torradas com 2 a 4 colheres de sopa do alimento por dia. “O ideal é usá-lo frio, já que o calor degrada, parcial ou totalmente, os compostos antioxidantes”, avisa a nutricionista da PUC do Paraná.

O médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, Durval Ribas Filho, endossa a utilização do azeite para banhar o organismo de saúde, mas alerta: “Estamos ingerindo mais ômega-6 e ômega-9 e pouco ômega-3. E a desproporção pode trazer prejuízos”. Ele lembra que uma investigação japonesa já mostrou um aumento no risco de câncer gástrico por causa do desequilíbrio. Para não cair na cilada, é só investir vez ou outra em peixes de água fria, como salmão e atum, e, é claro, na linhaça.

Efeito chapa-barriga

Barriga_Chapada

Consumida desde o antigo Egito, hoje a semente do linho é analisada a fundo em laboratórios no mundo inteiro. E não só em forma de óleo, como naquele estudo da Unicamp. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro, a estrela da vez é a farinha, usada no projeto de mestrado que a nutricionista Wânia Monteiro defenderá agora em março. A pesquisadora recrutou mulheres com grau de obesidade 2 com a finalidade de observar qual tipo de farinha — marrom, marrom desengordurada ou dourada — seria mais vantajoso. Para isso, as voluntárias receberam orientação nutricional e foram divididas em quatro grupos. Desse total, três ganharam 30 gramas de uma das versões, o correspondente a 4 colheres de sopa, para ingerir pela manhã. “A intenção era proporcionar saciedade para reduzir o tamanho dos pratos ao longo do dia”, esclarece Wânia.

A balança deixou claro que, em dois meses, todo mundo emagreceu. Porém, na turma que abocanhou o farelo marrom os resultados foram mais expressivos: além de enxugarem cerca de 4 quilos, as voluntárias viram as taxas de massa gorda, circunferência da cintura, pressão arterial sistólica, colesterol total e triglicerídeos despencarem. A maior quantidade de fibras na linhaça escura é, ao que tudo indica, a responsável por tantas proezas. “Esse nutriente também é importante para acelerar o trânsito intestinal”, lembra Claudia Cozer, endocrinologista e diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

Mas aqueles que preferem a linhaça dourada não precisam deixá-la no limbo. Afinal, ela também possui propriedades nutricionais e terapêuticas muito interessantes. Quando o quesito é a presença do famoso ômega-3, por exemplo, é ela quem sai ganhando. O mesmo ocorre em relação às lignanas. “Essas substâncias são muito semelhantes ao estrogênio, tanto por causa da estrutura química como pela função. Dessa forma, podem ser úteis para minimizar os sintomas da menopausa, período em que os níveis desse hormônio feminino sofrem uma queda natural”, explica Roberta Thys, da UFRGS. Como se vê, tem benefícios para todos os gostos — e necessidades.

 Tipos de azeite:

 Extravirgem

É obtido na primeira prensa das azeitonas, sem uso de calor nem produtos químicos. Portanto, abriga a maior parte dos compostos benéficos. Sem contar que é a versão menos ácida.

Virgem
Ele é produzido por meio da segunda prensa ou centrifugação. Depois, vem o processo de refinamento. Pelo caminho, perde parte das substâncias tão desejadas.

Com óleo de soja
A mistura resulta em um produto bem atraente para o bolso, mas nada interessante para a saúde. Afinal, é pobre nos compostos ativos que fazem a fama do azeite extravirgem.

Aprenda a preservar o azeite: 

- Escolha o produto armazenado em lata ou vidro escuro, que evitam perdas nutricionais;
- Guarde-o longe da luz e também do calor;
- Depois de abri-lo, não leve muito tempo para consumir.

A linhaça em três versões:

Semente
A casca é durinha, então mastigue bem para chegar aos famosos compostos. Antes, asse a semente em fogo baixo por cerca de dez minutos para eliminar fatores antinutricionais, que prejudicam a absorção de outros nutrientes.

Farinha

Pode entrar no lugar da farinha de trigo em diversas receitas, além de ser misturada a leite, iogurtes e saladas. Por ser livre de glúten, é uma boa opção para celíacos.

Óleo

É bom substituto do azeite, só que o gosto é mais amargo. Não deve ir ao fogo, porque as gorduras benéficas são facilmente oxidadas. Quem está atrás das fibras da linhaça deve investir na farinha ou na semente.

fonte: Saude.abril.com.br / por Thaís Manarini

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ÓLEO DE LINHAÇA em cápsulas

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ÓLEO DE CÁRTAMO

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Considerado um excelente antioxidante natural e dotado de propriedades que aceleram o metabolismo das gorduras auxiliando na manutenção do peso, o óleo de cártamo é o novo ‘queridinho’ das  prateleiras em lojas de produtos naturais, como a Via Verde. Segundo Mário Bento, gerente operacional da Rede, a procura pelo produto nas lojas tem aumentado progressivamente, especialmente por quem busca o emagrecimento saudável às vésperas do verão. O óleo de cártamo é comercializado sob a forma de cápsulas por diversas marcas.

O cártamo é uma planta oleaginosa (Carthamus tinctorius) rica em ômega 6 e vitamina E, parente bem próximo do girassol. O seu consumo gera maior sensação de saciedade, reduzindo o apetite e auxiliando nas dietas de emagrecimento. É rico também em ácido linoleico, muito eficaz na função de bloquear a transferência de gordura da corrente sanguínea para as células, obrigando o corpo a usar a gordura estocada como energia e, depois, eliminando-a naturalmente.

 Ajuda ainda na redução do nível de colesterol no sangue, diminuindo o risco de doenças cardíacas, além de fortalecer o sistema imunológico do organismo, evitando o surgimento de infecções e doenças oportunistas. Com relação à pele, oferece propriedades hidratantes e emolientes, sendo recomendado também no tratamento da acne.

São muitos os benefícios, mas vale sempre lembrar a importância de se consultar um médico ou nutricionista antes de fazer uso de quaisquer suplementos. O óleo de cártamo é vendido sob a fórmula de cápsulas e para se obter dele todos os ganhos prometidos, deve-se associar o seu consumo à dieta balanceada e à prática regular de exercícios.

Benefícios do óleo de cártamo

- Acelerador Metabólico

- Inibidor natural da LPL* (enzima *Lipase Lipoprotéica, responsável pelo aumento das células de gordura no corpo)

- Promove a lipase, obrigando o corpo a usar sua própria gordura como fonte de energia

- Acelera o metabolismo e promove uma maior combustão da gordura

- Ajuda na diluição dos lipídios, reduzindo a celulite e a gordura localizada

- Diminui as taxas de colesterol, potencializa o sistema imunológico e tem propriedades anti inflamatórias

- Aumenta a capacidade muscular

- Possui efeito antioxidante

- Aumenta a massa magra e promove maior definição muscular

 fonte: Jornal do Brasil

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Ansiedade – Uma das causas da Obesidade

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Ansiedade – Uma das causas da Obesidade

Caso você se identifique com esse artigo e suspeite ou acredite que é ansioso, procure auxílio profissional para tratar – não os sintomas somente – mas, principalmente, as causas do problema. Isso porque a ansiedade é a causa da obesidade de muitas pessoas, e se você deseja partir para o emagrecimento, só será possível superando esse obstáculo.

Você é ansioso? Quando está sozinho em casa o que faz? Consegue relaxar, deitar na cama e ficar tranqüilo, sem preocupações, sem estresse, somente aproveitando o seu momento de descanso? Ou você já é mais do tipo que não consegue nem sentar. Quando fica sozinho, você logo caminha prá lá e prá cá, pensando em milhares de coisas até que ataca toda a comida da geladeira?

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A ansiedade é um momento de tensão. O corpo sabe que receberá stress e por isso modifica suas condições fisiológicas para aquele momento. Sentindo-se ansioso, você está mantendo o corpo tenso, enrijecido. Isso desencadeia alguns sintomas como taquicardia, sudorese, tremores, entre outros.

É normal que fiquemos tensos em diversos momentos da vida. Por exemplo, temos de fazer uma apresentação em público, mas não nos sentimos confortáveis. Você quer namorar, então chegou a hora de se apresentar para o futuro sogro e sogra. A tensão é algo natural do ser humano, o problema é quando essa tensão permanece de forma constante na vida de uma pessoa. Aí as complicações podem surgir. A hipertensão pode ser causada por um nível constante de ansiedade. A gastrite, várias alergias de pele, e várias outras patologias podem ser desencadeadas por um estado de tensão constante.

Porque muitas pessoas ansiosas descarregam sua tensão na comida?

Muitas pessoas não encontram a felicidade que procuram em todas as áreas de sua vida. Como comer é um dos grandes prazeres da vida, várias dessas pessoas acabam compensando a falta de outros prazeres e alegrias comendo exageradamente. A pessoa ansiosa, normalmente, sente-se infeliz e extravasa essa tristeza comendo. Ou também pode estar sentindo raiva, ou tédio, e da mesma forma tenta fazer com que isso passe, comendo. Esse ato pode ser compulsivo, tornando-se um transtorno, onde a pessoa perde o controle da situação.

O Transtorno alimentar periódico

O descontrole emocional, que é normalmente causado por nossa vida complicada e sempre estressante (correria, pressão no trabalho, nos estudos, etc.) e também por uma convivência difícil com as pessoas (amizades conturbadas; brigas com marido, família, etc.) fazem com que os sentimentos tornem-se muito intensos e que por sua vez afetem a mente, tirando a paz da pessoa. Aos poucos as reações físicas podem ser sentidas, e logo, a qualidade de vida cai.

Por exemplo: Imagine uma pessoa que sofre muita pressão no trabalho, acabou de se separar, está endividada com vários cobradores ligando em sua casa todos os dias. Essa situação não é difícil de ver. Agora imagine o que a pessoa está sentindo. O que se passa na mente dela. Como ela está emocionalmente. Essas situações levam a uma tensão definitiva, que só terá fim quando os problemas forem resolvidos.

Caso a pessoa não seja forte o suficiente, é possível que esta fique presa à ansiedade e desenvolva uma série de distúrbios físicos e emocionais em longo prazo. Uma das conseqüências possíveis é a obesidade. Isso porque a pessoa passa a descarregar sua tensão, raiva e tristeza, comendo, pois a comida gera prazer, e naquele momento pode ser confortável. Mas, aos poucos, esse hábito acaba se tornando uma compulsão, que é conhecida como transtorno da compulsão alimentar periódico. O desfecho da história dessa mulher que foi citada no exemplo pode ser triste. A obesidade contribui para desencadear uma série de patologias, como a hipertensão, diabetes, aumenta o risco de ataque cardíaco e de ocorrer um acidente vascular cerebral. E há outro fator que trará transtornos psicológicos e de convivência social para a pessoa.

Como nosso caráter é muito influenciado pelos outros, atualmente, enxergamos a beleza estética como sendo a pessoa magra. Por isso, a pessoa obesa tende a perder a auto-estima, o que a levará a um isolamento (caso não peça ajuda e não seja ajudada) e a uma conseqüente depressão, que pode resultar em um suicídio em casos avançados.

fonte: Alimetação Saudável.com

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