O Que Não Fazer Quando Começar a Treinar

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O Que Não Fazer Quando Começar a Treinar

Nos últimos anos a procura por academias tem aumentado significativamente e junto com ela a busca de uma alimentação balanceada se mostra de fundamental importância para permitir que esportistas atinjam seus objetivos, sejam eles relacionados ao desempenho, estética ou qualidade de vida.

Estudos mostram que o simples fato da pessoa começar a praticar uma atividade física já resulta em modificações no hábito alimentar, porém muitas delas adotam comportamentos alimentares inadequados. A seguir listamos alguns destes comportamentos:

Uso de suplementos nutricionais de forma indiscriminada e sem orientação

A alimentação inadequada e o uso indiscriminado de suplementos, além de não melhorar o desempenho, podem engordar e até trazer riscos à saúde. Deve-se lembrar que, apesar do apelo de light, sem gordura e pouco calórico, os suplementos contem carboidratos e proteínas, cujo excesso pode se transformar em gordura. Assim, é necessário que os esportistas sejam devidamente orientados antes de consumir suplementos.

Inclusão de alimentos light que muitas vezes são mais calóricos

Com o objetivo de ter uma alimentação balanceada e mais nutritiva, muitas pessoas passam a substituir seus alimentos de rotina por “alimentos saudáveis”, como pão integral, queijo branco, peito de peru, frutas e barras de cereais. Porém poucos prestam atenção nas quantidades que estão sendo consumidas e no valor calórico destes alimentos, uma vez que mesmo sendo considerados saudáveis podem levar ao ganho de peso se não forem consumidos de maneira correta. Produtos diet e light também possuem calorias e devem ser consumidos com cautela e de acordo com as necessidades e particularidades de cada indivíduo.

Não adaptar a alimentação ao treino

Com a prática de atividade física, seja ela qual for, o organismo passa por mudanças que refletem no consumo alimentar. O metabolismo passa a ser mais acelerado, o que exige uma maior quantidade de energia que deve ser suprida através da alimentação. Dessa forma, é normal que o individuo que começa a freqüentar a academia sinta mais fome em relação aos dias em que não treinava, pois não tinha um desgaste maior e necessidade energética elevada. Esse incremento de energia pode levar a ingestão desordenada de alimentos e conseqüente ganho de peso.

Comer salada e grelhado no almoço

O horário do almoço acontece em um momento de grande demanda (necessidade) energética. Enganar o corpo ingerindo apenas saladas e restringir nutrientes importantes para esse período, como carboidratos e proteínas, pode descompensar o corpo, o qual pode “pedir” um chocolate mais tarde, ou desencadear uma crise posterior de compulsão alimentar. Dessa forma, a almoço deve ser leve, com pouca gordura, saladas, mas deve conter também alimentos fontes de carboidratos (como arroz, feijão, batata). Além disso, algumas saladas têm valor calórico considerável principalmente quando acompanhado com molhos, portanto deve-se tomar cuidado ao fazer essas escolhas.

Usar o horário do almoço para treinar, e não comer nada

Muitas pessoas usam o horário do almoço para treinar, e omitem essa refeição em um momento importante do dia (grande gasto energético, que aumenta ainda mais somando-se as calorias gastas no treino). Isso pode levar a uma recuperação lenta, e o metabolismo acaba ficando mais lento na tentativa de economizar energia. Resultado: compulsão alimentar posterior e maior facilidade para engordar.

Não comer após o treino

Nosso corpo precisa de energia para a atividade física e a ingestão de carboidratos e proteínas após o treino é fundamental para a recuperação muscular. Muitas pessoas optam por não comer, na tentativa de “continuar gastando gordura”, mas a má recuperação muscular pode comprometer o resultado do treino e gerar aumento indiscriminado da fome em momentos mais tardios do dia.

Fonte: RG Nutri

Exercícios ativam gene queimador de gordura

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Exercícios ativam gene queimador de gordura imediatamente

Uma pesquisa feita no Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia, mostrou que uma hora de exercícios físicos já é suficiente para ativar os genes responsáveis pela queima de estoque de gordura corporal. Os cientistas procuraram por modificações genéticas – chamadas desmetilações – nos músculos de oito voluntários durante a prática de exercícios. Para isso foram realizadas biópsias em músculos da coxa de homens que eram relativamente sedentários. As amostras foram colhidas antes e uma hora após a atividade física.

Vários genes envolvidos no metabolismo de gordura sofreram desmetilações após os exercícios, facilitando a produção de proteínas. Isso sugere que houve maior envolvimento de enzimas que quebram gordura depois da seção de exercícios. Os cientistas ficaram surpresos ao notar que isso acontece tão rapidamente.

Para saber mais sobre a pesquisa acesse: http://www.cell.com/cell-metabolism/abstract/S1550-4131(12)00005-8 

Fonte: Jairo Bouer

 

Nunca é tarde para começar um esporte

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Mais do que saúde, um esporte pode agregar amigos, uma nova rotina, e mais importante, mudar as perspectivas de vida.
 
Nunca é tarde para começar um esporte. É o que garantem com convicção os dois colunistas do ativo.com e atletas “maduros”, Romualdo Kubiak e Arnaldo Mirandola de Farias, o Professor Arnaldo. Hoje fontes de inspiração para triatletas e ciclistas, as histórias desses dois esportistas inveterados que já passaram dos cinqüenta anos mostram como a atividade física pode transformar uma vida, não somente em termos de saúde, mas agregando amigos, uma nova rotina, e mais importante, mudando as perspectivas de vida.

“Atividades ao ar livre ou em grupos ajudam conhecer novas pessoas e fazer amigos. Muitos grupos de amigos se formam nas aulas de dança, na academia e até na caminhada no parque”, confirma a psicóloga esportiva Daniela Szenészi. Com os devidos cuidados antes de iniciar uma atividade, como um bom check-up médico, a idade não representa nenhum empecilho para o esporte. E a descoberta do prazer de um esporte pode vir lentamente, mas uma vez descoberto não tem mais volta, como garantem os dois.

 

O Professor Arnaldo (foto) conta que aos 27 anos comprou uma bicicleta de “quinta mão”, com a qual pedalava com amigos de final de semana, mas com o tempo foi encostando a bike e tornou-se sedentário por 20 anos. Aos 49 anos percebeu que não poderia continuar daquela maneira.

 “Eu estava caminhando para a morte, estava com depressão por conta dos meus negócios que não iam bem, pensava que a vida não tinha significado algum. Um dia vendo tv olhei minha imagem refletida na tela, e o que visualizei foi um cadáver, um homem gordo, velho de cabelo branco. Decidi que não queria mais ser daquele jeito”, relembra. Quem vê ou encontra ele competindo nas grandes prova de MTB do país, praticamente todo final de semana, não pode imaginar essa cena.

 Arnaldo começou sozinho o processo de reeducação alimentar, “não era o mais adequado, mas eu sempre li muito, então tinha as informações básicas”, diz. Seis meses depois retomou seu vinculo de 20 anos atrás com a bike, e desta vez comprou uma de segunda mão. “Eu achava que era uma maravilha, mas era um trambolho”, diverte-se. “Daí eu comecei pedalar com vários grupos de bikers e a fazer pequenas viagens. Descobri um mundo novo, descobri inclusive a natureza, que eu via como ameaça”, relata.

 E foi sem a mínima condição física que ele caiu em sua primeira competição. “Tinha na época uma bike free ride inadequada. Em 2004, eu participei do Bigbiker e fiz os 100 km em 9h50mim, com uma mochila de 30 litros nas costas. Peguei sexto lugar e achei que já era atleta, o que não era verdade, claro”, relembra rindo. “Mais daí em diante, com aquela sensação de me sentir atleta comecei fazer muitas viagens de bike, como o Caminho da Fé, o Aconcágua dos ciclistas”.

 Hoje com 54 anos, Arnaldo ainda escreve sobre o esporte que ama, e é uma figura popular entre os ciclistas. Atualmente, Arnaldo consegue pedalar cerca de 1300 km em uma semana. Nos finais de semana, faça chuva ou sol, ele está em alguma competição e diz que o pódio é uma das coisas mais deliciosas. “É um momento de satisfação pessoal”.

 “Houve uma revolução nas minhas fotos. Se pegar uma foto minha de 10 anos atrás vejo que parecia meu avô! O esporte me dá uma imensa qualidade de vida, você faz amigos. Meu ânimo é de um garoto de 20 anos. Quem pratica esporte não tem mais tempo para depressão, a vida tem um tom mais azul”.

 

Para Kubiak (foto acima), a preocupação com a saúde foi uma das razões que o levaram a praticar esporte. “Havia recomendação médica de que eu não deveria ter um “abdome avantajado” para não comprometer ainda mais as três hérnias de disco”, conta. A vida de triatleta começou aos 45 anos, em 1991, e nesses 17 anos ele diz que já “rodou”, quase 120 mil quilômetros entre natação, ciclismo e corridas, participando de mais de 200 competições, sendo nove delas na distância “ironman”, ou seja, 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 de corrida.

Kubiak enumera facilmente os benefícios da sua alteração de rumo. “As mudanças em minha vida foram radicais. Primeiro por ter me proporcionado essa vida saudável, confirmada por todos os médicos e testes realizados; segundo pelas amizades que tenho feito no Brasil e no mundo; terceiro pelos patrocínios que me proporcionam participar das provas internacionais e conhecer países e culturas que antes eu nem sonhava poder visitar e, finalmente, com a experiência adquirida, poder contar minha história e motivar as pessoas a praticarem atividade física através de palestras, gratuitas, que meu patrocinador, os Poliaminoácidos Forten me dispõem”, relata.

“As competições também são elementos altamente motivadores em termos mentais, pois, veja meu exemplo: acabo de ficar em segundo lugar na primeira etapa do Campeonato Brasileiro de Triathlon Olímpico e, como temos ainda duas etapas para serem realizadas, estou com a maior “gana” de treinar ainda mais forte para, ganhando as duas etapas seguintes, conquistar o Campeonato”, afirma Kubiak.

O triatleta tardio diz que não se vê mais longe do triathlon, pois ele tem lhe dado saúde, alegria e uma ocupação, já que está aposentado. Porém, ressalta que não é daqueles viciados nem no triathlon nem em qualquer outra atividade. “Sei quando é hora de treinar, de descansar; quando alguma contusão me obriga a ficar inativo aproveito para descansar, me recuperar dos treinos e provas e fazer outras coisas que também me são importantes, como a música, pois fui, na adolescência e, mais recentemente há dois ou três anos, e, mais recentemente há dois ou três anos, vocalista de bandas de rock”.

Kubiak acredita que seu exemplo, do professor Arnaldo, e de tantos que praticam outros esportes são razões para que as pessoas se sintam motivadas a praticar alguma atividade. “O ser humano não pode viver saudavelmente sem esse cuidado básico; a atividade física é essencial ao bom funcionamento do nosso organismo. O importante é adequar a prática às atuais condições físicas com consulta a um médico especialista, começar devagar, pois muitos querem “recuperar” o tempo perdido e cometem excessos, alimentar-se e hidratar-se adequadamente e para isso existem os (as) nutricionistas e, finalmente, seguir uma planilha bem elaborada por um técnico competente para evitar as lesões, muito comuns em treinamentos mal direcionados”. Está dada a dica para o surgimento de novos atletas.

 fonte: ativo.com

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