Diabetes entre homens tem tendência de alta

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O percentual de homens com 18 anos ou mais diagnosticados com diabetes subiu de 4,4% em 2006 para 5,2% no ano passado, indica estudo apresentado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira.

Esse histórico, aliado a outras pesquisas já feitas, levou o ministério a dizer que existe uma tendência de alta da doença entre os homens, explicada pela pasta como a união entre o crescimento do diagnóstico e de fatores de risco, como obesidade e envelhecimento da população.

Já entre a população como um todo (5,6%) e as mulheres (6%), a tendência é de estabilidade, segundo Deborah Malta, coordenadora de vigilância de doenças e agravos não transmissíveis do ministério.

Os dados foram retirados do Vigitel 2011, inquérito telefônico feito com 54.144 adultos com 18 anos ou mais, nas 27 capitais. A pesquisa, anual, questiona sobre hábitos de vida e fatores de risco.

A presença do diabetes aumenta com o avanço da idade. Enquanto apenas 0,6% dos jovens de 18 a 24 anos informaram ter tido diagnóstico da doença, esse percentual sobe para 21,6% entre os adultos com 65 anos ou mais.

Também está relacionada à escolaridade, porque tende a cair entre pessoas mais instruídas. “A educação tem peso importante nas ações de saúde. O índice é duas vezes maior se comparadas as pessoas com menos de oito anos de escolaridade e as com 12 anos ou mais de estudos”, afirmou o ministro da saúde Alexandre Padilha.

Essa relação com o estudo, segundo Malta, deve estar ligada à presença de hábitos de vida mais saudáveis na população mais escolarizada.

O programa de popularização de academias de ginástica, entre outras medidas adotadas recentemente pelo governo, foi citado como armas para reverter a tendência de alta do diabetes.

INTERNAÇÕES

O custo das internações por diabetes na rede pública chegou a R$ 87,9 milhões, informou o ministério. Em 2008, estava na faixa dos R$ 65 milhões. Uma única internação custa, em média, R$ 603 e dura seis dias.

Segundo o ministro Padilha, é possível notar uma redução no número das internações em 2011, se comparado ao ano anterior: de 148, 4 mil para 145,8 mil –segundo dado ainda preliminar de 2011.

Ele avalia que essa variação está relacionada à oferta gratuita de medicamentos contra o diabetes, iniciada no ano passado.

Malta diz que é preciso avaliar os dados dos próximos anos para verificar se essa é uma tendência que se mantém. “Precisamos de mais tempo para avaliar. Mas, ao mesmo tempo que teve um aumento do diagnóstico de homens, teve um recuo nas internações, é um movimento contrário. A gente esperaria até um aumento.”

Em 2010, 54,5 mil pessoas morreram pelo diabetes. A meta do governo, para os próximos dez anos, é reduzir em 2% ao ano a mortalidade por doenças crônicas não-transmissíveis, onde está inserido o diabetes.

diabetes

Fonte: Folha.com - JOHANNA NUBLAT

Azeite e óleo de linhaça: uma dupla imbatível

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Azeite e óleo de linhaça: uma dupla imbatível

azeites

Rica em gorduras do bem, ela combate a obesidade, dá um chega pra lá no diabete e ainda livra o coração de entraves.

No universo da nutrição, algumas parcerias são conhecidas por sua sinergia. É o caso do azeite de oliva e do óleo de linhaça, como comprova um novo estudo do Laboratório de Sinalização Celular da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, no interior paulista. Segundo o trabalho, pequenas doses desses alimentos combinados reduzem o risco de obesidade e afastam o diabete do tipo 2.

Para comprovar a façanha, os pesquisadores, primeiro, ofereceram durante dois meses uma alimentação rica em gordura saturada — aquela encontrada em carnes gordas, sorvete, manteiga e em muitos outros produtos industrializados — a ratos e camundongos. “Esse modelo de dieta gerou uma inflamação no hipotálamo, região do cérebro que é responsável por controlar a necessidade de comer”, conta Juliana Moraes, bióloga e autora do estudo. E o resultado de uma pane dessas é desastroso. Afinal, depois de uma bela pratada, o sinal de saciedade não é percebido e, assim, a comilança segue desenfreada. Nas cobaias, além de catapultar a obesidade, a situação abriu caminho para que o diabete se instalasse.

Diante disso, os cientistas se perguntaram: será que as gorduras insaturadas, como o ômega-3 do óleo de linhaça e o ômega-9 do azeite de oliva, seriam capazes de combater a famigerada inflamação e reverter o caos?

Para chegar à resposta, Juliana e o nutricionista Dennys Cintra, seu parceiro no trabalho, estimularam os animais a consumir diferentes porções de ambos os óleos por outros dois meses.

 Para preservar as gorduras boas do duo oleoso, evite usá-lo em frituras

“Estipulamos que 35% da alimentação total seria formada por gorduras. Então, dividimos os animais em três grupos e demos a cada um diferentes doses dos ômegas”, descreve Juliana. No final, notou-se uma melhora no estado inflamatório do hipotálamo, permitindo que os roedores percebessem a sensação de barriga cheia. Como consequência, eles passaram a comer menos e, viva!, não acumularam quilos extras. Para a história ficar ainda mais apetitosa, houve diminuição nas taxas de açúcar correndo pelo sangue, provavelmente por um aumento da sensibilidade à insulina, o que favoreceu o controle do diabete.

E, para quem acha que é preciso se empanturrar de azeite e óleo de linhaça para obter os benefícios, um aviso: os melhores efeitos foram registrados na turma que ganhou pequenas porções, facilmente conquistadas no prato — uma única colher de sopa de cada óleo estaria de bom tamanho. A colherada, no entanto, escoou pela culatra no grupo que recebeu uma suplementação bem mais do que caprichada. “Apesar de benéficas, essas gorduras são bastante calóricas. Portanto, devem ser consumidas com moderação”, informa Louise Saliba, professora de nutrição da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Ainda cabe ressaltar que a farinha da linhaça disponibiliza teores generosos de ômega-3 e, por isso, pode ser uma opção ao óleo da semente. “O correto é comprar os grãos e triturá-los em casa para garantir o total aproveitamento das gorduras do bem, que podem se perder durante o processo de industrialização do farelo”, informa a nutricionista Camila Janielle, do Hotel-Escola Senac, em Campos do Jordão, no interior de São Paulo. Se não conseguir consumir todo o conteúdo de uma só vez, outro macete para preservar suas propriedades: “Armazene-o em um recipiente fechado dentro da geladeira”, ensina Roberta Thys, professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Coração blindado

Coração Protegido - VoceNatural.com

Ninguém precisa esquentar a cabeça caso não seja possível usar os dois óleos juntinhos, no mesmo dia — o que até seria o ideal, mas… Individualmente, o duo também bate um bolão.

Segundo um estudo recente do grupo EurOlive, formado por instituições de cinco países europeus, os polifenois do azeite de oliva ajudam a frear a oxidação do colesterol LDL, considerado perigoso.

Quando isso ocorre, reduz-se o risco de placas de gordura na parede dos vasos, a temida aterosclerose — doença por trás de encrencas como o infarto.

A conclusão veio à tona depois de os cientistas estimularem 200 homens a consumir o óleo dourado com diferentes concentrações de polifenois ao longo de três semanas.

É verdade que a dieta mediterrânea, da qual o azeite é um dos principais componentes, há tempos é reconhecida por sua incrível capacidade de proteger o coração. Só que o seu papel específico nessa empreitada não era consenso até agora. “Daí a importância dessa pesquisa. Trata-se de um bom pontapé inicial para esclarecer, de vez, as vantagens de incluir o azeite na dieta”, avalia Heno Lopes, cardiologista do Instituto do Coração de São Paulo, o Incor.

Segundo Louise Saliba, o óleo da azeitona ainda guarda outros trunfos. “Ele estimula a dilatação dos vasos sanguíneos e, assim, reduz a pressão arterial. Também resguarda o DNA contra danos oxidativos, evitando tumores”, conta.

A dica para usufruir de tanta benesse é regar saladas, arroz, vegetais cozidos, pães e torradas com 2 a 4 colheres de sopa do alimento por dia. “O ideal é usá-lo frio, já que o calor degrada, parcial ou totalmente, os compostos antioxidantes”, avisa a nutricionista da PUC do Paraná.

O médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, Durval Ribas Filho, endossa a utilização do azeite para banhar o organismo de saúde, mas alerta: “Estamos ingerindo mais ômega-6 e ômega-9 e pouco ômega-3. E a desproporção pode trazer prejuízos”. Ele lembra que uma investigação japonesa já mostrou um aumento no risco de câncer gástrico por causa do desequilíbrio. Para não cair na cilada, é só investir vez ou outra em peixes de água fria, como salmão e atum, e, é claro, na linhaça.

Efeito chapa-barriga

Barriga_Chapada

Consumida desde o antigo Egito, hoje a semente do linho é analisada a fundo em laboratórios no mundo inteiro. E não só em forma de óleo, como naquele estudo da Unicamp. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro, a estrela da vez é a farinha, usada no projeto de mestrado que a nutricionista Wânia Monteiro defenderá agora em março. A pesquisadora recrutou mulheres com grau de obesidade 2 com a finalidade de observar qual tipo de farinha — marrom, marrom desengordurada ou dourada — seria mais vantajoso. Para isso, as voluntárias receberam orientação nutricional e foram divididas em quatro grupos. Desse total, três ganharam 30 gramas de uma das versões, o correspondente a 4 colheres de sopa, para ingerir pela manhã. “A intenção era proporcionar saciedade para reduzir o tamanho dos pratos ao longo do dia”, esclarece Wânia.

A balança deixou claro que, em dois meses, todo mundo emagreceu. Porém, na turma que abocanhou o farelo marrom os resultados foram mais expressivos: além de enxugarem cerca de 4 quilos, as voluntárias viram as taxas de massa gorda, circunferência da cintura, pressão arterial sistólica, colesterol total e triglicerídeos despencarem. A maior quantidade de fibras na linhaça escura é, ao que tudo indica, a responsável por tantas proezas. “Esse nutriente também é importante para acelerar o trânsito intestinal”, lembra Claudia Cozer, endocrinologista e diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

Mas aqueles que preferem a linhaça dourada não precisam deixá-la no limbo. Afinal, ela também possui propriedades nutricionais e terapêuticas muito interessantes. Quando o quesito é a presença do famoso ômega-3, por exemplo, é ela quem sai ganhando. O mesmo ocorre em relação às lignanas. “Essas substâncias são muito semelhantes ao estrogênio, tanto por causa da estrutura química como pela função. Dessa forma, podem ser úteis para minimizar os sintomas da menopausa, período em que os níveis desse hormônio feminino sofrem uma queda natural”, explica Roberta Thys, da UFRGS. Como se vê, tem benefícios para todos os gostos — e necessidades.

 Tipos de azeite:

 Extravirgem

É obtido na primeira prensa das azeitonas, sem uso de calor nem produtos químicos. Portanto, abriga a maior parte dos compostos benéficos. Sem contar que é a versão menos ácida.

Virgem
Ele é produzido por meio da segunda prensa ou centrifugação. Depois, vem o processo de refinamento. Pelo caminho, perde parte das substâncias tão desejadas.

Com óleo de soja
A mistura resulta em um produto bem atraente para o bolso, mas nada interessante para a saúde. Afinal, é pobre nos compostos ativos que fazem a fama do azeite extravirgem.

Aprenda a preservar o azeite: 

- Escolha o produto armazenado em lata ou vidro escuro, que evitam perdas nutricionais;
- Guarde-o longe da luz e também do calor;
- Depois de abri-lo, não leve muito tempo para consumir.

A linhaça em três versões:

Semente
A casca é durinha, então mastigue bem para chegar aos famosos compostos. Antes, asse a semente em fogo baixo por cerca de dez minutos para eliminar fatores antinutricionais, que prejudicam a absorção de outros nutrientes.

Farinha

Pode entrar no lugar da farinha de trigo em diversas receitas, além de ser misturada a leite, iogurtes e saladas. Por ser livre de glúten, é uma boa opção para celíacos.

Óleo

É bom substituto do azeite, só que o gosto é mais amargo. Não deve ir ao fogo, porque as gorduras benéficas são facilmente oxidadas. Quem está atrás das fibras da linhaça deve investir na farinha ou na semente.

fonte: Saude.abril.com.br / por Thaís Manarini

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ÓLEO DE LINHAÇA em cápsulas

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Consumo de carne vermelha aumenta risco de diabetes tipo 2

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DIABETES TIPO 2  E  A CARNE VERMELHA 

Comer um bife ou uma salsicha por dia aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Mas substituir a porção diária de carne por laticínios “magros” e grãos integrais reduz esse perigo.

As conclusões são do maior estudo já feito sobre o assunto, com dados de cerca de 300 mil pessoas, acompanhadas desde a década de 1970.

A pesquisa, feita pela Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston, foi publicada ontem no “American Journal of Clinical Nutrition”.

Segundo o estudo, quem come 100 g de carne vermelha (um bife) tem risco 19% maior de ter diabetes tipo 2, em comparação com quem consome menos do que isso.

Já as carnes processadas, como salame e mortadela, foram consideradas mais prejudiciais: 50 g diários (uma salsicha) podem elevar o risco de diabetes em 51%.

Os pesquisadores notaram que aqueles que consumiam mais carne vermelha tinham mais chance de ser fumantes, mais gordos e sedentários.

Mas mesmo que todos os participantes da pesquisa tivessem o mesmo IMC (Índice de Massa Corporal) o consumo de carne ainda aumentaria o risco de diabetes tipo 2.

FERRO

Uma das explicações possíveis é que o chamado ferro-heme, presente nas carnes vermelhas, causa danos às células beta do pâncreas, que produzem a insulina.

Airton Golbert, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, lembra que a hematocrose, doença que provoca um acúmulo de ferro no organismo, pode causar diabetes.

Os pesquisadores dizem ainda que os conservantes presentes nas carnes são tóxicos para as células beta.

“O trabalho é importante para reavaliarmos a ingestão de carne vermelha. Já sabíamos que ela aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Agora, há mais um dado para moderarmos esse consumo”, diz Golbert.

Já o endocrinologista Antonio Carlos Lerario, diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes, faz ressalvas ao estudo norte-americano.

Ele afirma que a associação do consumo de carne ao diabetes pode se dever à maior ingestão de gorduras. “Em geral, quem consome carne é um bom comilão, come batata, não gosta muito de peixe e bebe mais.”

O endocrinologista diz ainda que não é preciso crucificar a carne. “Não é para pensar: ‘A partir de hoje, não vou mais comer carne, porque vou ter diabetes’. Não dá para saber se outras fontes de gordura também não aumentam esse risco.”

fonte: Folha.com – Mariana Versolato

Equipamentos para Medir o Diabetes

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 Medidores de Glicemia

O medidor de glicemia é essencial para o controle do diabetes. A única maneira de dominar a situação tomando nota dos níveis glicêmicos e reconhecer quando estão anormais para tomar as providncias necessárias. Há uma grande variedade de marcas de medidores que detectam a quantidade de glicose que flutuam pelo sangue. A maioria utiliza um dos dois métodos existentes para medir a glicemia.

Há os que usam o químico, que mudam de cor após entrar em contato com a glicose do sangue. Depois a fita inserida no medidor, que verifica a intensidade da cor e produz uma leitura eletrôúnica traduzida por computador da quantidade de glicose (mg/dl) no sangue.

Outros medidores de glicemia  mensuram uma corrente elétrica no sangue, que também estão em uma fita. Uma enzima especial transfere os elétrons da glicose para um químico na fita e o medidor calcula este fluxo de elétrons como corrente.

A quantidade da corrente depende da quantidade de glicose no sangue. O medidor produz uma leitura eletrôúnica do níveis glicêmicos (mg/dl). Tanto os medidores que usam o teste da cor quanto os que medem a corrente possuem o mesmo grau de precisão. Todos eles desempenham a mesma função básica de medir a quantidade de glicose presente no sangue, mas nem todos são iguais, mesmo que sejam do mesmo tipo. Dependendo do estilo de vida, alguns modelos podem ser mais adequados. Diversos aspectos devem ser considerados na escolha do medidor certo.

Fitas reagentes

As fitas reagentes são utilizadas para coletar a amostra do sangue que ser inserido no medidor. Mas existem alguns modelos chamados de leitura visual para sangue e urina, que não precisam do equipamento elétrico para mensurar a glicose. O nível glicêmico estimado através da comparação entre a cor da fita e a correspondente numa tabela colada ao frasco.

As cores geralmente progridem numa medida de 20 a 30 mg/dl. Essas fitas custam praticamente o mesmo valor que as fitas dos medidores que usam o mesmo sistema de cor. A glicose também aparece na urina e há fitas de leitura visual que informam se os níveis estão muito altos, mas não conseguem medir os baixos. Entretanto, testar a glicose da urina não é um bom método para determinar a glicemia, especialmente porque a glicose não aparece na urina até que esteja bastante elevada no sangue.

Além disso, os exames de urina mostram a quantidade de sangue presente algumas horas atrás, uma informação inútil para se decidir a dose de insulina no caso de emergência ou mesmo para avaliar o andamento geral do tratamento.

Fita de Leitura Visual para cetonúria (cetona na urina)

Mensurar a quantidade de cetona no organismo é muito importante para a pessoa com diabetes. Isso porque a cetona é uma toxina e por isso é  importante detê-la antes que aumente muito. O tempo que leva entre a aplicação da urina na fita até a leitura do resultado varia de 15 segundos a dois minutos, depende do tipo da fita, portanto importante saber o tempo exigido pelo fabricante.

Algumas fitas de cetonas também medem a glicose e têm duas almofadas em cada peça. Os níveis de cetonas não são lidos em unidades exatas de glicose, por isso há um gráfico ao lado do frasco que lê de zero e traços a pequeno, moderado e grande. Algumas marcas mostram apenas sinais de +. Se a leitura for maior que zero ou um traço ocasional, consulte um médico sobre os níveis perigosos para o seu caso.

A  cetona  pode aparecer na urina por diversos motivos:

* alimentação insuficiente (costuma ser chamada de cetose de jejum e geralmente acontece quando as refeições são muito restritas em calorias)
* Hipoglicemia ou baixos níveis de glicose no sangue (na ausncia de glicose, o organismo transforma gordura em glicose)
* Hiperglicemia ou altos níveis de glicose no sangue (glicemia elevada sinal de falta de insulina para o transporte da glicose até as células. O organismo transforma a gordura porque não consegue usar a glicose do sangue)
* doença
* Falta de insulina
* Efeito dos hormônios masculinos

Lancetas

A lanceta uma espécie de agulha utilizada para furar o dedo que ser usado para coletar o sangue para medir o nível de glicemia. Muitos medidores de glicemia são acompanhados de lancetas e um dispositivo para usa-las. Outros possuem a lanceta dentro do próprio aparelho.

Lancetas diferentes produzirão tamanhos diferentes de gotas de sangue, portanto compare as fitas de teste que irá usar e o tamanho da gota de sangue que requerem com a produzida pela lanceta. Estes dispositivos costumam ter duas tampas diferentes ou uma ponta ajustável que controla a profundidade com que as lancetas furam o dedo.

Fure o mínimo possível, assim a picada será quase imperceptível e doe menos. A lanceta mais moderna do mercado utiliza um raio laser minúsculo para obter a amostra de sangue.

Bomba de Insulina

As bombas de insulina são miniaturas computadorizadas, têm o tamanho de um pager e podem ser usados no cinto ou no bolso do casaco. A bomba envia uma quantidade medida e constante de insulina através de um tubo plástico flexível para uma pequena agulha que fica inserida na pele e selada com uma fita adesiva.

Este modo de liberar insulina chama-se infusão subcutânea contínua de insulina (ISCI). Ao seu comando, a bomba também pode enviar um reforço ao organismo, caso necessário, como logo antes das refeições para ajustar a glicemia que seguir com a digestão. O equipamento apita se entupir, informa quando as pilhas estão com pouca carga e pode-se programa-lo para mudar a quantidade de insulina a ser bombeada de acordo com o próprio metabolismo.

Porém, elas não são totalmente seguras. Embora sejam capazes de alerta-lo no caso de um entupimento, não consegue detectar um fluxo lento. É necessário estar sempre monitorando a glicemia. Outro empecilho para a aquisição da bomba é o seu alto custo. O equipamento custa em torno de R$ 10 mil e ainda é preciso uma manutenção mensal de aproximadamente R$ 700, incluindo a insulina, os conjuntos de infusão e os suprimentos para exame de sangue.

Tubo de infusão

Este dispositivo reduz o número de espetadas na pele. Com uma agulha especial de cateter, o tubo de infusão inserido no local da aplicação e pode ficar ali por até três dias. A insulina é  injetada em um tubo especial que se fecha automaticamente após cada entrada da agulha. O risco de infecção é mais alto, por isso é preciso mais atenção quanto á esterilização.

Injetores

Um injetor automático aplica a agulha na pele sem dor. Alguns injetam a insulina automaticamente quando a agulha atravessa a pele. Outros exigem que se pressione o cilindro. O injetor automático é útil se a pessoa tem artrite ou outro problema que a impeça de segurar a injeção com firmeza. Caso tenha medo de se aplicar ou tenha medo de ver agulhas.

Jet injectors

Esse equipamento injeta a insulina através da pele sem a necessidade de agulha. Seu mecanismo semelhante ao usado na pistola para aplicar vacinas. uma boa opção para quem tem medo de agulha ou precisa tomar várias injeções por dia. Converse com o seu médico sobre o jet injector, pois algumas pessoas podem sofrer contusões, especialmente os magros, crianças e idosos; que possuem menos gordura por baixo da pele. Têm sido menos utilizados atualmente, devido às alterações na absorção da insulina.

Caneta

Estas seringas têm a mesma aparência de uma caneta de tinta. Em vez de uma pena, elas apresentam uma agulha descartável. E no lugar da carga de tinta, há uma carga de insulina. Elas são populares devido conveniência e precisão de dosagem.

fonte:

Pré-diabetes

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Pré-diabetes

Como o título já sugere, este termo é usado para identificar as pessoas que possuem risco potencial de desenvolver o diabetes. É uma forma ou um estado intermediário entre a normalidade e o diabetes do tipo 2 no adulto. No entanto, sabe-se que nem todos irão deixar a condição de pré-diabético para se tornar um diabético. Mas, por precaução, são considerados em estado de risco para essa progressão.

Fatores de Risco para Desenvolver Diabetes

Existem fatores que são considerados de risco para o desenvolvimento do diabetes. Entre eles estão: o fator da idade (estar acima de 45 anos); o excesso de peso; o sedentarismo; a hipertensão arterial e as alterações nas taxas de colesterol e triglicérides sangüíneos e a história familiar de diabetes .

Isso serve para ambos os sexos. Mulheres que geraram filhos com mais de 4 kg ou que sejam portadoras de Síndrome dos Ovários Policísticos também têm risco aumentado.

Nesses casos, preconiza-se a realização da dosagem de glicemia de jejum ou a realização do teste oral de sobrecarga com glicose, para possível detecção de pré-diabetes ou mesmo diabetes.

A melhor maneira de identificar o pré-diabetes é através da dosagem da glicemia. Sua definição laboratorial dá-se quando a taxa de glicemia de jejum (mínimo de oito horas) encontra-se entre 100 e 125 mg/dl e/ou quando o valor de glicemia na segunda hora do teste de sobrecarga oral à glicose (também chamado de curva glicêmica) está entre 140 e 199 mg/dl (indivíduos classificados também como intolerantes à glicose).

A quantidade de pessoas que evoluem para o diabetes é parecida nos grupos que têm glicemia de jejum alterada e os que apresentam alterações nas taxas de glicemia na segunda hora do teste oral. No mais, apesar de ser raro, outros grupos que não apresentarem essas condições e nem fatores de risco,também podem desenvolver diabetes no futuro.

Importante salientar que as pessoas que adquirem novos hábitos no estilo de vida – como a atividade física regular resultando na diminuição de 5 a 7% no peso corporal – ajudam a, no mínimo, retardar o aparecimento do diabetes.

Em grandes estudos realizados com indivíduos com pré-diabetes, tais medidas reduziram a taxa de novos casos em mais de 50% em um período de dois a cinco anos de acompanhamento. Essas mudanças ainda são benéficas para o estado de saúde geral, promovendo menor risco no desenvolvimento de outras doenças, especialmente cardiovasculares.

A busca pela perda de peso pode receber o auxílio de algumas medicações, no entanto, não devemos nos esquecer de que todas essas orientações devem ser realizadas pelo médico, analisando cada situação individualmente.

Ou seja, no geral existem muitas evidências de que o diabetes tipo 2 pode ser prevenido ou ter seu início retardado. Os indivíduos com pré-diabetes podem ser facilmente identificados. Alterações no estilo de vida, especialmente redução moderada do peso e aumento da atividade física são indicadas, além de promoverem efeito positivo adicional na saúde como um todo.

fonte: Diabetes.org

Outros tipos de Diabetes

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Outros tipos de Diabetes

 
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Características Gerais

Existem outros tipos de diabetes além do Tipo 1, Tipo 2 e Gestacional, mas esses ocorrem com menor freqüência. São eles:

1- Diabetes Secundário ao Aumento de Função das Glândulas Endócrinas:

Em determinadas doenças glandulares, quando ocorre aumento de função a ação da insulina é de alguma maneira dificultada ou prejudicada, aparecendo diabetes em pessoas de alguma maneira predispostas. É o que pode ocorrer, por exemplo, com doenças da:

  • Tireóide (hipertiroidismo);
  • Supra-renal (doença de Cushing);
  • Hipófise (acromegalia ou gigantismo).

Também pode aparecer na presença de tumores de:

  • Sistema nervoso simpático (feocromocitoma);
  • Células alfa do pâncreas (glucagonoma).

2- Diabetes Secundário a Doenças Pancreática:

Nesse grupo, o diabetes ocorre mais freqüentemente naqueles com antecedentes familiares do Diabetes Tipo 2.

  • Retirada cirúrgica de 75% do pâncreas;
  • Pancreatite crôúnica (inflamação geralmente causada pelo alcoolismo crônico);
  • Destruição pancreática por depósito de ferro denominado hemocromatose (extremamente rara).

Nesses casos, o diabetes está associado à diarréia com perda de gordura nas fezes, pois o pâncreas afetado extensamente também não produz enzimas digestivas suficientes.

3- Resistência Congênita ou Adquirida à Insulina 

A produção de insulina está aumentada, porém com ação ineficaz por causa da diminuição ou defeito de receptores celulares (encaixes para insulina), em tecido gorduroso, músculo etc.

Essas anormalidades, quando congênitas, podem ser defeito dos receptores de insulina, presença de anticorpos anti-receptores.

4- Diabetes Associado à Poliendocrinopatias Auto-Imunes

Casos onde existem anticorpos anticélulas de ilhotas pancreática produtoras de insulina (Tipo 1). Destes, 20% apresentam anticorpos contra tireóide e(menos freqüentemente) anticorpos contra supra renal, mucosa do estômago, músculo e glândulas salivares, além da ocorrência de vitiligo, alopecia (intensa queda de cabelos), hepatite crôúnica, candidíase etc.

5- Diabetes Associado à Desnutrição e Fibrocalculoso

Ocorre em jovens de países tropicais com baixa ingestão protéica, freqüentemente associado a alimentos que contêm cianetos, como a mandioca amarga. Esta associação pode causar dano pancreático, com destruição das ilhotas e diminuição da produção de insulina.

6- Diabetes Relacionados à Anormalidade da Insulina (Insulinopatias)

A produção da insulina está aumentada, porém com alteração de sua estrutura molecular, não sendo assim eficaz. Aplicando-se insulina, controla-se o diabetes.

7- Diabetes Tipo LADA (Latent Autoimmune Diabetes in Adults)

O LADA caracteriza-se pelo surgimento tardio do Diabetes Mellitus do Tipo 1 e atinge entre 2 e 12% dos casos, ou seja, 1,4 milhão de pessoas no Brasil. Também conhecido como Diabetes Tipo 1.5 (Type one-and-a-half), o LADA costuma ser confundido com o do tipo 2.

A maior incidência concentra-se em pacientes entre 35 e 60 anos, magro e com cetose. O seu diagnóstico é feito pelo teste do anticorpo GAD. A hereditariedade do diabetes tipo 1, doenças de Hashimoto e Graves devem ser levadas em conta num histórico familiar. Atualmente, não há um consenso na literatura médica para o tratamento do LADA.

A manutenção do controle de glicemia é o principal objetivo do tratamento do portador do diabetes LADA. Um aspecto que deve ser levado em conta, refere-se a progressão lenta para a insulino-dependência, assim como um risco maior de complicações cardiovasculares para esses pacientes.

fonte:  Diabetes.org /Dra. Rosane Kupfer, Chefe do Serviço de Diabetes do IEDE.

Diabetes Tipo 2

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Diabetes Tipo 2

Sabe-se que o diabetes do tipo 2 possui um fator hereditário maior do que no tipo 1. Além disso, há uma grande relação com a obesidade e o sedentarismo. Estima-se que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos. A incidência é maior após os 40 anos.

Uma de suas peculiaridades é a contínua produção de insulina pelo pâncreas. O problema está na incapacidade de absorção das células musculares e adiposas. Por muitas razões, suas células não conseguem metabolizar a glicose suficiente da corrente sangüínea. Esta é uma anomalia chamada de “resistência Insulínica”.

O diabetes tipo 2 é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o tipo 1 e pode responder ao tratamento com dieta e exercício físico. Outras vezes vai necessitar de medicamentos orais e, por fim, a combinação destes com a insulina.

Principais Sintomas:

  • Infecções freqüentes;
  • Alteração visual (visão embaçada);
  • Dificuldade na cicatrização de feridas;
  • Formigamento nos pés;
  • Furunculose.

Fonte: Diabetes.org / Dra. Rosane Kupfer, Chefe do Serviço de Diabetes do IEDE.

O que é Diabetes?

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O que é diabetes? 

O diabetes mellitus (ou “diabetes melito”) ocorre quando o pâncreas, uma glândula localizada atrás do estômago, não produz a quantidade suficiente de um hormônio chamado insulina. A parte específica do pâncreas que produz insulina é chamada de Ilhotas de Langerhans. A insulina é um hormônio extremamente importante porque ajuda a regular o metabolismo, ou seja, o processo de queima ou armazenamento dos nutrientes provenientes da alimentação. A marca registrada do diabetes é o aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue, um fenômeno conhecido como hiperglicemia.

 

“açúcar” = glicose

 ”açúcar no sangue” = glicemia

 

Como funciona o metabolismo normal?

Os processos do metabolismo variam de acordo com o horário do dia e a presença das refeições. Segue abaixo um resumo dos acontecimentos inerentes a um metabolismo normal.

 1) Durante e logo após uma refeição, os intestinos digerem os alimentos e quebram os nutrientes até sobrarem apenas os seus componentes mais básicos. Assim, os carboidratos são quebrados em glicose, as proteínas em aminoácidos e as gorduras em ácidos graxos. A glicose é a fonte primária de energia do organismo.

 2) Após a refeição, a glicose, os aminoácidos e os ácidos graxos são absorvidos, ou seja, passam do interior dos intestinos para a circulação sangüínea. Com isso, os níveis de glicose no sangue aumentam um pouco, logo após a refeição.

 3) Qualquer pequeno aumento no nível de glicose no sangue serve como um sinal, que faz com que o pâncreas produza e jogue no sangue uma quantidade maior de insulina. Cerca de 10 minutos após a refeição, o nível de insulina no sangue atinge seu máximo, em resposta ao aumento da glicose.

 4) A insulina age no fígado, nos músculos e no tecido adiposo (que compõem os chamados tecidos-alvo da insulina), estimulando a captação de glicose e outros nutrientes por esses tecidos. Assim, a glicose circulante no sangue passa para o interior das células, onde vai ser utilizada (“queimada”) para produção de energia ou armazenada para o uso futuro (na forma de gordura).  Nesses tecidos, a glicose não consegue entrar nas células se não houver insulina presente (e é por isso que a glicose aumenta no sangue dos indivíduos diabéticos).

 5) Quando os níveis de insulina estão altos, o fígado também armazena glicose na forma de glicogênio. Com isso, os níveis de glicose no sangue vão diminuindo gradativamente, e a liberação de insulina pelo pâncreas volta a diminuir também.

 6) Cerca de2 a4 horas após a refeição, os níveis de glicose e insulina já estão baixos novamente. Se o jejum durar mais que algumas horas, a insulina pode cair mais um pouco, o que faz com que o fígado libere pequenas quantidades de glicose para o sangue, a partir da quebra do glicogênio. Isso evita que a glicemia (nível de glicose no sangue) caia até valores perigosamente baixos. Com isso, o valor da glicemia varia relativamente pouco em pessoas normais. Esse controle estreito da glicemia é muito importante, já que a glicose é praticamente a única fonte de energia utilizada pelo cérebro, e portanto é necessário um fornecimento contínuo de glicose para garantir o funcionamento adequado do sistema nervoso central.

 Como é o metabolismo de um paciente diabético?

 Acompanhe o que acontece com o organismo de um paciente diabético:

 1) O pâncreas é incapaz de liberar quantidades suficientes de insulina para controlar o metabolismo. Inicialmente, a insulina falta apenas quando é necessária em grandes quantidades, como logo após uma refeição. Depois de um tempo, entretanto, a insulina pode faltar mesmo nos períodos de jejum, quando os tecidos estiverem quebrando os alimentos para produzir energia.

 2) Sem insulina suficiente para empurrar a glicose para dentro das células, a glicose passa a se acumular no sangue. Ocorre então o aumento da glicemia, ou hiperglicemia.

 3) A glicose em excesso no sangue passa através dos rins para a urina, antes que o organismo do diabético consiga utilizar essa glicose para produzir energia. Com isso, o paciente diabético pode começar a urinar demais e ter muita sede. Esses podem ser os primeiros sintomas da doença. O paciente também começa a emagrecer, pois não consegue utilizar a energia dos alimentos, que é perdida através da urina.

 4) Com o passar do tempo, o organismo reage ao desequilíbrio da glicemia e podem surgir importantes complicações. Essas complicações podem ser prevenidas se o diagnóstico for feito cedo e o tratamento for iniciado o quanto antes, com o objetivo de manter a glicemia normal ou muito próxima dos valores normais.

 Quais são os tipos de diabetes?

 Existem 2 tipos principais de diabetes.

 a) Diabetes Mellitus Tipo 1 – é a forma mais severa. Costumava ser chamada de Diabetes Mellitus Insulino-Dependente (DMID), ou Diabetes Juvenil. É mais comum em indivíduos jovens (crianças e adolescentes), mas pode atingir pessoas de qualquer idade. Não costuma ter relação com o peso corporal, por isso boa parte dos pacientes afetados tem peso corporal normal. Acontece devido à destruição das ilhotas de Langerhans por algum motivo, levando à ausência completa ou quase completa de produção de insulina. As pessoas com diabetes tipo 1 (DM 1) precisam tomar injeções de insulina diariamente para controlar essa condição. Os sintomas do DM 1 podem surgir muito subitamente.

 b) Diabetes Mellitus Tipo 2 – é a forma mais comum da doença, responsável por90 a95% dos casos de diabetes. Neste tipo de diabetes, antigamente chamado de Diabetes Mellitus Não-Insulino-Dependente (DMNID), o que acontece é que a pessoa torna-se resistente à ação da insulina. Ou seja: o pâncreas produz insulina em quantidades normais no início da doença, mas essa insulina não consegue exercer seu efeito como deveria, o que faz com que o pâncreas acabe produzindo mais e mais insulina na tentativa de compensar esse defeito. Com o passar dos anos, o pâncreas acaba se “cansando”, e deixa de ser capaz de compensar a resistência à insulina – é nesse momento que surge a hiperglicemia, e é feito então o diagnóstico de Diabetes Tipo 2 (DM 2). O DM 2 está intimamente relacionado ao excesso de peso, a hábitos alimentares inadequados e ao sedentarismo, fatores esses que aumentam a resistência à insulina. Como mais e mais pessoas estão se tornando obesas, o número de indivíduos com DM 2 também está aumentando de forma assustadora (inclusive em crianças e adolescentes). Freqüentemente, o DM 2 pode ser controlado com um estilo de vida saudável, mas muitos necessitam de medicações para controlar sua glicemia, e cerca de 30%precisam usar insulina em algum momento, principalmente aqueles pacientes com muitos anos de diabetes.

 Existem outras formas de diabetes?

Existem outras formas, menos comuns, de diabetes. Podemos citar:

a) Diabetes Gestacional – consiste de qualquer anormalidade do metabolismo da glicose, de qualquer magnitude, que é diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez, podendo ou não persistir após o parto. Mulheres que apresentam diabetes gestacional possuem um risco aumentado para o desenvolvimento de diabetes no futuro.

b) Tipos Específicos de Diabetes – aqueles que possuem uma causa estabelecida, como, por exemplo: MODY – um diabetes hereditário, devido a defeitos genéticos específicos. Também existem alguns casos de diabetes associados a outras doenças (como na pancreatite crônica) e associados ao uso de algumas medicações (exemplo: corticóides).

  fonte: Portal Endocrino – Dr. Leandro Diehl

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Diabetes Tipo 1

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Diabetes Tipo 1

 

 
 
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O diabetes Tipo 1 (Diabetes Mellitus 1) é uma doença auto-imune caracterizada pela destruição das células beta produtoras de insulina. Isso acontece por engano porque o organismo as identifica como corpos estranhos. A sua ação é uma resposta auto-imune. Este tipo de reação também ocorre em outras doenças, como esclerose múltipla, Lupus e doenças da tireóide.

A Diabetes Mellitus 1 surge quando o organismo deixa de produzir insulina (ou produz apenas uma quantidade muito pequena.) Quando isso acontece, é preciso tomar insulina para viver e se manter saudável. As pessoas precisam de injeções diárias de insulina para regularizar o metabolismo do açúcar. Pois, sem insulina, a glicose não consegue chegar até às células, que precisam dela para queimar e transformá-la em energia. As altas taxas de glicose acumulada no sangue, com o passar do tempo, podem afetar os olhos, rins, nervos ou coração.

A maioria das pessoas com Diabetes Mellitus 1 desenvolve grandes quantidades de auto-anticorpos, que circulam na corrente sanguínea algum tempo antes da doença ser diagnosticada. Os anticorpos são proteínas geradas no organismo para destruir germes ou vírus. Auto-anticorpos são anticorpos com “mau comportamento”, ou seja, eles atacam os próprios tecidos do corpo de uma pessoa. Nos casos de DM1, os auto-anticorpos podem atacar as células que a produzem.

Não se sabe ao certo por que as pessoas desenvolvem o DM1. Sabe-se que há casos em que algumas pessoas nascem com genes que as predispõem à doença. Mas outras têm os mesmos genes e não têm diabetes. Pode ser algo próprio do organismo, ou uma causa externa, como por exemplo, uma perda emocional. Ou também alguma agressão por determinados tipos de vírus como o cocsaquie. Outro dado é que, no geral, é mais freqüente em pessoas com menos de 35 anos, mas vale lembrar que ela pode surgir em qualquer idade.

Sintomas

Pessoas com níveis altos ou mal controlados de glicose no sangue podem apresentar:
• Vontade de urinar diversas vezes;
• Fome freqüente;
• Sede constante;
• Perda de peso;
• Fraqueza;
• Fadiga;
• Nervosismo;
• Mudanças de humor;
• Náusea;
• Vômito

 

Consultora: Dra. Claudia Pieper – Comitê Editorial do Site da SBD (Gestão 2006-2007)

Fontes: Norwood, Janet W. & Inlander, Charles B. Entendendo a Diabetes – Para educação do Paciente. Julio Louzada Publicações. São Paulo, 2000.

Diabetes de A a Z: o que você precisa saber sobre diabetes explicado de maneira simples. American Diabetes Association. JSN editora. São Paulo, 1998