Água é indispensável aos Idosos

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dr Arnaldo Lichtenstein

Dr. Arnaldo Lichtenstein (46), médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Ele explica a importância da água para pessoas com mais de 60 anos.

TODO MUNDO PRECISA TOMAR ÁGUA, MAS AS PESSOAS IDOSAS, MAIS AINDA.

Para elas, que já têm uma reserva hídrica naturalmente menor, uma desidratação pode ser fatal. O pior é que seus mecanismos de equilíbrio interno já não funcionam tão bem e elas não sentem sede, esquecendo-se de repor as perdas. Assim, é fundamental que se ofereçam líquidos para os idosos o tempo todo. Água, sucos, frutas, leite, chá, gelatina, sopa. Tudo vale.

Sempre que dou aula de Clínica Médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta: “Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?” Alguns arriscam: “Tumor na cabeça”. Eu digo: “Não”. Outros apostam: “Mal de Alzheimer”. Respondo, novamente: “Não”. A cada negativa a turma espanta-se. E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns: diabetes descontrolado; infecção urinária; a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.

Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos. Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez. A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos (“batedeira”), angina (dor no peito), coma e até morte.

Insisto: não é brincadeira. Ao nascermos, 90% do nosso corpo é constituído de água. Na adolescência, isso cai para 70%. Na fase adulta, para 60%. Na terceira idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento. Portanto, de saída, os idosos têm menor reserva hídrica. Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.

Explico: nós temos sensores de água em várias partes do organismo. São eles que verificam a adequação do nível. Quando ele cai, aciona-se automaticamente um “alarme”. Pouca água significa menor quantidade de sangue, de oxigênio e de sais minerais em nossas artérias e veias. Por isso, o corpo “pede” água. A informação é passada ao cérebro, a gente sente sede e sai em busca de líquidos.

Nos idosos, porém, esses mecanismos são menos eficientes. A detecção de falta de água corporal e a percepção da sede ficam prejudicadas. Alguns, ainda, devido a certas doenças, como a dolorosa artrose, evitam movimentar-se até para ir tomar água. Conclusão: idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Além disso, para a desidratação ser grave, eles não precisam de grandes perdas, como diarréias, vômitos ou exposição intensa ao sol. Basta o dia estar quente – e o verão já vem aí – ou a umidade do ar baixar muito – como tem sido comum nos últimos meses. Nessas situações, perde-se mais água pela respiração e pelo suor. Se não houver reposição adequada, é desidratação na certa. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.

Por isso, aqui vão dois alertas. O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Bebam toda vez que houver uma oportunidade. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite. Sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!

Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Lembrem-lhes de que isso é vital. Ao mesmo tempo, fiquem atentos.

Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção. É quase certo que esses sintomas sejam decorrentes de desidratação. Líquido neles e rápido para um serviço médico.

fonte:  Arnaldo Lichtenstein (46), médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Como reduzir a porcentagem de gordura no corpo?

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Como reduzir a porcentagem de gordura no corpo?

Perder peso ou só gordura? Para que o peso do corpo esteja dentro dos limites saudáveis é importante ter uma correta proporção entre o peso gordo (gordura corporal) e a massa magra. Para Flávia Ferazzo, nutricionista especialista em nutrição clínica funcional, dietas com restrição total de algum alimento ou nutriente não são o melhor caminho para quem quer reduzir o percentual de gordura de forma saudável. “O segredo está na distribuição correta de todos os nutrientes. Ao fornecer ao organismo todos os alimentos necessários, nas proporções adequadas, é possível perceber os resultados em um período curto”, explica a especialista.

Veja algumas dicas que podem melhorar bastante a queima de gordura de maneira saudável:

Coma mais proteína

As proteínas são poderosos mecanismos na queima de gordura, por algumas razões: ajuda a manter os níveis de glicose no sangue, reforça a ação da glândula tireóide, regulando o metabolismo, e reduz o apetite, proporcionando maior saciedade. “Isso não significa entupir-se de bacon, mas sim de alimentos pouco calóricos, como: frango, peixe, carnes magras, ovos e outros alimentos ricos em proteínas”, explica a nutricionista.

Faça as pazes com legumes e verduras

Se eliminar estes componentes abrirá mão de nutrientes importantes como vitaminas, minerais e fibras. “Legumes e verduras ajudam a ter energia o dia todo; melhoram a digestão e proporcionam maior saciedade pela quantidade de fibras; e alguns alimentos são antioxidantes combatendo os radicais livres”, completa a nutricionista.

Controle os carboidratos

Carboidratos são alimentos que produzem energia. No entanto, nem todos são iguais. Segundo a especialista, os piores estão presentes em alimentos, em sua maior parte, de grãos excessivamente refinados. “Açúcares e doces são os grandes vilões. Estes carboidratos estimulam insulina, hormônio de armazenamento, onde sua tarefa é pegar o excesso de glicose dos carboidratos nutricionais e armazená-los nos tecidos adiposos como gordura”, ressalta.

fonte: Revista Pense Leve.

Alimentação saudável previne câncer

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Alimentação saudável pode ajudar na prevenção do câncer

De que forma a alimentação pode contribuir ou não para o desenvolvimento do câncer? E quais são os tipos de alimentos que oferecem risco para o desenvolvimento de células cancerosas? A nutróloga da Oncomed Belo Horizonte, Fernanda Schettino, esclarece essas dúvidas:

- Já é comprovado que as mulheres que estão acima do peso são mais propensas a desenvolver câncer, principalmente o de mama. Além disso, estudos demonstram que indivíduos que ingerem mais vegetais (fibras, vitaminas e sais minerais) apresentam menor probabilidade de desenvolver a doença, principalmente o câncer de intestino.

- Os excessos devem ser evitados: embutidos, churrasco, alimentos conservados no sal e alimentos defumados devem ser consumidos como moderação. Isso porque alguns estudos demonstram que em populações onde a ingestão desses alimentos é muito grande, a incidência de câncer também é elevada.

- Os principais tipos de câncer associados à má alimentação são os de mama, estômago e intestinos.

- Colorir o prato é fundamental: ao selecionar alimentos com diferentes colorações, aumentam as chances de reunir na mesma refeição nutrientes variados. As principais recomendações para ter bons hábitos alimentares são simples: coma de tudo um pouco e com moderação. Aposte nas frutas como lanches entre as refeições; e nos vegetais verde-escuros pelo menos uma vez por dia.

- Frear o consumo de carne vermelha e acrescentar o peixe ao seu cardápio pelo menos duas vezes na semana é uma excelente forma de melhorar a saúde, além de limitar o consumo de sal.

- Um vez que a doença é diagnosticada, o tratamento deve seguir o que foi orientado por um médico oncologista: o suporte nutricional vai atuar em conjunto com o tratamento oncológico – beneficiando o paciente de diversas maneiras.

fonte: Revista Pense Leve

Anti-inflamatórios naturais

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A chave para acabar com artrites, dermatites, sinusites e outras “ites” pode estar no seu prato. Afinal, muito além de nutrir, os alimentos alteram os processos fisiológicos, modulando, inclusive, as respostas inflamatórias. Saiba mais!

Febres, dores crônicas, inchaços, mal-estar. Todos esses sintomas desagradáveis podem ser a consequência direta de um processo de inflamação em qualquer parte do corpo. “A inflamação é uma reação imediata a uma lesão celular ou tecidual provocada por um corpo considerado estranho. Nessa situação, há um esforço do nosso organismo em reconhecer os agentes responsáveis pelo ataque, para neutralizá-los o mais rápido possível”, explica a nutricionista Roseli Rossi, da clínica Equilíbrio Nutricional (SP).

No local onde o corpo detectou a ameaça, ocorre o aumento do fluxo de sangue, que circula carregado de células do sistema imunológico. Essas células produzem substâncias pró-inflamatórias e ainda pedem reforços: enviam sinais para que outras tantas se juntem à operação, até eliminar o possível invasor.

São esses soldados do bem, escondidos sob a trincheira da circulação sanguínea, que provocam inchaço, calor e vermelhidão na área onde se trava a batalha pela saúde. Incômodos à parte, é graças a esse embate que somos capazes de nos recuperamos em poucos dias da maioria das doenças que nos acometem, com a consequente cicatrização da região afetada.

O papel da nutrição
No entanto, a coisa começa a mudar de figura quando o processo inflamatório, em vez de funcionar como uma resposta a um agente externo muito mal-intencionado, começa a se instalar no nosso organismo de forma crônica. Nessa situação, tanto as batalhas dentro da gente, quanto os sintomas percebidos do lado de fora, passam a ser mais recorrentes e começam a incomodar e tirar o nosso sossego.

E aqui vem a parte mais interessante da história: os alimentos que consumimos no dia a dia podem ser os responsáveis por essas inflamações duradouras, já que determinadas substâncias neles contidas, como as gorduras saturadas, podem ser extremamente irritantes ao organismo. Nesse caso, o corpo dará o sinal ao sistema imunológico de que é preciso atuar contra elas, eliminando-as.

“Na inflamação crônica há a ativação por longo prazo do sistema de defesa, promovendo alterações na atividade insulínica, na mobilização das gorduras e estresse oxidativo, processo relacionado ao envelhecimento precoce, entre outros danos. Essa inflamação tem sido apontada como o fator contribuinte e preponderante para o desenvolvimento de diversas doenças crônicas não transmissíveis, como os já conhecidos colesterol alto, o diabetes e até mesmo o câncer”, exemplifica a nutricionista Tatiana Barão, da Naturalis.

Gorduras como vilãs

 

Nesse cenário, as gorduras aparecem como as principais vilãs. “Diversos estudos mostram que os ácidos graxos saturados presentes nas carnes gordurosas e nos queijos amarelos podem contribuir para o agravamento da inflamação e ainda provocar resistência à insulina”, explica a nutricionista Paula Crook, da clínica Patrícia Bertolucci (SP). Alimentos de alta carga glicêmica, ricos em açúcares e pobres em fibras, que são absorvidos rapidamente pelo organismo, também figuram na lista dos que mais ameaçam a saúde, assim como os produtos industrializados, que recebem diversos aditivos, como conservantes e aromatizantes. Esses elementoas são chamados pró- -inflamatórios, porque são capazes de estimular a expressão de genes que agravam a doença, desequilibrando ainda mais o organismo.

Entre os alimentos que mais combatem as inflamações estão o chá-verde, o alho, a aveia, a cebola, as frutas e hortaliças e a soja

O outro lado da moeda
Felizmente, assim como alguns alimentos têm o poder de provocar ou potencializar um processo inflamatório já em curso, há também os que cumprem uma função protetora, salvando a nossa pele – e o resto do organismo – desses males. Entre os alimentos com maior ação anti-inflamatória destacam-se os ácidos graxos ômega-3, encontrados na semente de linhaça, no azeite de oliva extravirgem e nos peixes das águas frias.

O que as pesquisas mais recentes mostram é que esse ácido graxo auxilia no controle dos níveis de triglicérides e colesterol, colaborando para diminuir a inflamação e ainda reduzir a agregação plaquetária, tornando o sangue mais fluido e evitando a formação de trombos“, comenta a nutricionista Jocelem Salgado, professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) e autora do livro Guia dos funcionais (Editora Ediouro).

 A especialista cita um estudo conduzido pelo Hospital das Clínicas de São Paulo que mostrou que o consumo de 30 g de linhaça ao dia reduziu os valores de proteína C reativa (PCR) e seroamiloide A no sangue de forma bastante significativa. “Estamos falando de dois marcadores importantes de inflamação”, esclarece a professora. É a quantidade de vitaminas, minerais, antioxidantes e de ácidos graxos essenciais presentes nos alimentos o que confere a eles maior ou menor capacidade anti-inflamatória, acrescenta a nutricionista Jocelem.

“Entre os alimentos que trazem mais vantagens à saúde estão o chá-verde, o alho, a aveia, a cebola, as frutas e hortaliças e a soja. Eles reúnem alguns compostos que atuam nos processos fisiológicos, modulando a resposta inflamatória”, explica a especialista.

Os chamados compostos bioativos com ação benéfica variam de um alimento para outro. Para se ter uma ideia, no caso das frutas e hortaliças a quercetina é uma das substâncias mais poderosas, no que diz respeito ao combate à inflamação. Já no tomate, na goiaba e na melancia, é o licopeno o principal agente que atua como protetor da saúde.

Abaixo você irá se surpreender com as propriedades de alguns alimentos bastante comuns, mas que devem entrar no seu cardápio para que as inflamações sejam moduladas naturalmente.

Cada doença, uma sentença
Embora alguns alimentos, como os peixes de água fria, sejam excelentes para tratar todos os tipos de inflamações, há nutrientes específicos que podem ser usados como remédios naturais, com o objetivo de barrar processos mais importantes em determinados órgãos do nosso corpo. Conheça-os e aproveite esses benefícios, incorporando-os a receitas simples e introduzindo-os na sua dieta diária.

Menos LOMBALGIA – mais leite e derivados
Para tratar, aposte: nos alimentos ricos em vitamina B12, que fortalecem os tecidos nervosos, e em boas fontes de cálcio, que contribuem para a manutenção dos ossos e dos músculos. “Por fim, insira os alimentos que contêm boas quantidades de vitamina D na sua dieta, pois eles ajudam a absorver o cálcio”, diz Maurício Barbosa. Leite e derivados, ovos e carnes oferecem esses nutrientes.

Para zerar a carência de vitamina B12, vale consumir uma porção pequena de carne vermelha ou peixe, como o linguado, em pelo menos uma das refeições. Para suprir as necessidades de cálcio, mescle 1 copo de leite com 1 xícara (chá) de tofu picado, 1 xícara (chá) de amêndoas, 1 xícara (chá) de couve e 1 xícara (chá) de brócolis cozido.

Já para manter a vitamina D em alta, o melhor a fazer é consumir salmão, sardinha ou gemas de ovos pelo menos duas vezes a cada semana, nem que seja uma porção pequena.
Evite: mais uma vez são as gorduras e os açúcares os principais vilões. O consumo frequente desses alimentos cursa tanto com o agravamento das inflamações como contribui para o ganho de peso.

Contra SINUSITE, vitamina A na veia
Para tratar, aposte: em alimentos fontes de vitamina A e de carotenoides: leite, ovos, fígado, cenoura, abóbora e tomate, entre outros. “A carência desses nutrientes agrava o quadro, piorando a inflamação das vias aéreas superiores”, garante Paula Crook.

Consuma cerca de 800 mcg de vitamina A e carotenoides diariamente, o equivalente a 1/2 cenoura ou 1/4 de xícara (chá) de abóbora cozida.
Evite: leite de vaca e seus derivados. Eles possuem proteínas que podem não ser digeridas pelo organismo e se forem absorvidas na corrente sanguínea, serão classificadas como corpos estranhos, desencadeando um quadro inflamatório e atingindo as vias aéreas superiores.

Se a OTITE não cessa, mais kiwi
Para tratar, aposte: nos alimentos ricos em vitamina C (acerola), e no zinco (feijão, grãode- bico, ervilha etc.). “Recomenda-se que, de preferência, se consumam 60 mg de vitamina C por dia e cerca de 15 mg de zinco, o que equivale a um quiuí ou a um bife grande de carne, respectivamente”, diz Paula.
Evite: estudos já associaram a otite recorrente com a sensibilidade a alguns tipos de alimentos. Entretanto, ainda não existe um consenso sobre o que pode ou não influenciar o aparecimento do mal. “Algumas pesquisas apontam o leite de vaca, o trigo e a clara do ovo como capazes de gerar respostas imunológicas e inflamação em nível local. Mas ainda não sabemos como se dá esse processo”, fala Paula.

Curry, o santo remédio para a FARINGITE e a LARINGITE
Para tratar, aposte: a curcumina, um componente do curry, é um santo remédio para tratar as inflamações locais, além de diminuir o risco de câncer de faringe e laringe. “O alimento tem ação anti-inflamatória e antioxidante, inibindo a atividade dos radicais livres”, explica Paula. Use-o no arroz, molhos.
Evite: alimentos ricos em gorduras saturadas e trans, doces e massas feitas com farinha branca, típicos alimentos que aumentam os riscos de inflamação generalizada.

Adeus à DIVERTICULITE diminuindo os carboidratos
Para tratar, aposte: numa dieta rica em fibras e na ingestão de líquidos, que melhoram o trânsito intestinal, auxiliando na diminuição da pressão interna do órgão, aliviando os sintomas da inflamação.

“Esses nutrientes servem de alimento para as bactérias boas do intestino, aumentando sua proliferação no local e ajudando a manter a integridade da mucosa, que funciona como uma barreira protetora às ameaças externas”, diz Roseli Rossi.

Frutas, verduras e legumes devem ser consumidos diariamente, na maior variedade possível, uma vez que fornecem grande quantidade de fibras. Já para prover a necessidade de líquidos, de 2 a 2,5 litros por dia, vale apostar na própria água, nos chás de ervas e nos sucos de frutas naturais.

Evite: o excesso de carboidratos simples e de gorduras, encontrados nos pães e massas à base de farinha branca, nos doces industrializados em geral, nos refrigerantes e nas frituras. “Esses alimentos estimulam a produção de agentes pró-inflamatórios e podem intensificar as contrações musculares, aumentando o desconforto intestinal”, completa Suzana Bonumá.

Fibras solúveis para dar um basta à GASTRITE
Para tratar, aposte: em alimentos que contêm boas quantidades de fibras solúveis (a aveia, a soja, a lentilha e o feijão), e em fontes de vitamina A (gema de ovo, a sardinha, o fígado, a cenoura e a batata-doce). “Uma dieta assim pode diminuir em até 54% os riscos de desenvolvimento de gastrite”, diz a nutricionista Suzana Bonumá, da Food Coach.

Para atingir sua recomendação mínima diária, o ideal é consumir 2 a 3 colheres (sopa) de aveia, soja ou de leguminosas. Já para suprir a quantidade ideal de vitamina A, aposte num bife pequeno de fígado, em 1/2 cenoura ou 1/2 batata-doce assada.

Evite: dietas ricas em gorduras saturadas e ácidos graxos trans (cortes gordos de carne, queijos amarelos, biscoitos e bolos industrializados), agridem a mucosa e elevam o estresse oxidativo e prejudicam a melhora da inflamação. “Refrigerantes e café, também estimulam a secreção de ácido clorídrico, que agrava o quadro da inflamação, diminuindo o pH estomacal e favorecendo a instalação da bactéria H. pilory, principal causa da gastrite”, explica Suzana.

Refrigerantes e café, também estimulam a secreção de ácido clorídrico, que agrava o quadro da inflamação

 Limão e laranja sim, GENGIVITE não!

 
Para tratar, aposte: nas frutas cítricas, como o limão e a laranja. “A carência de vitamina C pode agravar a gengivite e a periodontite”, alerta a dentista Nathália Juliboni. O ácido fólico (vitamina B9) é outro nutriente importantíssimo para a saúde da gengiva.

Para suprir a quantidade de vitamina C necessária, coma ao menos uma fruta cítrica por dia, já que o organismo é incapaz de armazená-la. “A quantidade diária recomendada é de 60 mg. Um copo de suco de laranja fornece 97 mg do composto”, diz a nutróloga Daniela Hueb. Já o ácido fólico está presente nos vegetais com folhas verdes escuras, no fígado, nos ovos, no brócolis, na couve-flor, no gérmen de trigo, nos cereais e pães integrais. Pelo menos um alimento desses deve compor uma das refeições.

Evite: os doces. “Existem bactérias que vivem na região da boca e que sintetizam a glicose para se multiplicar. Elas degradam os tecidos de forma extraordinária”, fala o cirurgiãodentista Marcelo Sarra Falsi, professor do Centro Internacional Odontológico Brasileiro.

DERMATITE pede bis para o ômega-3
Para tratar, aposte: nos ácidos graxos poli-insaturados ômega-3, encontrados na linhaça. Eles estão relacionados à diminuição de agentes inflamatórios importantes no aparecimento e na evolução das inflamações da pele. “O uso de iogurtes probióticos também pode reduzir a ocorrência de dermatite em pacientes com alergia a leite de vaca”, afirma Paula.

Consuma 1 colher (sopa) de linhaça por dia. Os iogurtes probióticos também devem fazer parte da alimentação do dia a dia.

Evite: gorduras saturadas e açúcares são os principais agravadores desse processo inflamatório. Consuma com moderação o chocolate, os queijos amarelos e também o café, entre outros alimentos.

O uso de iogurtes probióticos também pode reduzir a ocorrência de dermatite em pessoas com alergia a leite de vaca.

Magnésio, para o cuidado intensivo da ARTRITE
Para tratar, aposte: em alimentos ricos em ômega-3, como os já citados peixes de água fria e a linhaça. “O magnésio, presente nos vegetais verde-escuros, nas amêndoas e no arroz integral, também é um importante aliado na dor. Ele funciona como um relaxante muscular natural”, explica a nutricionista Mariana Froes, do Centro Multidisciplinar da Dor.

Alguns estudos recentes também vêm demonstrando bons resultados na adoção de uma dieta sem glúten. “Isso porque há uma ativação do sistema imunológico quando o corpo não digere bem o glúten. Nessas condições, ele acaba sendo identificado como um corpo estranho”, completa a especialista.

Os peixes podem ser consumidos até quatro vezes por semana. Já a linhaça e os alimentos fontes de magnésio devem ser incorporados à dieta diária, mesmo que em pequenas porções.
Evite: o ideal é evitar o consumo de gorduras, açúcares e massas brancas. Além do já discutido potencial inflamatório desses alimentos, eles contribuem de maneira importante para o acelerado ganho de peso. “E os quilinhos em excesso vão sobrecarregar ainda mais as articulações, intensificando a dor e agravando o problema”, alerta o ortopedista e médico do esporte Maurício Póvoa Barbosa.

Fontes: Adriano Almeida, dermatologista, diretor do Instituto de Dermatologia e Estética e professor; Carolina Marçon, dermatologista; Cristina Martins, nutricionista funcional; Fernanda Granja, nutricionista funcional; Elias David Neto, médico do Núcleo de Nefrologia e Diálise do Hospital Sírio-Libanês.

Fonte: Revista Viva Saúde

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5 bons motivos para tomar chá verde

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O chá verde é o queridinho de toda dieta, mas existem muitos outros benefícios pelos quais vale a pena tomá-lo. Diariamente saem estudos com novas descobertas a favor dessa bebida. A nutricionista Cristiane Spricigo selecionou os cinco principais motivos para seu consumo:

1 – Termogênico – a cafeína e as catequinas aumentam a termogênese, ou seja, ajudam a queimar mais calorias ao longo do dia. E se malhar, consegue queimar mais gorduras durante o exercício.

2 – Diurético – sabe aquele inchaço que te incomoda? O chá verde é um ótimo aliado, pois tem ação diurética.

3 – Protege o cérebro do Mal de Alzheimer – uma pesquisa comprovou que além do Alzheimer, ele seria capaz de proteger o cérebro contra outras demências também.

4– Proteção contra doenças cardiovasculares – vários estudos associam o consumo de chá verde com a redução de doenças cardiovasculares e com redução do colesterol total e de sua fração “ruim” o LDL.

5 – Ação anticancerígena – o chá verde não para de nos surpreender com seus benefícios, diversas pesquisas realizadas e em execução atestam seu poder contra vários tipos de câncer.

A especialista ainda esclarece: “Vale a pena lembrar que seu consumo deve ser diário e estar associado a um estilo de vida saudável, de nada adianta apenas tomá-lo e esperar que a mágica aconteça”. Anote as dicas e insira o chá verde na alimentação!

Fonte: Saude.abril.com.br

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Azeite e óleo de linhaça: uma dupla imbatível

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Azeite e óleo de linhaça: uma dupla imbatível

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Rica em gorduras do bem, ela combate a obesidade, dá um chega pra lá no diabete e ainda livra o coração de entraves.

No universo da nutrição, algumas parcerias são conhecidas por sua sinergia. É o caso do azeite de oliva e do óleo de linhaça, como comprova um novo estudo do Laboratório de Sinalização Celular da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, no interior paulista. Segundo o trabalho, pequenas doses desses alimentos combinados reduzem o risco de obesidade e afastam o diabete do tipo 2.

Para comprovar a façanha, os pesquisadores, primeiro, ofereceram durante dois meses uma alimentação rica em gordura saturada — aquela encontrada em carnes gordas, sorvete, manteiga e em muitos outros produtos industrializados — a ratos e camundongos. “Esse modelo de dieta gerou uma inflamação no hipotálamo, região do cérebro que é responsável por controlar a necessidade de comer”, conta Juliana Moraes, bióloga e autora do estudo. E o resultado de uma pane dessas é desastroso. Afinal, depois de uma bela pratada, o sinal de saciedade não é percebido e, assim, a comilança segue desenfreada. Nas cobaias, além de catapultar a obesidade, a situação abriu caminho para que o diabete se instalasse.

Diante disso, os cientistas se perguntaram: será que as gorduras insaturadas, como o ômega-3 do óleo de linhaça e o ômega-9 do azeite de oliva, seriam capazes de combater a famigerada inflamação e reverter o caos?

Para chegar à resposta, Juliana e o nutricionista Dennys Cintra, seu parceiro no trabalho, estimularam os animais a consumir diferentes porções de ambos os óleos por outros dois meses.

 Para preservar as gorduras boas do duo oleoso, evite usá-lo em frituras

“Estipulamos que 35% da alimentação total seria formada por gorduras. Então, dividimos os animais em três grupos e demos a cada um diferentes doses dos ômegas”, descreve Juliana. No final, notou-se uma melhora no estado inflamatório do hipotálamo, permitindo que os roedores percebessem a sensação de barriga cheia. Como consequência, eles passaram a comer menos e, viva!, não acumularam quilos extras. Para a história ficar ainda mais apetitosa, houve diminuição nas taxas de açúcar correndo pelo sangue, provavelmente por um aumento da sensibilidade à insulina, o que favoreceu o controle do diabete.

E, para quem acha que é preciso se empanturrar de azeite e óleo de linhaça para obter os benefícios, um aviso: os melhores efeitos foram registrados na turma que ganhou pequenas porções, facilmente conquistadas no prato — uma única colher de sopa de cada óleo estaria de bom tamanho. A colherada, no entanto, escoou pela culatra no grupo que recebeu uma suplementação bem mais do que caprichada. “Apesar de benéficas, essas gorduras são bastante calóricas. Portanto, devem ser consumidas com moderação”, informa Louise Saliba, professora de nutrição da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Ainda cabe ressaltar que a farinha da linhaça disponibiliza teores generosos de ômega-3 e, por isso, pode ser uma opção ao óleo da semente. “O correto é comprar os grãos e triturá-los em casa para garantir o total aproveitamento das gorduras do bem, que podem se perder durante o processo de industrialização do farelo”, informa a nutricionista Camila Janielle, do Hotel-Escola Senac, em Campos do Jordão, no interior de São Paulo. Se não conseguir consumir todo o conteúdo de uma só vez, outro macete para preservar suas propriedades: “Armazene-o em um recipiente fechado dentro da geladeira”, ensina Roberta Thys, professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Coração blindado

Coração Protegido - VoceNatural.com

Ninguém precisa esquentar a cabeça caso não seja possível usar os dois óleos juntinhos, no mesmo dia — o que até seria o ideal, mas… Individualmente, o duo também bate um bolão.

Segundo um estudo recente do grupo EurOlive, formado por instituições de cinco países europeus, os polifenois do azeite de oliva ajudam a frear a oxidação do colesterol LDL, considerado perigoso.

Quando isso ocorre, reduz-se o risco de placas de gordura na parede dos vasos, a temida aterosclerose — doença por trás de encrencas como o infarto.

A conclusão veio à tona depois de os cientistas estimularem 200 homens a consumir o óleo dourado com diferentes concentrações de polifenois ao longo de três semanas.

É verdade que a dieta mediterrânea, da qual o azeite é um dos principais componentes, há tempos é reconhecida por sua incrível capacidade de proteger o coração. Só que o seu papel específico nessa empreitada não era consenso até agora. “Daí a importância dessa pesquisa. Trata-se de um bom pontapé inicial para esclarecer, de vez, as vantagens de incluir o azeite na dieta”, avalia Heno Lopes, cardiologista do Instituto do Coração de São Paulo, o Incor.

Segundo Louise Saliba, o óleo da azeitona ainda guarda outros trunfos. “Ele estimula a dilatação dos vasos sanguíneos e, assim, reduz a pressão arterial. Também resguarda o DNA contra danos oxidativos, evitando tumores”, conta.

A dica para usufruir de tanta benesse é regar saladas, arroz, vegetais cozidos, pães e torradas com 2 a 4 colheres de sopa do alimento por dia. “O ideal é usá-lo frio, já que o calor degrada, parcial ou totalmente, os compostos antioxidantes”, avisa a nutricionista da PUC do Paraná.

O médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, Durval Ribas Filho, endossa a utilização do azeite para banhar o organismo de saúde, mas alerta: “Estamos ingerindo mais ômega-6 e ômega-9 e pouco ômega-3. E a desproporção pode trazer prejuízos”. Ele lembra que uma investigação japonesa já mostrou um aumento no risco de câncer gástrico por causa do desequilíbrio. Para não cair na cilada, é só investir vez ou outra em peixes de água fria, como salmão e atum, e, é claro, na linhaça.

Efeito chapa-barriga

Barriga_Chapada

Consumida desde o antigo Egito, hoje a semente do linho é analisada a fundo em laboratórios no mundo inteiro. E não só em forma de óleo, como naquele estudo da Unicamp. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro, a estrela da vez é a farinha, usada no projeto de mestrado que a nutricionista Wânia Monteiro defenderá agora em março. A pesquisadora recrutou mulheres com grau de obesidade 2 com a finalidade de observar qual tipo de farinha — marrom, marrom desengordurada ou dourada — seria mais vantajoso. Para isso, as voluntárias receberam orientação nutricional e foram divididas em quatro grupos. Desse total, três ganharam 30 gramas de uma das versões, o correspondente a 4 colheres de sopa, para ingerir pela manhã. “A intenção era proporcionar saciedade para reduzir o tamanho dos pratos ao longo do dia”, esclarece Wânia.

A balança deixou claro que, em dois meses, todo mundo emagreceu. Porém, na turma que abocanhou o farelo marrom os resultados foram mais expressivos: além de enxugarem cerca de 4 quilos, as voluntárias viram as taxas de massa gorda, circunferência da cintura, pressão arterial sistólica, colesterol total e triglicerídeos despencarem. A maior quantidade de fibras na linhaça escura é, ao que tudo indica, a responsável por tantas proezas. “Esse nutriente também é importante para acelerar o trânsito intestinal”, lembra Claudia Cozer, endocrinologista e diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

Mas aqueles que preferem a linhaça dourada não precisam deixá-la no limbo. Afinal, ela também possui propriedades nutricionais e terapêuticas muito interessantes. Quando o quesito é a presença do famoso ômega-3, por exemplo, é ela quem sai ganhando. O mesmo ocorre em relação às lignanas. “Essas substâncias são muito semelhantes ao estrogênio, tanto por causa da estrutura química como pela função. Dessa forma, podem ser úteis para minimizar os sintomas da menopausa, período em que os níveis desse hormônio feminino sofrem uma queda natural”, explica Roberta Thys, da UFRGS. Como se vê, tem benefícios para todos os gostos — e necessidades.

 Tipos de azeite:

 Extravirgem

É obtido na primeira prensa das azeitonas, sem uso de calor nem produtos químicos. Portanto, abriga a maior parte dos compostos benéficos. Sem contar que é a versão menos ácida.

Virgem
Ele é produzido por meio da segunda prensa ou centrifugação. Depois, vem o processo de refinamento. Pelo caminho, perde parte das substâncias tão desejadas.

Com óleo de soja
A mistura resulta em um produto bem atraente para o bolso, mas nada interessante para a saúde. Afinal, é pobre nos compostos ativos que fazem a fama do azeite extravirgem.

Aprenda a preservar o azeite: 

- Escolha o produto armazenado em lata ou vidro escuro, que evitam perdas nutricionais;
- Guarde-o longe da luz e também do calor;
- Depois de abri-lo, não leve muito tempo para consumir.

A linhaça em três versões:

Semente
A casca é durinha, então mastigue bem para chegar aos famosos compostos. Antes, asse a semente em fogo baixo por cerca de dez minutos para eliminar fatores antinutricionais, que prejudicam a absorção de outros nutrientes.

Farinha

Pode entrar no lugar da farinha de trigo em diversas receitas, além de ser misturada a leite, iogurtes e saladas. Por ser livre de glúten, é uma boa opção para celíacos.

Óleo

É bom substituto do azeite, só que o gosto é mais amargo. Não deve ir ao fogo, porque as gorduras benéficas são facilmente oxidadas. Quem está atrás das fibras da linhaça deve investir na farinha ou na semente.

fonte: Saude.abril.com.br / por Thaís Manarini

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Babosa e hortelã entram na lista de remédios do SUS

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Babosa, hortelã e salgueiro são os novos fitoterápicos a entrar na lista oficial de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), publicada na última quinta-feira (29) pelo Ministério da Saúde. Atualizada a cada dois anos, a lista tem agora 810 itens, como medicamentos, vacinas e insumos.

A babosa é indicada para o tratamento de queimaduras e psoríase (doença inflamatória da pele); a hortelã, síndrome do cólon irritado; e o salgueiro, para dor lombar. Desde 2007, o SUS usa remédios fitoterápicos, que agora chegam a 11. Para entrar no rol, o fitoterápico precisa ser industrializado, ter registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e eficácia comprovada.

A nova relação traz também os remédios finasterida e doxasozina (convencionais) usados contra o crescimento anormal da próstata.

A lista praticamente dobrou, passando de 470 itens, em 2010, para 810, por causa da inclusão dos medicamentos para doenças raras, vacinas e insumos. Antes, eram listados somente os remédios considerados essenciais, utilizados no tratamento das doenças mais recorrentes. Estão de fora da lista os remédios para câncer, oftalmológicos e aqueles usados no atendimento de urgência e emergência, pois constam em outra relação nacional.

O rol é formulado por uma comissão técnica formada por representantes do ministério, da Anvisa, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e de associações médicas.

Para ter acesso a um medicamento da lista do SUS, o paciente deve apresentar receita médica na rede pública. Com base na lista nacional, cada município tem autonomia para fazer sua própria relação de remédios.

fonte: uol- Carolina Pimentel -Da Agência Brasil, em Brasília

Regulariza o Intestino e Auxilia na perda de Peso

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Chegou Redulax – Alia os benefícios do psyllium, da laranja amarga (Citrus Aurantium), da ameixa e do tamarindu.

Uma combinação extra de ingredientes que auxiliam na função intestinal e na absorção de gorduras.

O Psyllium é elaborado a partir das sementes de uma planta originária da África e Ásia, o Plantago ovatae. É uma das melhores fontes de fibras utilizadas na prevenção de doenças gastrointestinais. Contém fibra solúvel e insolúvel, mais insolúveis do que solúveis.

As fibras solúveis são hidrolisadas parcialmente no intestino delgado, alcançam o intestino grosso, ondem podem ser fermentadas pelas bactérias, promovendo efeito laxante. Elas retardam o trânsito entre o estômago e o intestino delgado.

Já as fibras insolúveis aceleram a modalidade no intestino. Este efeito é o responsável pelo menor tempo de permanência dos metabólicos resíduos tóxicos em contato com a parede intestinal, evitando mecanismos agressivos à mucosa. As fibras insolúveis estimulam o esvaziamento intestinal.

O Psyllium, além de normalizar o trânsito intestinal, porque capta água e aumenta o tamanho do bolo fecal, também elimina os ácidos biliares, reduzindo com isto os níveis de colesterol. No estômago, liga-se a água e aumenta o tamanho, proporcionando um atraso no esvaziamento gástrico aumentando a sensação de saciedade. Por isso é útil como auxiliar nos regimes de emagrecimento. Reduz os níveis de triglicérides e aumenta o HDL (bom colesterol).

A Laranja Amarga (Citrus aurantium) promove o aumento do metabolismo sem interferir no aumento da pressão sanguínea e dos batimentos cardíacos. Bastante indicado na perda de peso pelo seu mecanismo da termogênese e diminuição do apetite.

A Ameixa, graças ao seu conteúdo de fibras (especialmente a pectina), carboidratos, magnésio sódio e potássio, é laxativa, recomendando-se contra a prisão de ventre obstinada.

Tamarindu é rico em vitamina A, B1, B2 e C, potássio e cálcio. É um ótimo laxante e até purgativo leve, também usado como anti-inflamatório, antiácido e diminuidor da febre e da tosse.

Ingredientes ativos: Psyllium 360mg, Gelatina 100mg, Laranja Amarga 20mg, ameixa 12mg, tamarindo 8 mg.

Prático: cápsulas de 500mg

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Nutrição Funcional

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Nutrição Funcional

 

Bastante conhecida em países da Europa e nos EUA, a nutrição funcional começa a ganhar espaço no Brasil. Isso porque aumenta, a cada dia, o número de pessoas interessadas não apenas emagrecer, mas em melhorar a vitalidade. Mas no que essa nova especialidade difere da nutrição tradicional? De acordo com a nutricionista Valéria Paschoal, a principal diferença está no estudo da “individualidade bioquímica” dos pacientes, o que permite uma dieta mais personalizada, que não se resume a prescrever alimentos considerados saudáveis.

“Para definir o melhor plano alimentar para um paciente, temos que conhecê-lo profundamente”, diz Paschoal. Por isso, além de fazer exames laboratoriais, os pacientes respondem a uma série de perguntas sobre saúde (por exemplo, se as unhas estão fracas e o intestino funciona bem), comportamento (se há alterações de humor, se a pessoa fica irritada com facilidade) e herança genética (possíveis doenças na família). Os sintomas são, então, relacionados a carências ou excessos de determinados nutrientes.

Emagrecimento saudável

“Nossas dietas não são generalizadas e não se baseiam apenas em contar calorias”, confirma a nutricionista Carolina Baccei. A própria nutricionista é um bom exemplo de como a especialidade funciona. Teve uma época da minha vida que comecei a ganhar peso e não sabia o motivo, já que frequentava academia e me preocupava com a alimentação. Dois anos depois de formada, iniciei a pós em nutrição funcional e logo percebi que todos os sintomas mostravam um desequilíbrio no meu organismo. Mudei a qualidade da minha alimentação, emagreci 11 quilos e desde então mantenho meu peso”, relata.

No caso dela, foi preciso eliminar temporariamente os laticínios e a farinha de trigo, além de tomar suplementos vitamínicos e probióticos (que melhoram a saúde do intestino). “A proteína presente na farinha de trigo (glúten) e o leite de vaca aumentam a inflamação do organismo quando consumidos em excesso e, para algumas pessoas, causam sérios sintomas como insônia, aumento de peso, acne, constipação, entre outros”. Mas ela alerta: “Cada pessoa funciona de um jeito, e o que me deu resultado pode não ser suficiente para outra pessoa”.

A empresária Regina Romito, adepta da nutrição funcional, segue um plano alimentar personalizado há três anos. Na época, ela queria perder 3 quilos e sentia alguns desconfortos como barriga estufada, azia, sonolência após almoço, inchaço nas pernas, intestino preguiçoso e ansiedade. “No começo foi um pouco difícil seguir a dieta, pois tinha que pensar na família também. Mas consegui fazer algumas trocas mais saudáveis, como o creme de leite pelo creme de soja e farinha branca pela integral. Fui mudando os hábitos alimentares aos poucos”, diz.

Nem mesmo o custo mais alto dos alimentos orgânicos e integrais assustam a empresária. “Se colocarmos na balança o quanto gastaria com guloseimas e congelados, dá no mesmo. Com o consumo equilibrado, consigo organizar bem o orçamento e variar os alimentos para não enjoar”, afirma. A empresária passou a comer de 3 em 3 horas e riscou do cardápio vários alimentos gordurosos, condimentados, embutidos, enlatados e congelados. “A minha pele ficou mais viçosa e as roupas mais largas”, comemora.

A advogada Daniele Portes, que procurou a nutrição funcional com o objetivo de perder peso, também diz que não teve dificuldades em seguir o plano alimentar. “Hoje em dia os alimentos são encontrados com muita facilidade em casas de produtos naturais e grandes supermercados. Acredito ser melhor gastar com alimentos para a saúde do que com remédios”, conclui.

Qualidade de vida

“Geralmente o principal objetivo dos pacientes é perder peso, mas quando vamos mais fundo, avaliando exames clínicos e investigando sinais e sintomas, vamos além do emagrecimento”, conta Paschoal.

Uma das pacientes dela, S.P. (que prefere não se identificar), passou por várias etapas de quimioterapia, após uma cirurgia de reconstrução intestinal, em decorrência de um câncer de peritônio. “Optei pela nutrição funcional para ter qualidade de vida. A questão era recuperar um organismo intoxicado e mal nutrido, que tinha como característica principal a baixa de plaquetas e, ao mesmo tempo, prepará-lo para mais uma etapa de quimioterapia”, descreve a paciente, que apresentava um quadro de diarreia persistente na ocasião.

“Seguindo a dieta e tomando alguns suplementos, em quatro dias, após a quimioterapia, eu não tinha mais diarreia”, afirma ela. Depois de dezessete meses com uma dieta personalizada – dos quais 12 em quimioterapia, a paciente afirma que se sente muito bem. “Sinto-me disposta, levo uma vida normal e com qualidade – apesar do tratamento pesado e constante. A percepção que tenho é que a nutrição funcional me trata, oferecendo às células do meu organismo os nutrientes necessários para o fortalecimento do meu sistema imunológico”, avalia.

Alimento como remédio

“Cada indivíduo tem uma genética, um metabolismo único e, por isso, um determinado alimento pode ser benéfico para um e ter efeito oposto para outros”, diz a nutricionista Andréia Naves. “O emagrecimento é consequência do reequilíbrio que promovemos em nosso organismo. Se há algo errado, um organismo inflamado pode disparar não só obesidade, mas também sérios problemas de saúde como disfunções na tireoide, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, artrites, ovário policístico, diabetes e câncer, entre outros”, afirma Baccei.

“No meu ponto de vista, as dietas que se baseiam apenas na contagem de calorias nem sempre funcionam. Pode ocorrer uma adaptação metabólica do organismo e o indivíduo voltar a engordar”, afirma a nutricionista Daniela de Almeida. “Já atendemos pacientes com insuficiência cardíaca, que por meio da nutrição funcional obtiveram redução do tamanho do coração e melhora significativa da qualidade e expectativa de vida; obesos mórbidos conseguiram emagrecer e mantêm o peso até hoje; ex-hipertensos que conseguiram controlar a pressão; e pré-diabéticos que reverteram a situação melhorando a sensibilidade à insulina, entre outros casos”, exemplifica.

Fonte: Márcia Moreno – Do UOL, em São Paulo

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Prevenindo o Câncer com Licopeno

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Um nutriente presente em tomates cozidos retardou ou mesmo matou células do câncer de próstata.

O composto, chamado licopeno, foi estudado pela equipe da Dra. Mridula Chopra, da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido.

Os pesquisadores queriam conhecer os efeitos do licopeno sobre o mecanismo pelo qual as células cancerosas roubam o suprimento sanguíneo das células saudáveis.

Esse mecanismo é usado por todos os tipos de células de câncer, mas o licopeno tende a se acumular mais na próstata, o que fez os cientistas se concentrarem nesse tipo de tumor.

Tomates processados

O licopeno, que já se sabia ser capaz de prevenir o câncer, é responsável pela cor vermelha dos tomates.

Os testes deste estudo foram feitos in vitro, ou seja, em tubos de ensaio no laboratório, mas os cientistas querem passar logo para os testes em humanos.

Eles descobriram que o composto do tomate impede que essas células façam a conexão que elas precisam para se conectar ao suprimento de sangue saudável.

“Essa reação química simples ocorreu com concentrações de licopeno que podem ser obtidas facilmente comendo tomates processados,” disse a Dra. Chopra.

Angiogênese

As células do câncer podem ficar dormentes por anos, até que seu crescimento seja disparado pela secreção de compostos químicos que iniciam o processo de sua ligação com as células endoteliais.

É esse processo que lhes dá acesso direto ao suprimento de sangue, iniciando o crescimento do tumor.

Nos experimentos, o licopeno interrompeu esse processo de ligação, sem o qual as células cancerosas não conseguem crescer.

Todas as células de câncer usam um mecanismo similar – chamado angiogênese – para se alimentar dos vasos sanguíneos saudáveis, mas os pesquisadores enfatizaram a importância desse mecanismo no câncer de próstata porque o licopeno tende a se acumular nos tecidos da próstata.

Fonte: diariodasaude.com.br

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