Água é indispensável aos Idosos

In CategoryAlimentos Funcionais, Idosos
Byadmin

dr Arnaldo Lichtenstein

Dr. Arnaldo Lichtenstein (46), médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Ele explica a importância da água para pessoas com mais de 60 anos.

TODO MUNDO PRECISA TOMAR ÁGUA, MAS AS PESSOAS IDOSAS, MAIS AINDA.

Para elas, que já têm uma reserva hídrica naturalmente menor, uma desidratação pode ser fatal. O pior é que seus mecanismos de equilíbrio interno já não funcionam tão bem e elas não sentem sede, esquecendo-se de repor as perdas. Assim, é fundamental que se ofereçam líquidos para os idosos o tempo todo. Água, sucos, frutas, leite, chá, gelatina, sopa. Tudo vale.

Sempre que dou aula de Clínica Médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta: “Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?” Alguns arriscam: “Tumor na cabeça”. Eu digo: “Não”. Outros apostam: “Mal de Alzheimer”. Respondo, novamente: “Não”. A cada negativa a turma espanta-se. E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns: diabetes descontrolado; infecção urinária; a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.

Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos. Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez. A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos (“batedeira”), angina (dor no peito), coma e até morte.

Insisto: não é brincadeira. Ao nascermos, 90% do nosso corpo é constituído de água. Na adolescência, isso cai para 70%. Na fase adulta, para 60%. Na terceira idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento. Portanto, de saída, os idosos têm menor reserva hídrica. Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.

Explico: nós temos sensores de água em várias partes do organismo. São eles que verificam a adequação do nível. Quando ele cai, aciona-se automaticamente um “alarme”. Pouca água significa menor quantidade de sangue, de oxigênio e de sais minerais em nossas artérias e veias. Por isso, o corpo “pede” água. A informação é passada ao cérebro, a gente sente sede e sai em busca de líquidos.

Nos idosos, porém, esses mecanismos são menos eficientes. A detecção de falta de água corporal e a percepção da sede ficam prejudicadas. Alguns, ainda, devido a certas doenças, como a dolorosa artrose, evitam movimentar-se até para ir tomar água. Conclusão: idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Além disso, para a desidratação ser grave, eles não precisam de grandes perdas, como diarréias, vômitos ou exposição intensa ao sol. Basta o dia estar quente – e o verão já vem aí – ou a umidade do ar baixar muito – como tem sido comum nos últimos meses. Nessas situações, perde-se mais água pela respiração e pelo suor. Se não houver reposição adequada, é desidratação na certa. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.

Por isso, aqui vão dois alertas. O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Bebam toda vez que houver uma oportunidade. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite. Sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!

Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Lembrem-lhes de que isso é vital. Ao mesmo tempo, fiquem atentos.

Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção. É quase certo que esses sintomas sejam decorrentes de desidratação. Líquido neles e rápido para um serviço médico.

fonte:  Arnaldo Lichtenstein (46), médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Óleos de coco e de cártamo aceleram o seu metabolismo

In CategoryMetabolismo, Óleo de Coco, Ômega 3
Byadmin

A nutricionista Fernanda Granja explica o que há de tão bom nesses dois óleos.

No mundo das dietas, dois produtos estão se tornando os queridinhos por aficcionados em dietas de emagrecimento. Você, provavelmente, já deve ter ouvido falar no óleo de coco e no óleo de cártamo. Muitas pessoas me procuram para saber qual a diferença entre os dois, já que ambos são prescritos para perda de gordura. Conhecendo o benefício de cada um, você saberá usá-los com mais propriedade a seu favor.

Os dois produtos contêm ômega-9, que é o ácido graxo oleico – o mesmo encontrado no azeite de oliva e no abacate – e que possui propriedade de metabolização da gordura corporal e também do colesterol. Ou seja, eles realmente fazem o metabolismo de gordura acelerar e, consequentemente, ajudam na queima de gordura corporal.

O fato de fazer efeito, principalmente na área da cintura, se deve também ao ômega-9, pois estudos mostram que esse ácido graxo diminui a produção de cortisol, uns dos hormônios responsáveis pela armazenagem de gordura nessa região. Para queima de gordura, sempre indico tomar o óleo 30 minutos antes e 30 minutos depois do exercício, pois a gordura será melhor metabolizada. Deixando um pouco de lado essa questão de emagrecimento, vamos a outros benefícios:

Óleo de Cártamo

Rico em ácidos graxos poli-insaturados e monoinsaturados, o óleo de cártamo tem a propriedade de promover estímulos de saciedade por aumentar a leptina, hormônio resistente em obesos. Ele contém ômega-6, o ácido linoleico, que protege contra o câncer, formação de placas de colesterol nas artérias e diabetes tipo 2.

Além disso, acredita-se que este ácido graxo esteja relacionado às alterações corporais promovendo redução de gordura e aumento de massa muscular, podendo estar ligado à redução do tecido adiposo e aumento da lipólise.

No entanto, o ômega-6 está em excesso na nossa dieta, já que grande parte da população consome fontes alimentares desse nutriente. Ingerimos ômega-6 quando comemos carne vermelha, óleo de soja, peixes e sementes oleaginosas.

Para o ômega-6 ter esse efeito maravilhoso sobre o nosso organismo, ele precisa estar em equilíbrio com o ômega-3, do contrário, pode favorecer a inflamação subclínica no organismo, podendo desencadear sérios prejuízos à saúde como resistência insulínica, diabetes, doenças cardiovasculares, câncer e, inclusive, a obesidade, pois todas são consideradas doenças inflamatórias.

Portanto, que fique bem claro! Para o óleo de cártamo funcionar de maneira adequada, o organismo precisa estar equilibrado em relação ao ômega-3 e, para isso, é preciso de ajuda de um profissional qualificado.

Óleo de Coco

Além do ômega-9, encontramos também o Triglicerídeo de Cadeia Média (TCM), que não é armazenado como forma de gordura por ser facilmente absorvido pelo intestino e, com isso, “obriga” o organismo a utilizar a gordura acumulada como fonte de energia.

Estudos apontam que o TCM ainda tem a capacidade de reduzir os níveis de LDL, balancear os níveis do bom colesterol no sangue (HDL) por apresentar fácil metabolização e baixa capacidade de oxidação.

É indicado para atletas, pessoas que queiram diminuir a quantidade de gordura corporal e tratar dislipidemias. Por ser rico em vitamina E, mantém as características de óleo sem sofrer oxidação, se tornando um potente antioxidante para o organismo, exercendo fator protetor.

O óleo de coco contém também ácido láurico, ácido graxo de cadeia média que, no corpo humano, se transforma em monolaurina. Encontrado também no leite materno, ele tem a função de exercer forte ação antibacteriana, antiviral e antiprotozoária, combatendo vários micro-organismos maléficos ao ser humando, como Cândida albicans, Citomegalovirus, Clamídia, Estreptococos, Giárdia, Helicobacter pylori, Herpes.

O ácido láurico também possui efeito termogênico, pois acelera o metabolismo, e aumenta a sensação de saciedade, contribuindo para o menor ganho de peso.

Além disso, o coco contém ácido cáprico, que se transforma no organismo em monocaprina, um composto com propriedades antimicrobianas e antivirais. Resumindo, se você quer perder gordura corporal, diminuir seu colesterol e apresenta várias recorrências de candidíase, infecção urinária e micose na pele, está na hora de usar o óleo de coco.

fonte: Nutricionista Fernanda Granja – minhavida.com.br

RECOMENDAMOS:

Óleo de Coco – cápsulas

Onde encontrar: www.vocenatural.com

Óleo de Coco - auxilia no emagrecimento e aumenta a saciedade. VoceNatural.com

Óleo de Coco com Óleo de Cártamo – cápsulas

Onde encontrar: www.vocenatural.com

cocolife - oleo de coco e oleo de cartamo

ÔMEGA 3-6-9 – TRIPLE EFA – cápsulas

Onde encontrar: www.vocenatural.com

TRIPLE_EFAS_ Omega 3, 6, 9

Novo IMC compara cintura com altura

In CategoryDoenças Cardiacas, IMC- Índice de Massa Corporal
Byadmin

É hora de dizer adeus ao IMC (índice de massa corporal). A proposta é de pesquisadores britânicos, que apresentam neste sábado (12/05/2012)  em Lyon, na França, uma revisão de estudos mostrando que a proporção entre a cintura e a altura prevê melhor o risco cardíaco e de diabetes do que a velha escala do IMC.

O índice de massa corporal é calculado dividindo o peso em quilos pela altura, em metros, ao quadrado. A conta sugerida pela pesquisa da médica Margaret Ashwell, da Universidade Oxford Brookes, é ainda mais fácil: a circunferência da cintura deve ser, no máximo, a metade da altura. Se uma pessoa tiver 1,60 m de altura, sua cintura deve ter até 80 cm. Mais do que isso é sinal de risco.

imc - índice de massa corporal

GORDURA ABDOMINAL

Medir a cintura para ver risco cardíaco não é uma ideia nova. Mas, segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, os padrões usados hoje (102 cm para homens e 88 cm para mulheres como limite máximo) não levam em conta a altura. “Claro que uma pessoa de 1,90 m com cintura de 94 cm não tem o mesmo risco de uma com 1,50 m e a mesma circunferência.”

O que faltava era a comprovação de que uma cintura medindo 50% da altura é um indicador fiel da maior probabilidade de ter problemas cardíacos e metabólicos.

A revisão de estudos feita pelos britânicos analisou 31 trabalhos, envolvendo um total de 300 mil pessoas.

A pesquisa também levou em conta diferentes etnias para encontrar a proporção máxima da cintura.

Isso é importante porque um dos pontos fracos do IMC é que ele tem significados diferentes para cada etnia. De acordo com Halpern, indianos e japoneses já apresentam risco de diabetes com valores de IMC considerados normais (entre 20 e 25).

O IMC também não discrimina entre massa muscular e gordura na hora da conta. Por isso é que a cintura começou a ganhar importância.

De acordo com o médico da USP, o risco para a saúde é maior quando a pessoa tem mais gordura entre as vísceras. Essa gordura é mais perigosa do que a localizada logo abaixo da pele. A medida da circunferência não diferencia entre as duas.

“Por isso também essa medida pode ser falha. Mas, quanto maior é a circunferência, mais gordura há dentro e fora das vísceras. Com a altura, a precisão aumenta.”

Segundo a autora do estudo, a proporção entre altura e cintura, além de servir para pessoas com qualquer ascendência, também vale para crianças — a
versão infantil do índice de massa corporal tem uma escala que varia de acordo com a idade.

De acordo com Ashwell, a nova medida já está ganhando apoio em países como EUA, Austrália, Japão, Índia, Irã e também no Brasil.

Pesquisadores da City University de Londres estimaram que um não fumante de 30 anos reduz sua expectativa de vida em até 33% se a medida de sua cintura corresponder a 80% de sua altura.

“Manter a circunferência da cintura no ponto certo aumenta a expectativa de vida para todas as pessoas do mundo”, disse Ashwell.

Halpern lembra, no entanto, que, como todo estudo epidemiológico, esse também vai se deparar com casos que fogem à regra.

 Fonte: Folha.com- Debora Mismetti

Diabetes entre homens tem tendência de alta

In CategoryDiabetes
Byadmin

O percentual de homens com 18 anos ou mais diagnosticados com diabetes subiu de 4,4% em 2006 para 5,2% no ano passado, indica estudo apresentado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira.

Esse histórico, aliado a outras pesquisas já feitas, levou o ministério a dizer que existe uma tendência de alta da doença entre os homens, explicada pela pasta como a união entre o crescimento do diagnóstico e de fatores de risco, como obesidade e envelhecimento da população.

Já entre a população como um todo (5,6%) e as mulheres (6%), a tendência é de estabilidade, segundo Deborah Malta, coordenadora de vigilância de doenças e agravos não transmissíveis do ministério.

Os dados foram retirados do Vigitel 2011, inquérito telefônico feito com 54.144 adultos com 18 anos ou mais, nas 27 capitais. A pesquisa, anual, questiona sobre hábitos de vida e fatores de risco.

A presença do diabetes aumenta com o avanço da idade. Enquanto apenas 0,6% dos jovens de 18 a 24 anos informaram ter tido diagnóstico da doença, esse percentual sobe para 21,6% entre os adultos com 65 anos ou mais.

Também está relacionada à escolaridade, porque tende a cair entre pessoas mais instruídas. “A educação tem peso importante nas ações de saúde. O índice é duas vezes maior se comparadas as pessoas com menos de oito anos de escolaridade e as com 12 anos ou mais de estudos”, afirmou o ministro da saúde Alexandre Padilha.

Essa relação com o estudo, segundo Malta, deve estar ligada à presença de hábitos de vida mais saudáveis na população mais escolarizada.

O programa de popularização de academias de ginástica, entre outras medidas adotadas recentemente pelo governo, foi citado como armas para reverter a tendência de alta do diabetes.

INTERNAÇÕES

O custo das internações por diabetes na rede pública chegou a R$ 87,9 milhões, informou o ministério. Em 2008, estava na faixa dos R$ 65 milhões. Uma única internação custa, em média, R$ 603 e dura seis dias.

Segundo o ministro Padilha, é possível notar uma redução no número das internações em 2011, se comparado ao ano anterior: de 148, 4 mil para 145,8 mil –segundo dado ainda preliminar de 2011.

Ele avalia que essa variação está relacionada à oferta gratuita de medicamentos contra o diabetes, iniciada no ano passado.

Malta diz que é preciso avaliar os dados dos próximos anos para verificar se essa é uma tendência que se mantém. “Precisamos de mais tempo para avaliar. Mas, ao mesmo tempo que teve um aumento do diagnóstico de homens, teve um recuo nas internações, é um movimento contrário. A gente esperaria até um aumento.”

Em 2010, 54,5 mil pessoas morreram pelo diabetes. A meta do governo, para os próximos dez anos, é reduzir em 2% ao ano a mortalidade por doenças crônicas não-transmissíveis, onde está inserido o diabetes.

diabetes

Fonte: Folha.com - JOHANNA NUBLAT

Chlorella, Clorela, Mega Clorela – Entenda o que é e para que serve

In CategoryChlorela
Byadmin

Chlorela – Entenda o que é e para que serve a clorela.
Dr. Marcio Bontempo

Muito se tem falado sobre clorela, mas poucas pessoas sabem o que é e para que serve.
Dr. Márcio Bomtempo, médico conceituadíssimo e especialista em saúde pública, nos ensina tudo sobre clorela.

O que é a clorela?
A clorela é o organismo vivo mais rico em clorofila que se tem notícia. Hoje nos meios científicos conhece-se a notável capacidade da clorofila de estimular a formação da célula vermelha do sangue, o que faz da clorofila um dos melhores recursos para o tratamento da anemia por falta de ferro.

A clorela é uma alga unicelular de água doce.Tanto as clorelas quanto outras formas de algas são fundamentais para a vida em função da sua grande capacidade de fotossíntese. A clorela é uma das menores formas de vida conhecida e a que contem proporcionalmente a maior quantidade de nutrientes possível. Outra característica importante da clorela é o seu rápido desenvolvimento. Uma única célula de clorela pode dividir-se e subdividir-se em quatro novas células a cada 20 horas.

Qual a origem da clorela?
A clorela foi detectada pela primeira vez no Ocidente em 1890 pelo microbiologista holandês M.W. Beijernick, mas foi somente após a Segunda Guerra Mundial que ela se tornou conhecida, uma vez que foi produzida e utilizada pela Alemanha como alimento para os soldados, devido à escassez de víveres.

A clorela foi considerada como um segredo de guerra, o que explica como os soldados alemães conseguiam combater sem ingerir a quantidade necessária de alimentos. Após a guerra, o Instituto Carnegie, aproveitando o frenesi de aquisição de segredos, fórmulas químicas e de patentes da Alemanha derrotada, baseou-se nas pesquisas dos cientistas germânicos e desenvolveu um sistema de produção bem como um método para tornar a Clorela um pouco mais digerível, o que permitiu a sua comercialização em escala maior. Mas foi apenas na década de 70 que cientistas japoneses conseguiram descobrir um processo para romper a parede celular da clorela (método Dino-Mill), elevando a sua digestibilidade de 50 para 85%.

Graças a isso, a clorela já esta sendo usada no mundo inteiro como suplemento alimentar e, no mínimo, uma esperança para a eliminação da desnutrição nos países em desenvolvimento. Ela já foi famosa como sendo a “pílula do astronauta”, pois até hoje tem sido o alimento básico dos tripulantes das viagens espaciais desenvolvido pela NASA.

Pode ser encontrada sob a forma de pó, em cápsulas ou em comprimidos. No Japão ela é conhecida como a super alga e é consumida hoje em larga escala como suplemento, ou acrescentada a diversos alimentos como macarrão, biscoitos, pães, bebidas e para enriquecer alimentos infantis.

Quais são os nutrientes da clorela?
Devido à sua natureza elementar, a clorela acumula uma imensa quantidade de nutrientes, mais especificamente de proteínas, de micro-minerais, de vitaminas, de clorofila e de diversos fatores normalizadores das funções orgânicas.

Em sua composição básica a clorela apresenta uma porcentagem de 60% de proteínas e é capaz de produzir 50% mais proteína do que qualquer outro ser vivo .

Em termos de comparação, a clorela possui proporcionalmente mais proteínas do que a soja (37%), a carne de vaca (45%), e o trigo (10%).

Dos seres vivos que contêm proteínas ela é o mais completo em termos de aminoácidos, apresentando apenas uma pequena redução na quantidade de metionina.

CHLORELA contem uma grande quantidade de betacaroteno (protovitamina A), vitamina C, vitamina E, vitamina K, vitamina B1, B2, B6, B12, niacina, ácido pantotênico, ácido fólico, biotina, colina, inositol, ácido para-aminobenzoico (PABA), e outras em menor quantidade.

Na sua composição mineral a clorela possui é também um dos organismos mais completos e ricos, apresentando quantidades consideráveis de cálcio, magnésio, zinco, cobre, manganês, ferro, enxofre, iodo, fósforo, potássio, cobalto, selênio e outros.

O que é a clorofila?
É o pigmento verde dos vegetais que possui o magnésio como elemento principal, sendo resultante do processo de fotossíntese.

Qual a importância da clorofila para a vida humana?
Os estudos do professor Louis Kevran sobre transmutações biológicas a baixa energia mostrou a importância da clorofila para a vida humana, inclusive na prevenção e no tratamento adequado e correto das anemias ferroprivas (anemias causadas por deficiência do mineral ferro).

As folhas e verduras, apesar de sua cor verde, possuem menos de 1% da substância e a própria alfafa, uma das fontes mais ricas de clorofila, tem apenas cerca de 3kg de clorofila por tonelada, ou seja, apenas 0,3%.

A clorela é superior à alfafa em concentração de clorofila, possui 30 kg por tonelada, ou seja, 3%.

Para que serve a clorela?
A clorela é uma excelente fonte de:
ferro (muito importante para o transporte e a utilização do oxigênio no organismo);
vitamina B12 (é a vitamina mais difícil de ser obtida através dos alimentos e é responsável pela sensação de bem estar);
betacaroteno (antioxidante, ou seja, substância capaz de reduzir os radicais livres);
vitaminas do complexo B (tem função importante para o metabolismo celular e no trato gastrointestinal).

fonte: Dr. Marcio Bontempo

Recomendamos:

MEGA CLORELA – 60 comprimidos – 840 mg

Mais concentrado = Menos comprimidos por dia.

 Onde encontrar : www.vocenatural.com

Como reduzir a porcentagem de gordura no corpo?

In CategoryAlimentos Funcionais
Byadmin

Como reduzir a porcentagem de gordura no corpo?

Perder peso ou só gordura? Para que o peso do corpo esteja dentro dos limites saudáveis é importante ter uma correta proporção entre o peso gordo (gordura corporal) e a massa magra. Para Flávia Ferazzo, nutricionista especialista em nutrição clínica funcional, dietas com restrição total de algum alimento ou nutriente não são o melhor caminho para quem quer reduzir o percentual de gordura de forma saudável. “O segredo está na distribuição correta de todos os nutrientes. Ao fornecer ao organismo todos os alimentos necessários, nas proporções adequadas, é possível perceber os resultados em um período curto”, explica a especialista.

Veja algumas dicas que podem melhorar bastante a queima de gordura de maneira saudável:

Coma mais proteína

As proteínas são poderosos mecanismos na queima de gordura, por algumas razões: ajuda a manter os níveis de glicose no sangue, reforça a ação da glândula tireóide, regulando o metabolismo, e reduz o apetite, proporcionando maior saciedade. “Isso não significa entupir-se de bacon, mas sim de alimentos pouco calóricos, como: frango, peixe, carnes magras, ovos e outros alimentos ricos em proteínas”, explica a nutricionista.

Faça as pazes com legumes e verduras

Se eliminar estes componentes abrirá mão de nutrientes importantes como vitaminas, minerais e fibras. “Legumes e verduras ajudam a ter energia o dia todo; melhoram a digestão e proporcionam maior saciedade pela quantidade de fibras; e alguns alimentos são antioxidantes combatendo os radicais livres”, completa a nutricionista.

Controle os carboidratos

Carboidratos são alimentos que produzem energia. No entanto, nem todos são iguais. Segundo a especialista, os piores estão presentes em alimentos, em sua maior parte, de grãos excessivamente refinados. “Açúcares e doces são os grandes vilões. Estes carboidratos estimulam insulina, hormônio de armazenamento, onde sua tarefa é pegar o excesso de glicose dos carboidratos nutricionais e armazená-los nos tecidos adiposos como gordura”, ressalta.

fonte: Revista Pense Leve.

Alimentação saudável previne câncer

In CategoryAlimentos Funcionais, Câncer de Mama
Byadmin

Alimentação saudável pode ajudar na prevenção do câncer

De que forma a alimentação pode contribuir ou não para o desenvolvimento do câncer? E quais são os tipos de alimentos que oferecem risco para o desenvolvimento de células cancerosas? A nutróloga da Oncomed Belo Horizonte, Fernanda Schettino, esclarece essas dúvidas:

- Já é comprovado que as mulheres que estão acima do peso são mais propensas a desenvolver câncer, principalmente o de mama. Além disso, estudos demonstram que indivíduos que ingerem mais vegetais (fibras, vitaminas e sais minerais) apresentam menor probabilidade de desenvolver a doença, principalmente o câncer de intestino.

- Os excessos devem ser evitados: embutidos, churrasco, alimentos conservados no sal e alimentos defumados devem ser consumidos como moderação. Isso porque alguns estudos demonstram que em populações onde a ingestão desses alimentos é muito grande, a incidência de câncer também é elevada.

- Os principais tipos de câncer associados à má alimentação são os de mama, estômago e intestinos.

- Colorir o prato é fundamental: ao selecionar alimentos com diferentes colorações, aumentam as chances de reunir na mesma refeição nutrientes variados. As principais recomendações para ter bons hábitos alimentares são simples: coma de tudo um pouco e com moderação. Aposte nas frutas como lanches entre as refeições; e nos vegetais verde-escuros pelo menos uma vez por dia.

- Frear o consumo de carne vermelha e acrescentar o peixe ao seu cardápio pelo menos duas vezes na semana é uma excelente forma de melhorar a saúde, além de limitar o consumo de sal.

- Um vez que a doença é diagnosticada, o tratamento deve seguir o que foi orientado por um médico oncologista: o suporte nutricional vai atuar em conjunto com o tratamento oncológico – beneficiando o paciente de diversas maneiras.

fonte: Revista Pense Leve

Vitamina E

In CategoryVitaminas
Byadmin

Vitamina E

Vitamina E - VoceNatural.com

Vitamina E - VoceNatural.com

O grande interesse que vem surgindo pela vitamina E, se dá às funções que desempenha no organismo como substância antioxidante, que atua na diminuição do processo de envelhecimento das células, e na proteção a doenças crônicas não transmissíveis como câncer e doenças cardiovasculares.

A presença da vitamina E na membrana é de extrema importância, pois exerce um efeito protetor contra a degradação lipídica e, conseqüentemente, contra o extravasamento de material intracelular, que comprometeria o funcionamento do organismo.  (BATISTA et al., 2007).

O mesmo autor cita que, além disso, a vitamina E, atualmente é muito empregada na indústria alimentícia como um antioxidante natural, substituindo os antioxidantes sintéticos que possuem efeitos deletérios à saúde, para preservar as propriedades nutricionais e sensoriais dos alimentos.

Alguns compostos presentes nos alimentos apresentam ação pró-oxidante e outros apresentam ação antioxidante, podendo ser intrínsecos ou adicionados aos alimentos. Além disso, componentes externos, como luz, temperatura e tempo de estocagem, também podem interferir acelerando o processo de deterioração dos produtos. Dessa forma, a vitamina E pode ser adicionada aos alimentos com o objetivo de evitar o processo oxidativo.

A adição da vitamina E deve ser feita, preferencialmente, nos alimentos que possuem maior teor de gordura como o leite e a margarina ou os que são comumente ingeridos com alimentos ricos em gordura como pães e cereais matinal, pois a eficiência na absorção dessa vitamina é aumentada pelo consumo concomitante de gordura na dieta, levando a um aumento da sua capacidade de agir no organismo. Devido à sua ação antioxidante, a vitamina E pode ainda prevenir a oxidação dos ácidos graxos poliinsaturados, impedindo a oxidação do próprio alimento (BATISTA et al., 2007).

Vitamina E é um termo geral para designar os compostos lipossolúveis tocoferóis e os tocotrienóis. Cada um pode apresentar uma atividade biológica e metabolismo distintos, porém o processo de absorção intestinal é o mesmo. Essa diferenciação ocorre no fígado. As formas esterificadas de tocoferol são comumente utilizadas em suplementos de vitamina E e na fortificação de alimentos devido à sua estabilidade e ao maior tempo de vida de prateleira (BATISTA et al., 2007).

Metabolismo

A eficiência da absorção da vitamina E, é comprovadamente acentuada pelo consumo simultâneo de gordura na dieta, por se tratar de uma vitamina lipossolúvel. A absorção máxima ocorre no intestino delgado, a partir da emulsificação com outros componentes lipossolúveis dos alimentos, solubilização e formação de micelas, as quais são difundidas de forma passiva através da mucosa. Juntamente com triglicerídeos, fosfolipídeos, colesterol e apolipoproteínas, os compostos absorvidos são incorporados aos quilomícrons nas células da mucosa e assim alcançam a circulação linfática e, em seguida, a corrente sanguínea via ducto toráxico. Depois de submetidos à ação da lipase protéica, os quilomícrons remanescentes são captados pelo fígado e a partir daí ocorre uma diferenciação clara ente os isômeros da vitamina E com relação a liberação no plasma (GUINAZI, 2004).

Recomendação e fontes alimentares

Segundo a Dietary Reference Intakes (DRIs, 2000), a ingestão diária de vitamina E para crianças de até 13 anos é de 11mg e para adultos e idosos é de 15mg.

Estudos do consumo de vitamina E na população são escassos, e junto a isso, as informações sobre o teor de vitamina E nos alimentos do Brasil também são poucas. As informações disponíveis sobre o conteúdo de vitamina E relacionam-se a alimentos cultivados sob condições distintas daquelas existentes no Brasil, pois o teor dessa vitamina nos alimentos sofre interferências como características do solo, clima, condições de cultivo e colheita, processamento, entre outros (GUINAZI, 2004). Porém a vitamina E é facilmente encontrada em alimentos de origem vegetal, principalmente as folhas verdes escuras, oleaginosas, óleos vegetais e germe de trigo, e alguns alimentos de origem vegetal como gema de ovo e fígado. As formas da vitamina E diferenciam-se entre os vegetais (BATISTA et al., 2007).
Segue abaixo alguns alimentos e a quantidade de vitamina E contida neles.

Alimento

Quantidade (mg)

Em 100g do alimento (mg)

Óleo de gérmen de trigo (1 colher de sopa – 8ml)

26,94

336,75

Óleo de girassol (1 colher de sopa – 8ml)

7,14

89,25

Amêndoas secas (1 oz) – 30g

6,72

22,4

Óleo de milho (1 colher de sopa – 8ml)

2,96

37

Óleo de soja (1 colher de sopa – 8ml)

2,55

31,88

Abacate (unidade M – 430g)

2,32

0,54

Salmão cru (3 oz – 90g)

0,85

0,94

Ervilhas (meia xícara – 100g)

0,64

0,64

Manteiga (1 colher de sopa rasa – 19g)

0,24

1,26

Leite integral (1 xícara – 200ml)

0,24

0,12

Leite desnatado (1 xícara – 200ml)

0,10

0,05

Frango (meio peito – 90g)

0,23

0,26

Chocolate ao leite puro (1 oz – 30g)

0,13

0,43

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: COMBS JR (2003)

 

Nota: A suplementação com alfa-tocoferol é utilizada por diversos atletas com o objetivo de melhorar o desempenho físico. No entanto, em estudos com indivíduos que não tinham a deficiência da vitamina, não houve melhora no desempenho após a suplementação. A suplementação com alfa-tocoferol pode ser eficiente para reduzir o estresse oxidativo e a quantidade de lesões às células, após o exercício exaustivo.  (CRUZAT et al., 2007).

Referências

BATISTA, E. da S.; COSTA, A. G. V.; PINHEIRO-SANT’ANA, H. M. Adição da vitamina E aos alimentos: implicações para os alimentos e para a saúde humana. Rev. Nutr.,  Campinas,  v. 20,  n. 5, out.  2007 .   Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732007000500008&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 19  maio  2009. 

COMBS JR, G.F. Vitaminas. In: MAHAN, L.K.; ESCOTT-STUMP, S. Krause – Alimentos, nutrição e dietoterapia. 10ed. São Paulo, Roca: 2003. cap. 4. p. 77.

CRUZAT, V. F.; ROGERO, M.M.; BORGES, M.C.; TIRAPEGUI, J. Aspectos atuais sobre estresse oxidativo, exercícios físicos e suplementação. Rev Bras Med Esporte,  Niterói,  v. 13,  n. 5, Oct.  2007 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922007000500011&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 19 maio 2009.

GUINAZI, M. Tocoferóis e tocotrienóis em hortaliças, ovos e óleos vegetais utilizados em restaurantes comerciais, 2004. 108 f. Tese (Magister Scientiae) – Pós-Graduação em Ciência da Nutrição, Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. Disponível em <ftp://ftp.bbt.ufv.br/teses/ciencia%20da%20nutricao/2004/180500f.pdf>. Acesso em 19 mai 2009.

fonte: RG Nutri

RECOMENDAMOS:

VITAMINA E -

Vitamina E - www.vocenatural.com

Onde Compra: VoceNatural.com

Síndrome de Ovários Policísticos – SOP – e a Obesidade

In CategoryObesidade, Ovários Policísticos
Byadmin

Síndrome de Ovários Policísticos e a Obesidade

Os ovários são dois órgãos, um de cada lado do útero, responsáveis pela produção dos hormônios sexuais femininos e por acolher os óvulos que a mulher traz consigo desde o ventre materno. Algumas mulheres podem desenvolver cistos nos ovários, isto é, pequenas bolsas que contêm material líquido ou semi-sólido. São os ovários policísticos, que normalmente não têm importância fisiológica, mas que em torno de 10% estão associados a alguns sintomas.

A síndrome de ovários policísticos (SOP) caracteriza-se pelo aparecimento de inúmeros cistos na superfície dos ovários, que geralmente são folículos com ou sem óvulos. A diferença entre cisto no ovário e ovário policístico está no tamanho e no número de cistos.

A Síndrome de Ovários Policísticos (SOP) é uma das doenças endócrino-metabólicas mais comuns, com prevalência em mulheres adultas de 5 a 10% e na adolescência em torno de 3% a 8%.

A síndrome do ovário policístico é uma doença complexa e heterogênea, e na grande maioria dos casos não tem nenhuma importância fisiológica, mas que em cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva está associada a um conjunto de manifestações como alterações menstruais, geralmente com longos intervalos entre os ciclos, aparecimento de pelos no corpo, acne e obesidade (Costa et al, 2007).

Segundo o estudo de Ehrmann (2004), essa síndrome se caracteriza ainda por apresentar anovulação, uma alteração no funcionamento dos ovários, capaz de alterar a produção, maturação ou liberação normal de óvulos. Esta alteração pode ser intencional – como a induzida pelas pílulas anticoncepcionais – ou endógena, infertilidade e hiperandrogenismo (condição biológica na qual o organismo feminino é invadido por quantidades anormalmente elevadas de substâncias androgênicas) e acontece nessa população de 10% que manifesta sintomas, estando ainda associada frequentemente à obesidade, dislipidemias, hipertensão e diabetes tipo II.

O hiperandrogenismo no sexo feminino pode ocasionar quadro clínico de severidade variável, incluindo aumento de pelos devido a taxa hormonal masculina alta, puberdade precoce, seborréia, síndrome metabólica e disfunção psicológica entre outros sintomas.

A síndrome dos ovários policísticos tem relevância na nutrição quando, através de diagnóstico prévio de um médico, forem detectadas patologias que necessitem de intervenção nutricional como pacientes que possuam síndrome metabólica ou diabetes tipo II por exemplo, e ainda segundo a literatura a sintomatologia que incomoda essas mulheres se agravaria em casos de sobrepeso e obesidade, portanto a manutenção do peso para mulheres com ovários policísticos é uma forma de prevenção dos sintomas.

Muitas mulheres que têm ovário policístico reclamam de aumento de peso, segundo Rogerio et al, 2000. Não há um consenso se é a doença que provoca o aumento de peso ou o aumento de peso que piora os sintomas da doença. Atualmente, a teoria mais aceita na fisiopatologia da SOP é uma resistência periférica à insulina, com relação ao receptor, levando a uma hiperinsulinemia. Essa mesma falha no receptor para insulina ao nível adrenal propicia uma maior produção de DHEA e SDHEA e ao nível ovariano leva a um aumento na produção de androstenediona e testosterona. A obesidade é do tipo andróide com uma relação cintura quadril elevada. É difícil fazer com que estas pacientes diminuam de peso, em parte porque há falhas na lipólise dos adipócitos secundários à presença de resistência à insulina. A obesidade aumenta, junto com a resistência à insulina, o risco cardiovascular e de diabetes. Estima-se que entre 40 a 50% das mulheres com Síndrome do Ovário Policístico são obesas.

Um trabalho conduzido por Melo et al, de 2001, demostrou ainda uma possível inter-relação entre a SOP, o IMC, a leptina e a insulina. Como a obesidade e a hiperinsulinemia são encontradas, freqüentemente, em pacientes portadoras da SOP, acreditou-se que a leptina pudesse fazer parte do mecanismo fisiopatológico desta síndrome, agindo sobre a esteroidogênese ovariana e sobre a secreção das gonadotropinas. Entretanto, sua real participação ainda é alvo de controvérsia na literatura e mais estudos ainda são necessários para comprovar essa relação.

Um estudo conduzido por Costa et al, 2007, demonstrou a prevalência de síndrome metabólica em mulheres com SOP. Segundo esse mesmo estudo, as mulheres com SOP têm maior propensão para desenvolver doenças cardiovasculares. Não só em casos evidentes de mulheres obesas, que por possuírem maior distribuição abdominal de gordura tem risco maior de desenvolver síndrome metabólica, mas também em mulheres com sobrepeso e até com IMC dentro dos limites de normalidade, desde que a SOP esteja presente.

A conduta dietoterápica nesses casos é a mesma adotada para cada patologia da síndrome metabólica e é importante um acompanhamento individual e personalizado, baseado na sintomatologia de cada mulher. Como regra geral, as pacientes com manifestações clínicas e sobrepeso ou obesidade precisam controlar o peso para melhorar sua qualidade de vida, portanto uma dieta com baixas calorias, baixa ingestão de gorduras e açúcares simples auxiliaria nesse controle.

Referências Bibliográficas

Azziz R, Woods KS, Reyna R, Key TJ, Knochenhauer ES, Yildiz BO. The prevalence and features of the polycystic ovary syndrome in an unselected population. J Clin Endocrinol Metab. 2004;89(6):2745-9.

Costa LOBF, Vianna AOR, Oliveira, M. Prevalência da síndrome metabólica em portadoras da síndrome dos ovários policísticos. Rev Bras Ginecol Obstet. 2007;29(1):10-17.

Ehrmann DA. Polycystic ovary syndrome. N Engl J Med. 2004;352(12):1223-36.

Melo MAB, Sabino SM, Sampaio MAC, Geber S. Avaliação dos níveis séricos de Leptina em mulheres portadoras de síndrome de ovários policísticos. Rev Bras Ginecol Obstet. 2001;23(8):481-488.

Rogerio A, Lobo MD, Carmina, MDE. The Importance of Diagnosing the Polycystic Ovary Syndrome. Ann Inter Med. 2000; 132 (12): 989-993.

Rotterdam ESHRE/ASRM-Sponsored PCOS Consensus Workshop Group. Revised 2003 consensus on diagnostic criteria and long-term health risks related to polycystic ovary syndrome. Fertil Steril 2004;81(1):19-25.

fonte: RG Nutri.

Dormir mal aumenta risco de diabetes

In CategoryInsonia
Byadmin
 

Interrupção prolongada do sono normal e do ritmo circadiano afetou a produção de insulina e queda em taxas metabólicas.

Falta de sono ou padrões de sono que contrariam o relógio biológico humano podem aumentar o risco de desenvolver diabetes e obesidade. É o que concluiu um estudo feito por cientistas da Harvard Medical School e do Brigham and Women’s Hospital, nos Estados Unidos.

A pesquisa foi publicada na revista Science Translational Medicine no dia 11 de abril. Segundo os pesquisadores, que avaliaram 21 voluntários saudáveis em um ambiente controlado durante seis semanas, a interrupção prolongada do sono normal e do ritmo circadiano afetou a produção de insulina nos participantes, levando ao aumento de glicose no sangue. Em alguns casos, a elevação atingiu níveis considerados pré-diabéticos.

Foram regulados fatores como horas de sono, em que período do dia os participantes dormiam, dieta e outras atividades. A ideia foi simular situações que levam ao sono irregular, como turnos de trabalho alternados (diurno e noturno) ou jet lag recorrente.

Inicialmente os participantes dormiram cerca de 10 horas por noite. Em seguida, passaram três semanas com média de 5,6 horas dormidas a cada 24 horas, com períodos de sono alternados, de modo a simular trocas de turno. Para terminar, os voluntários passaram os últimos nove dias da pesquisa dormindo períodos normais e à noite.

Os participantes também apresentaram importante queda em suas taxas metabólicas, que, segundo os autores do estudo, pode ser traduzida em um ganho de peso superior a 4,5 quilos por ano.

REVERSÃO DE DANOS – O estudo verificou que os efeitos danosos puderam ser revertidos em grande parte com a volta do sono para padrões normais. Os pesquisadores ressaltam que os voluntários não se exercitaram durante o período do estudo e pretendem avaliar no futuro interações entre sono, dieta e exercícios. 

Fonte: Estadão.