Coração em perigo: os principais problemas

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ATEROSCLEROSE

É a deposição de gordura e entupimento de artérias. Ela leva ao infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC-Derrame) e insuficiência renal. Para o aparecimento da doença é necessária a presença de fatores de risco, como tabagismo, obesidade, hipertensão arterial e diabetes.

ANGINA

Seus sintomas são fortes dores no peito e é causada pelo estreitamento das artérias. Com pouco sangue passando pelas artérias, o coração recebe menos sangue e oxigênio do que deveria.

ATAQUE CARDÍACO ou INFARTO

Ocorre quando há morte de parte do músculo cardíaco, que deixa de ser irrigado. O infarto do miocárdio é resultado de anos de péssimos hábitos. Também nesse caso, o problema de base é a presença de placas de colesterol que entopem as artérias.

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Hormônios da Tireoide e Obesidade

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Entenda como os hormônios da tireoide podem afetar seu peso corporal e sua qualidade de vida.

tireoide

A Glândula Tireoide

Todos nós, em algum momento, escutamos que alguém está acima do peso por ter problemas com a tireoide. De fato, quando ocorre a redução importante nos hormônios produtzidos por ela, pode haver um aumento de peso considerável.

No entanto, não é a tireoide a principal responsável pela obesidade na maioria das pessoas que precisam emagrecer.

Localizada na região do pescoço e pesando de 15 a 20g no adulto, ela produz os hormônios que atuam na nossa taxa metabólica: T4 (tiroxina) e o T3 (triiodotironina).

Hormônios em baixa

 A taxa metabólica basal é a energia que gastamos para manter nosso corpo, em repouso, funcionando. Os hormônios tireoideanos atuam nessa taxa metabólica. Para que você tenha uma ideia dessa influência, quando não há produção alguma de hormônio tireoideano, a taxa metabólica basal se reduz pela metade.

O impacto dessa redução no ganho de peso é grande. Imagine que seu gasto energético basal é de 1.500 Kcal por dia. Isso significa que você gasta 1.500 kcal por dia para manter seu corpo funcionando.

Para exemplificar, digamos que você gasta 1.500 kcal e come 1.500 Kcal e, portanto, mantém seu peso estável. Mas numa situação hipotética, a tireoide parou de funcionar e seu metabolismo basal reduzido de 1.500 Kcal para 750 Kcal/dia, mas você continua comendo 1.500 Kcal/dia. Isso quer dizer que agora é como se você estivesse tendo uma sobra diária de 750 Kcal. E se essas calorias todas forem transformadas em gordura, você vai acumular, por dia, 83g de gordura. Após 6 meses serão 14.940 g. Quase 15 kg!

A deficiência do hormonio da tireoide se traduz no hipotireoidismo, com repercurssões clínicas.

Pela sua atuação no metabolismo de carboidratos, ocorre maior armazenamento desse nutriente e formação de gordura. Há maior dificuldade de queimar a gordura estocada, ocorre aumento do colesterol e triglicerídeos, acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática) e maior velocidade de formação de placas de gordura nos vasos sanguíneos (aterosclerose).

É esperado ganho de peso, mas como a menor quantidade de hormônio circulante reduz o apetite, nem sempre a pessoa engorda, pois gasta menos, mas come menos. O intestino costuma ficar preso, há redução de libido e excesso de sono. Algumas pessoas, nessa condição, precisam dormir de 12 a 14 horas por dia.

Fonte: Revista Vegetarianos – Dr. Eric Slywitch – Médico especialista em nutrologia.

Treine o cérebro para comer alimentos saudáveis

In CategoryAlimentos Funcionais
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Os alimentos altamente calóricos olham para você como se estivessem te chamando? Se os chocolates dizem “coma-me” e você não resiste, saiba que é possível controlar seu cérebro para trocá-los por saladas e alimentos saudáveis.

Isso porque não há uma razão biológica para a maioria de nós preferirmos sorvete a brócolis. A razão disso é o instinto, e lutar contra ele é o maior desafio.

Esse tal instinto – inimigo das dietas – é do tempo das cavernas, literalmente. Na maior parte da história humana, as pessoas não tinham alimentos o suficiente. Por isso a procura por gordura e alimentos altamente calóricos era grande – tudo pela sobrevivência.

Agora, as opções de alimentos são variadas e facilmente adquiridas. Mesmo assim, o cérebro tende a buscar alimentos ricos em calorias sempre que eles estão por perto, para evitar morrer de fome como no passado.

Isso ajuda a explicar porque aquele bolo de chocolate é tão irresistível, ou porque você dá aquela paradinha na loja de doces, mesmo sabendo que precisa seguir a dieta.

Analogamente, é uma situação como a de um dependente químico que se viu livre do vício ao passar por uma clínica de reabilitação, mas que não pode ver a droga pouco tempo depois ou pode cair na tentação novamente.

Pesquisas no Japão também sugerem que os desejos são influenciados pelo ambiente, como mulheres japonesas viciadas em sushi. O desejo por algum tipo de alimento é influenciado também por tradições alimentares e culturais.

Mas até os chocólatras podem trocar o chocolate pelas frutas. Quando uma pessoa desiste de alimentos que costumava desejar e consegue perder peso por isso, psicologicamente esse alimento fica associado negativamente.

Confira abaixo três passos para trocar os alimentos gordurosos pelos saudáveis:

 

Limpe seus armários: gosta muito de chocolate e está engordando por causa disso? Retire todos os indícios dele de sua casa – desde os bombons até os cookies. A tigela que costumava receber doces pode receber agora bolinhas de gude, ou quem sabe flores para a decoração.

Transporte alimentos saudáveis: leve maçãs ou a fruta de sua preferência na bolsa. Barrinhas de cereais também são boas pedidas. Assim, quando bater aquela fome e você não estiver em casa, poderá continuar seguindo a dieta saudável.

Alimentos pouco saudáveis? Só no meio da refeição. Nas primeiras duas semanas da dieta, o ideal é que se evite comer alimentos pouco saudáveis, para se desprender do desejo. Depois disso, é possível comer até 100 calorias daquela comida no meio da refeição.

É a “técnica do sanduíche”. Se você come chocolate no início de uma refeição, quando você estiver com muita fome, por exemplo, seu cérebro vai associar o chocolate com a sensação de saciedade e felicidade. Se você ingere o doce no final, o cérebro vai se lembrar de como ele foi delicioso da última vez que você provou. Por isso, quando bater a vontade de chocolate, prefira ingerir no meio da refeição.

 fonte: CNN

 

Nunca é tarde para começar um esporte

In CategoryEsporte
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Mais do que saúde, um esporte pode agregar amigos, uma nova rotina, e mais importante, mudar as perspectivas de vida.
 
Nunca é tarde para começar um esporte. É o que garantem com convicção os dois colunistas do ativo.com e atletas “maduros”, Romualdo Kubiak e Arnaldo Mirandola de Farias, o Professor Arnaldo. Hoje fontes de inspiração para triatletas e ciclistas, as histórias desses dois esportistas inveterados que já passaram dos cinqüenta anos mostram como a atividade física pode transformar uma vida, não somente em termos de saúde, mas agregando amigos, uma nova rotina, e mais importante, mudando as perspectivas de vida.

“Atividades ao ar livre ou em grupos ajudam conhecer novas pessoas e fazer amigos. Muitos grupos de amigos se formam nas aulas de dança, na academia e até na caminhada no parque”, confirma a psicóloga esportiva Daniela Szenészi. Com os devidos cuidados antes de iniciar uma atividade, como um bom check-up médico, a idade não representa nenhum empecilho para o esporte. E a descoberta do prazer de um esporte pode vir lentamente, mas uma vez descoberto não tem mais volta, como garantem os dois.

 

O Professor Arnaldo (foto) conta que aos 27 anos comprou uma bicicleta de “quinta mão”, com a qual pedalava com amigos de final de semana, mas com o tempo foi encostando a bike e tornou-se sedentário por 20 anos. Aos 49 anos percebeu que não poderia continuar daquela maneira.

 “Eu estava caminhando para a morte, estava com depressão por conta dos meus negócios que não iam bem, pensava que a vida não tinha significado algum. Um dia vendo tv olhei minha imagem refletida na tela, e o que visualizei foi um cadáver, um homem gordo, velho de cabelo branco. Decidi que não queria mais ser daquele jeito”, relembra. Quem vê ou encontra ele competindo nas grandes prova de MTB do país, praticamente todo final de semana, não pode imaginar essa cena.

 Arnaldo começou sozinho o processo de reeducação alimentar, “não era o mais adequado, mas eu sempre li muito, então tinha as informações básicas”, diz. Seis meses depois retomou seu vinculo de 20 anos atrás com a bike, e desta vez comprou uma de segunda mão. “Eu achava que era uma maravilha, mas era um trambolho”, diverte-se. “Daí eu comecei pedalar com vários grupos de bikers e a fazer pequenas viagens. Descobri um mundo novo, descobri inclusive a natureza, que eu via como ameaça”, relata.

 E foi sem a mínima condição física que ele caiu em sua primeira competição. “Tinha na época uma bike free ride inadequada. Em 2004, eu participei do Bigbiker e fiz os 100 km em 9h50mim, com uma mochila de 30 litros nas costas. Peguei sexto lugar e achei que já era atleta, o que não era verdade, claro”, relembra rindo. “Mais daí em diante, com aquela sensação de me sentir atleta comecei fazer muitas viagens de bike, como o Caminho da Fé, o Aconcágua dos ciclistas”.

 Hoje com 54 anos, Arnaldo ainda escreve sobre o esporte que ama, e é uma figura popular entre os ciclistas. Atualmente, Arnaldo consegue pedalar cerca de 1300 km em uma semana. Nos finais de semana, faça chuva ou sol, ele está em alguma competição e diz que o pódio é uma das coisas mais deliciosas. “É um momento de satisfação pessoal”.

 “Houve uma revolução nas minhas fotos. Se pegar uma foto minha de 10 anos atrás vejo que parecia meu avô! O esporte me dá uma imensa qualidade de vida, você faz amigos. Meu ânimo é de um garoto de 20 anos. Quem pratica esporte não tem mais tempo para depressão, a vida tem um tom mais azul”.

 

Para Kubiak (foto acima), a preocupação com a saúde foi uma das razões que o levaram a praticar esporte. “Havia recomendação médica de que eu não deveria ter um “abdome avantajado” para não comprometer ainda mais as três hérnias de disco”, conta. A vida de triatleta começou aos 45 anos, em 1991, e nesses 17 anos ele diz que já “rodou”, quase 120 mil quilômetros entre natação, ciclismo e corridas, participando de mais de 200 competições, sendo nove delas na distância “ironman”, ou seja, 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 de corrida.

Kubiak enumera facilmente os benefícios da sua alteração de rumo. “As mudanças em minha vida foram radicais. Primeiro por ter me proporcionado essa vida saudável, confirmada por todos os médicos e testes realizados; segundo pelas amizades que tenho feito no Brasil e no mundo; terceiro pelos patrocínios que me proporcionam participar das provas internacionais e conhecer países e culturas que antes eu nem sonhava poder visitar e, finalmente, com a experiência adquirida, poder contar minha história e motivar as pessoas a praticarem atividade física através de palestras, gratuitas, que meu patrocinador, os Poliaminoácidos Forten me dispõem”, relata.

“As competições também são elementos altamente motivadores em termos mentais, pois, veja meu exemplo: acabo de ficar em segundo lugar na primeira etapa do Campeonato Brasileiro de Triathlon Olímpico e, como temos ainda duas etapas para serem realizadas, estou com a maior “gana” de treinar ainda mais forte para, ganhando as duas etapas seguintes, conquistar o Campeonato”, afirma Kubiak.

O triatleta tardio diz que não se vê mais longe do triathlon, pois ele tem lhe dado saúde, alegria e uma ocupação, já que está aposentado. Porém, ressalta que não é daqueles viciados nem no triathlon nem em qualquer outra atividade. “Sei quando é hora de treinar, de descansar; quando alguma contusão me obriga a ficar inativo aproveito para descansar, me recuperar dos treinos e provas e fazer outras coisas que também me são importantes, como a música, pois fui, na adolescência e, mais recentemente há dois ou três anos, e, mais recentemente há dois ou três anos, vocalista de bandas de rock”.

Kubiak acredita que seu exemplo, do professor Arnaldo, e de tantos que praticam outros esportes são razões para que as pessoas se sintam motivadas a praticar alguma atividade. “O ser humano não pode viver saudavelmente sem esse cuidado básico; a atividade física é essencial ao bom funcionamento do nosso organismo. O importante é adequar a prática às atuais condições físicas com consulta a um médico especialista, começar devagar, pois muitos querem “recuperar” o tempo perdido e cometem excessos, alimentar-se e hidratar-se adequadamente e para isso existem os (as) nutricionistas e, finalmente, seguir uma planilha bem elaborada por um técnico competente para evitar as lesões, muito comuns em treinamentos mal direcionados”. Está dada a dica para o surgimento de novos atletas.

 fonte: ativo.com

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Fim da prisão de ventre

In CategoryIntestino
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A prisão de ventre atinge uma em cada 10 pessoas no mundo. E o pior: esse incômodo é bem mais comum em mulheres! O sofrimento com o intestino preso acontece quando faltam alimentos ricos em fibras e líquidos no corpo. Assim, o intestino fica com dificuldade para trabalhar.

Vários outros fatores podem provocar esse mal. A falta de exercícios físicos regulares é um deles. A idade avançada, a obesidade e a gravidez são outros fatores que podem deixar o intestino preguiçoso. Segundo Flávio Antonio Quilici, gastroenterologista da Faculdade de Medicina da PUC Campinas, o ideal é jamais segurar a vontade de ir ao banheiro. Veja abaixo o que mais é possível fazer.

Seu intestino anda preguiçoso demais quando…

· Você tem uma sensação de estufamento na barriga.

· Sofre de sangramento anal.

· Sai do banheiro com a impressão de que não evacuou tudo.

· Sente dores de estômago.

· Vai ao banheiro muito menos do que gostaria (às vezes, pode até passar uma semana sem conseguir eliminar as fezes).

9 hábitos que eliminam esse mal

1. Mantenha uma alimentação rica em fibras

2. Coma devagar.

3. Mastigue bem (e sem pressa) todos os alimentos.

4. Não se esqueça nunca de fazer as três refeições principais do dia.

5. Evite ingerir muitas massas com farinhas, batata ou chocolate.

6. Beba dois litros de líquidos por dia (pode ser água ou sucos naturais).

7. Sempre que tiver vontade de ir ao banheiro, vá. Não segure!

8. Esqueça os laxantes. Só use-os com recomendação médica (e não abuse).

9. Faça exercícios regulares, no mínimo três vezes por semana. Vale caminhada, natação, bicicleta…

Coma fibras agora mesmo

As fibras têm um papel importante no combate ao intestino preso. O ideal é ingerir de 25 a 40 g desse alimento por dia. Confira o que você pode e deve comer.

Vegetais: Feijão, fava, soja, lentilha, ervilha, grão-de-bico.

Cereais integrais: Pão, arroz, massa, aveia.

Oleaginosas: Noz, avelã, amêndoa.

Sementes: Gergelim.

fonte: mdemulher.com.br

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O cochilo pós-almoço

In CategorySono
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Recostar-se depois de comer e se entregar a alguns minutos de sono bota o sistema cardiovascular para descansar, aplaca os ânimos e, de quebra, renova a concentração para enfrentar o segundo turno no trabalho.

Sábios são os espanhóis, que, diariamente, fecham as portas de seus estabelecimentos comerciais por volta da 1 hora da tarde para as reabrir somente lá pelas 3, quando retornam revigorados do sagrado período da siesta.

O costume, que para nós brasileiros se traduz em tirar uma soneca depois de almoçar, se tornou alvo da ciência. Um time de psicólogos e neurocientistas do Allegheny College, nos Estados Unidos, avaliou os benefícios do sono diurno na recuperação cardiovascular após uma situação tensa. Para isso, separaram 85 pessoas em dois grupos. Um deles deveria dormir por 45 minutos durante o dia enquanto o outro permanecia acordado. Todos os participantes foram submetidos a testes de estresse. Os cientistas também aferiram a pressão arterial e constataram que ela se apresentou mais baixa entre a turma que repousou. Em outras palavras, o impacto negativo do nervosismo sobre as artérias foi revertido mais rapidamente.

Outros trabalhos já demonstraram que descansar após o almoço diminui a pressão sistólica”, confirma o cardiologista Marco Antônio Gomes, do Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia, sem se espantar. Ao falar em pressão sistólica, ele se refere ao número de maior valor que aparece registrado no aparelho de medição.

Os especialistas especulam que esse fenômeno seria comandado pelo cérebro, mais precisamente pelo sistema nervoso central, que é dividido em simpático e parassimpático. O primeiro acelera e o segundo coloca um freio nas funções fisiológicas. “Quando dormimos, há redução da atividade simpática, o que relaxa os vasos e diminui os batimentos cardíacos”, explica o pneumologista especialista em sono Pedro Genta, do Hospital do Coração, em São Paulo. Entendeu então a lógica de uma soneca como sobremesa?

A curta duração de um cochilo não desmerece suas qualidades. “Em 45 minutos, é possível atingir a fase três do sono”, diz Pedro Genta. Ou seja, dá tempo suficiente de ele se aprofundar a ponto de proporcionar vantagens ao corpo.

Vale reforçar, porém, que é na escuridão da noite que o cérebro secreta um hormônio fundamental para que se adormeça bem pra valer: a melatonina. “Uma venda nos olhos ou um quarto escuro ajudam a simular o descanso noturno, potencializando a ação positiva da sesta”, ensina Marco Antônio.

Como a medicina está longe de ser uma ciência exata, a recomendação de deitar depois do almoço não é incontestável. “Há um estresse ao despertar, que intensifica a coagulação e a descarga de adrenalina, acelerando o coração”, avisa Gomes. Segundo ele, suspeita-se que isso aconteça tanto no sono noturno como na sesta. “Por isso, ela não é indicada a quem tem alto risco cardiovascular, como diabéticos, obesos e fumantes”, alerta.

A essa advertência soma-se outra: “O cochilo pode diminuir a duração do repouso à noite, gerando sonolência e fadiga no dia seguinte, o que faz a pessoa sucumbir à sesta novamente, entrando em um círculo vicioso“, diz a neurologista Dalva Poyares, do Instituto do Sono, em São Paulo. Isso não significa que ela seja radicalmente contra a pausa em pleno expediente. “Quando o sujeito é privado do sono regular, muitas vezes precisa complementá- lo”, opina. Nesses casos, aconchegar- se na poltrona seria bem-vindo.

E, para quem quer mais um argumento para se render à moleza vespertina, aí vai: a tentação de mergulhar no sofá logo que acaba a refeição atende a uma necessidade natural do organismo. “Durante a digestão, a circulação sanguínea se concentra na região visceral”, explica Gomes. Daí que, carentes de abastecimento, o cérebro e o coração trabalham em marcha lenta e a sonolência impera. Assim, quando surgir um ímpeto irresistível de tirar uma pestana, ninguém deveria acusá-lo de preguiçoso! Afinal, há um bom motivo fisiológico.

O despertar da memória
Se você puder se dar ao luxo de se entregar ao travesseiro por 90 minutos à tarde, sua capacidade de reter informações aumentará. Foi o que o pesquisador Avi Karni, da Universidade de Haifa, em Israel, verificou ao finalizar um experimento em que também comparou indivíduos que fizeram a sesta com outros que se mantiveram em vigília no período vespertino. “Quando dormimos depois de uma tarefa de leitura, por exemplo, as áreas cerebrais responsáveis pela consolidação da memória permanecem ativas”, diz Karni. “A vantagem é que essa região fica inteiramente dedicada ao registro, sem interferência de fatos ou experiências externas que desviam nossa atenção o tempo todo quando estamos em alerta”, completa.

fonte: saude.abril.com.br

Os alimentos que combatem rugas

In CategoryEstética
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A indústria alimentícia começa a lançar produtos que levam na receita nutrientes capazes de combater rugas e companhia. Fique por dentro dessa nova tendência da nutrição.

O copo de leite que a gente toma de manhãzinha, acompanhado de fatias de pão integral com um queijo magro ou de goles de um suco de fruta, não garante apenas um início de jornada bem nutrido. Eles podem deixar sua pele macia, suas unhas e cabelos mais firmes e, acredite, ainda ajudam a combater rugas. Parece bom demais para se verdade? Pois saiba que isso já existe: bem-vindo à era dos alimentos enriquecidos com finalidades puramente estéticas. Essa tendência começou na Europa e nos Estados Unidos e já desembarcou no Brasil

“Atualmente existem no mercado vários produtos com colágeno, a proteína que dá sustentação às células”, exemplifica Jocelem Mastrodi Salgado, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais. “Sua deficiência provoca, entre outras coisas, a diminuição da elasticidade da pele e o aparecimento dos vincos”, explica Jocelem. “Por sorte, estudos mostram que o consumo diário dessa substância não tem contraindicação e estimula a sua produção no nosso organismo.”

Os antioxidantes também estão sendo adicionados às receitas de muitos alimentos industrializados. “Eles auxiliam no combate aos radicais livres, que provocam o envelhecimento celular”, justifica a dermatologista Ana Cristina Fasanella, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

“A nutrição está diretamente relacionada com a estética”, afirma a dermatologista Marcella Delcourt, da Santa Casa de São Paulo. “Os trabalhos mais recententes reforçam esse elo”, acrescenta o dermatologista Adilson Costa, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, no interior de São Paulo. “E, quanto mais variada a dieta, melhor. Sua pele agradece”, afirma ainda a nutróloga carioca Tamara Mazaracki, que é especialista em medicina antienvelhecimento. Mas, é claro, na hora de variar, alterne principalmente aqueles alimentos que, nesse sentido, são uma beleza. Veja, a seguir, quais são.

Salmão
Esse peixe rosado é o melhor amigo da nossa pele — palavra do dermatologista Nicholas Perricone, o médico das estrelas do showbiz americano. Explica-se: esse pescado é rico em uma substância de nome extenso, o dimetilaminoetano, que é mais conhecido como DMAE. Ela, que ficou famosa na formulação de cremes, também promete promover à mesa o efeito Cinderela, aquele que deixa a cútis mais esticada. Para esse passe de mágica ser notado diante do espelho, a receita do doutor Perricone é comer muitos, mas muitos filés de salmão dois ou três dias antes de um evento especial — aquele em que você precisa parecer o máximo.

Exageros à parte, de fato os peixes de água gelada — como a sardinha, a truta, a anchova, o arenque e, claro, o próprio salmão — devem sempre estar no cardápio. “Eles são ricos em ácidos graxos ômega-3, 6 e 9. Essas gorduras auxiliam na manutenção da barreira epidérmica, que protege o tecido, melhorando sua textura e hidratação”, explica Adilson Costa. “E têm ação antiinflamatória”, acrescenta Ana Cristina Fasanella.

A linhaça, o gergelim, o azeite, as oleaginosas e os ovos também contam com pequenas porções desses ômegas. “Os ovos, assim como o leite e seus derivados, oferecem ainda vitamina D, que previne o envelhecimento precoce ao deixar a pele mais resistente”, complementa Tamara Mazaracki.

fonte: saude.abril.com.br

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Nutrição esportiva: a importância do magnésio

In CategoryNutrição
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Se você procurar saber o significado de magnésio, vai descobrir que é um mineral importante em várias reações celulares, cerca de 300 sistemas enzimáticos são dependentes da presença desse mineral. E também é um constituinte importante dos ossos e dentes, membranas celulares e cromossomos. Mas qual será a sua função para o atleta?

MAGNÉSIO E SUAS FUNÇÕES

O magnésio é importante tanto na geração de energia aeróbia quanto anaeróbia, agindo indiretamente para a produção de ATP (para gerar energia) ou diretamente, no metabolismo da glicose, na síntese de proteínas, na regulação dos transportadores de íons e nos processos de relaxamento e contração muscular.

No nosso organismo encontra-se de 21 a 28g de magnésio, sendo que mais da metade é armazenado nos ossos e o restante distribuído entre os músculos.

MAGNESIO E CÂIMBRAS

O magnésio é denominado “bloqueador natural do canal de cálcio”. O cálcio exerce um importante papel na contração da musculatura lisa e da esquelética e o magnésio no relaxamento. Na depleção de magnésio, o cálcio intracelular eleva-se, podendo resultar em câimbras musculares, hipertensão e vasoespasmos.

As baixas concentrações de magnésio podem causar contrações musculares involuntárias, por não conseguirem bloquear o efeito estimulante do cálcio nos músculos.

PRINCIPAIS SINTOMAS DA DEFICIÊNCIA

Tremores, contrações musculares, câimbras, alterações de humor, confusão mental e desorientação, fadiga, insônia e taquicardia.

MAGNÉSIO E ATLETAS DE ENDURANCE

Foi constatado que os níveis de magnésio imediatamente após o treino são baixos. Por isso, é importante alertar os atletas a respeito da falta desse mineral, uma vez que atua no relaxamento muscular, ajuda a melhorar o desempenho e condições físicas do esportista.

É importante lembrar que a deficiência de magnésio está associada a uma resposta inflamatória aumentada e que, junto com o estresse oxidativo gerado pelo exercício, é uma “porta aberta” para uma lesão muscular mais séria.

A suplementação desse mineral é sugerida na prevenção da fadiga muscular durante o exercício de endurance.

MAGNÉSIO E CÉLULAS IMUNES

A hipomagnesemia pode ser um problema nas competições de longa duração. Existem variáveis consideráveis que indicam que uma nutrição inapropriada afeta negativamente o sistema imune, pois o magnésio exerce funções no desenvolvimento, distribuição e função das células imunes, além de ser necessário para o funcionamento normal dos leucócitos, sendo importante para a resposta imunológica.

FONTES ALIMENTARES

A maior parte do magnésio provém das verduras, principalmente das folhas verde-escuro. Outros alimentos ricos nesse mineral: produtos marinhos, produtos de soja (farinha, tofu), nozes, castanhas, grãos integrais, damasco seco e abacate, banana, beterraba, grão-de-bico, aveia e derivados do leite.

É importante saber que a água também contém magnésio em sua composição e que o álcool e a cafeína aumentam a excreção do mineral pela urina.

QUANTIDADE DE MAGNÉSIO EM 100 gr DE ALIMENTO

Fonte: Tabela da UNIFESP, 2009.

RECOMENDACOES/ SUPLEMENTAÇÃO

A Recomendação Dietética (Recommended Dietary Allowances – RDA) é em média de 350mg/dia, variando de acordo com o sexo e a idade do indivíduo.

Os valores de consumo dietético de magnésio encontrados em atletas variam muito, indo de 345mg Mg/d em praticantes de musculação a 684mg Mg/d em ciclistas em fase pré-competitiva.

É aconselhável consultar um médico e/ou nutricionista porque o monitoramento da ingestão de macro e micronutrientes é fundamental em atletas. Para avaliar o estado nutricional em magnésio utiliza-se método de excreção urinária.

Os casos de toxicidade em magnésio ocorrem principalmente quando existe o consumo de suplementos farmacológicos A forma de manifestação inicial do consumo excessivo de magnésio por meio de fontes não alimentares é a diarréia.

***A suplementando do magnésio não representa efeitos ergogênicos (para melhorar a performance) apenas reverte o estado da sua deficiência!

REFERÊNCIAS:
*1 Aspectos atuais da relação entre exercício físico, estresse oxidativo e magnésio. Rev. Nutr., Campinas, 21(5):563-575, set./out., 2008
*2 BIESEK, S.; ALVES, L. A.; GUERRA, I. Estratégias de Nutrição e Suplementação no Esporte. Barueri, São Paulo: Manole, 2005.
*3 CARDOSO, M.A. Nutrição Humana: Nutrição e Metabolismo. II.Série. Rio de Janeiro: Ed Guanabara Koogan S.A., 2006. Capítulo 15, p. 236.
*4 COZZOLINO, S.M.F. Biodisponibilidade de Nutrientes. Barueri, São Paulo: Manole, 2005.
*5 CUPPARI, L. MEDSI. Nutrição e exercício na prevenção de doenças. Rio de Janeiro, 2001.
*6 McDARDLE, W.D; KATCH, F.I;KATCH,V.L. Fisiologia do Exercício: Energia, Nutrição e Desempenho Humano. 3ª Edição, Rio de Janeiro,Ed Guanabara Koogan S.A., 1991..
*7 TIRAPGUI, J. Nutrição, Metabolismo e Suplementação na Atividade Física. São Paulo: Atheneu, 2005.
*8 UNIFESP. Tabela de composição química dos alimentos [online] [ Disponível em:
* 9 WILLIAMS, M.H. Nutrição: para saúde, condicionamento físico e desempenho esportivo. 5.ed. Tamboré, São Paulo, Manole, 2002
*10 http://www.rgnutri.com.br/alimentos/minerais/minerais.shtml

fonte: ativo.com / Por Yana Glaser:  contato@yanaglaser.com.br

 

Acelerando o metabolismo

In CategoryMetabolismo
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Chega o verão e bate aquela vontade de se despedir dos quilos a mais. Saiba o que a ciência aconselha a fazer para incrementar a queima de calorias.

 

Virada de ano é sinônimo de renovar as promessas e cumprir aquelas pendentes. Um compromisso marcante na agenda de muita gente é se livrar das gorduras que estão sobrando e, assim, afinar as medidas. Só que, no momento de botar o plano em prática, vem à cabeça uma porção de obstáculos que emperrariam o sonho do corpo em forma. Nesse momento, a culpa recai quase sempre sobre uma palavrinha mágica, o metabolismo. E aí soltamos ou ouvimos a boa e velha frase: “Tenho dificuldade de emagrecer porque meu metabolismo é lento”. A essa corriqueira desculpa a ciência responde: isso não passa de balela!

A queima de calorias não depende exclusivamente da idade biológica ou da maquinaria interna que faz o organismo funcionar. Ele reage, na verdade, aos estímulos gerados por nossos hábitos. Essa é a conclusão de um estudo da Universidade Justus-Liebig, na Alemanha, após acompanhar por quase uma década mais de 500 homens e mulheres acima dos 60 anos.

Os especialistas perceberam que o metabolismo permanecia mais ativo entre as pessoas que faziam exercícios físicos rotineiramente. “O gasto energético até desacelera com o avançar da idade, mas o estilo de vida, sobretudo a prática de esportes, minimiza esse declínio”, afirma a fisiologista do exercício Ivani Manzzo, professora da Universidade Nove de Julho, em São Paulo. Isso significa que ajustes no dia a dia — e aqui entram a malhação, o cardápio e até a qualidade do sono — incentivam a gente a tostar calorias e, assim, perder peso ou conservá-lo no patamar ideal.

Mas, afinal, o que se entende por metabolismo?

O termo resume uma gama de reações fisiológicas que controlam o saldão ou o estoque de energia para manter o corpo vivo. “O gasto calórico está baseado principalmente no metabolismo basal, que é o consumo de energia em repouso capaz de assegurar nossas funções vitais, e nos efeitos da atividade física e da dieta”, explica a nutricionista Regiane Lopes de Sales, da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais. Acontece que algumas atitudes diárias fazem as engrenagens do corpo humano rodarem mais rápido, ou seja, elevam o ritmo com que usamos nossas reservas mesmo horas depois de suarmos a camisa ou terminar a refeição.

Antes de explorarmos um dos principais pilares que sustentam o metabolismo acelerado, devemos esclarecer que o gasto calórico tende a variar um pouco de pessoa para pessoa — é claro que há exceções à regra, que conspiram a favor da obesidade. E ele responde diretamente à atividade dos hormônios. “Os homens costumam ter mais facilidade para manter-se em forma por causa do nível elevado de testosterona, que aumenta o consumo energético”, diz Ivani. Já no corpo feminino, a gestação e a menopausa também repercutem nesse enredo e não é à toa que muitas mulheres engordam depois de ter o bebê ou parar de menstruar.

No entanto, é possível prevenir e inclusive remediar, pelo menos em parte, a situação. A chave que aciona as engrenagens, independentemente do sexo e da idade, é a tão receitada atividade física, conduta básica para impedir que o organismo não venha a se tornar uma poupança descomunal de calorias. “Os exercícios deixam as células mais sensíveis à ação de alguns hormônios, o que acaba intensificando o gasto calórico”, conta a bioquímica Viviane Abreu, professora da Universidade de São Paulo.

Não é novidade que a malhação enxuga os reservatórios de gordura. Mas há algumas táticas, que, com aval científico, ativam o metabolismo não apenas no período que se passa na academia. Com elas, o dispêndio de calorias se prolonga depois da sessão de exercício. Comecemos com a musculação. “Ela propicia microlesões nos músculos e o reparo delas demanda maior trabalho do corpo”, explica o educador físico Marcio Scomparin, da rede Monday Academia, na capital paulista. Fora isso, a musculatura é um tecido guloso por natureza. Assim, se ela for constantemente exigida, a energia é usada e não se acumula na forma de gordura.

A intensidade e o ritmo também instigam a liquidação calórica. Daí a vantagem do treino intervalado, que combina caminhada leve e corrida, por exemplo. Ao alterar a frequência cardíaca, ele faz o corpo entender que precisa continuar mais pilhado. E o efeito permanece até três horas após o esforço. Só não caia na tentação de conservar por meses a fio os mesmos tempos, as mesmas cargas… “Aí o corpo se adapta e aquilo vira rotina. O treino deve sofrer variações depois de um a três meses”, diz Scomparin.

O metabolismo, contudo, não gira em função exclusiva da atividade física. Ele também é influenciado pela dieta. “Alguns alimentos exercem um efeito termogênico, isto é, aumentam a temperatura corporal, ocasionando maior desembolso de calorias”, diz a nutricionista Elaine de Pádua, de São Paulo. Só devemos levar em conta que esse fenômeno tem um limite e depende da ingestão diária de certos nutrientes. “Ele corresponde a até 10% do consumo energético no organismo”, estima Regiane Lopes de Sales.

E quem está por trás do efeito termogênico?

A proteína tem larga vantagem sobre outros macronutrientes — carboidratos e gorduras. É por isso que cardápios altamente proteicos facilitam a perda de peso. “No entanto, esse tipo de dieta não é fácil de ser seguida e muita gente se vale dela de forma equivocada. Isso porque boa parte das fontes de proteína, como carnes, são também carregadas de gordura”, ressalva Regiane. A saída, nesse caso, é incrementar as doses do nutriente, mas procurar cortes magros e variar as opções à mesa — peixes e legumes também contribuem com essa cota.

Recentemente, averiguou-se que tipos específicos de lipídio teriam capacidade de fazer a temperatura corporal subir e, assim, torrar mais calorias. Uma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro aposta suas fichas nas substâncias encontradas no óleo de coco virgem. Regado sobre a refeição, ele induziria mais termogênese e saciedade. Só vale lembrar que, se o assunto é perder peso, o óleo deve fazer parte de um menu balanceado, sem direito a exageros.

Há, na realidade, uma fornada de substâncias sob investigação com potencial para esquentar o organismo e fazê-lo derreter seus estoques gordurosos. Já demonstraram sua eficácia a capsaicina, da pimenta e do gengibre, e a catequina, do chá verde.

E sabe aquela história de que água gelada emagrece? Pois uma investigação do Sheba Medical Center, em Israel, comprovou que ela tem mesmo essa vocação. “A hidratação dos músculos faz com que eles dispensem mais energia”, acredita o autor, Gal Dubnov-Raz. Com o líquido frio, o corpo sofre uma espécie de estresse e gasta calorias para entrar em equilíbrio de novo.

Embora os exercícios somados ao cardápio representem a principal forma de mexer com o metabolismo, ainda há outros fatores que interferem nele de forma mais indireta. Como toda ajuda é bem-vinda na hora de expulsar a gordura excedente, vale a pena analisá-los e, o principal, adotar algumas estratégias que, segundo novas pesquisas, dão aquele empurrão no extermínio calórico.

Uma delas é a quantidade e a qualidade do sono. Sabe aquela conversa de que dormir ajuda a emagrecer? Ela tem fundamento se considerarmos a influência das horas sobre a cama no balanço energético. “A privação de sono tem um efeito até mesmo imediato, deixando o metabolismo mais lento logo no dia seguinte”, diz o neurologista Walter Moraes, da Universidade Federal de São Paulo.

O que acontece de bom quando a gente está deitado e sonhando? “É no sono que o corpo libera o hormônio do crescimento, fundamental para conservar a massa muscular nos adultos”, explica Moraes. Além disso, sob repouso, o organismo regula a produção de leptina, hormônio envolvido com a saciedade. Quem foge do travesseiro fica mais mole, com uma musculatura menos sedenta de energia e, na contramão, persiste com a fome de leão.

Muitas vezes, não é que a gente queira deixar de dormir, mas algo dificulta a tarefa de pregar os olhos. Como você deve saber, o principal patrocinador de noites em claro é o estresse. Minimizá-lo, por meio de atividades prazerosas e esportes, melhora não só o descanso como ainda tira da frente outro sabotador do metabolismo. A tensão faz o corpo, num primeiro momento, aniquilar calorias. Quando se torna crônica, porém, o tiro sai pela culatra. “Essa condição aumenta o apetite e favorece o acúmulo de gordura”, avisa a endocrinologista Cintia Cercato, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

Até banhos de sol incentivam o organismo a dar adeus aos pneus. O benefício, nesse caso, não vem do calorão que baixa sobre a pele, mas, sim, da vitamina D. Um trabalho da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, aponta que o nutriente obtido via exposição solar ajuda a regular o metabolismo e a murchar a barriga. Agora não tem desculpa: chegou o verão, é hora de emagrecer de vez.

Quem rege o metabolismo
O balanço energético que garante a nossa sobrevivência depende de um conjunto de reações químicas protagonizadas especialmente por hormônios. O regente da orquestra é o hipotálamo, área do cérebro que controla a fome, a saciedade e a temperatura interna. Também participam dessa história os músculos, o fígado, os rins e o tecido adiposo, que guardam ou proveem energia em situações de estresse e emergência.

Treinos que torram calorias
As práticas e os macetes que dão um gás ao metabolismo

Musculação
Levantar peso ajuda a expandir a massa magra em detrimento da gorda e os músculos exigem mais energia para serem mantidos na ativa. Além disso, o reparo das fibras musculares por si só eleva o gasto calórico. Só não se esqueça de que o número de séries e as cargas devem mudar de tempos em tempos para o corpo não se acostumar.

Treino intervalado
Ele pode ser aplicado às modalidades aeróbicas ou à musculação. No primeiro grupo, trata-se de alternar, por exemplo, caminhada e corrida intensa. No segundo, pode-se misturar exercícios para os braços ou pernas com corridas ou pedaladas. Como o corpo não descansa totalmente, o gasto energético dispara — e isso persiste algumas horas após o treino. “Esse programa esgota mais rapidamente os estoques de glicose e obriga o organismo a queimar gordura”, explica a educadora física Ana Dâmaso, da Universidade Federal de São Paulo.

Exercícios vigorosos
Uma nova pesquisa da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, revela que combinações de exercícios que trabalham ao máximo o aproveitamento de oxigênio fazem a queima de energia perdurar até 14 horas depois do suadouro. Os treinos propostos por boxe e artes marciais podem proporcionar efeito parecido devido à sua intensidade.

Anabolismo e catabolismo
Esses dois palavrões têm tudo a ver com o equilíbrio energético. Enquanto o primeiro se refere à faculdade de armazenar fontes de energia, o segundo se reporta à quebra de moléculas que são usadas pelo corpo como combustível em períodos de necessidade. A dupla trabalha em sincronia e o resultado é o que conhecemos por metabolismo. Quando o processo catabólico se acentua, por mudanças de hábito, a gente perde peso.


Trocas à mesa pró-metabolismo

No que maneirar e no que investir para elevar a queima de calorias

MENOS DESSES…

Gorduras saturadas e trans
Fornecidas pelas carnes e por produtos industrializados, elas fazem com que o tecido adiposo fique mais volumoso quando ingeridas em excesso.

Açúcar
Ele é rapidamente absorvido na circulação e, assim, convertido ligeiro em energia. Quando se abusa, porém, desequilibra, com o tempo, a produção de insulina e o excedente de glicose se deposita na forma de gordura.

Massa refinadas
O raciocínio é semelhante ao do açúcar. Quem exagera nas massas brancas corre mais risco de engordar e ganhar barriga. Prefira as integrais, enriquecidas com fibras, que regulam os picos de glicose no sangue e prolongam a saciedade, além de demandarem mais energia para serem digeridas.

…E MAIS DESSES

Proteína
Ela cobra mais trabalho do corpo para ser quebrada no sistema digestivo e eleva a temperatura interna. Priorize cortes magros e sirva-se de peixes e legumes.

Gengibre e pimenta
Eles abrigam capsaicina, substância que faz a temperatura corporal decolar. Só não adianta comer uma vez por semana. O consumo dever ser diário.

Chás verde e branco
Eles têm catequinas, que elevam o gasto energético e maximizam a eliminação dos pneus.

Leite e derivados
O cálcio ofertado por eles reduz a absorção de ácidos graxos e aumenta a capacidade do corpo de esvaziar os depósitos adiposos.

Óleo de coco virgem
Alvo de pesquisa recente, ele tem substâncias que disparam a temperatura do organismo e controlam o apetite desenfreado.

Fat burners funcionam?
Os suplementos que prometem eliminar as gordurinhas viraram febre nas academias. Mas um levantamento da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, pontua que ainda faltam evidências sobre sua eficácia. “Muitos deles possuem hormônios que até aceleram o metabolismo, mas podem ter efeitos colaterais”, diz o endocrinologista Renato Zilli, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo.


Doenças que pisam no freio metabólico

Algumas desordens boicotam o balanço energético e dificultam o emagrecimento. Fique de olho

Hipotireoidismo
O déficit na produção dos hormônios da tireoide faz todo o corpo trabalhar em ritmo preguiçoso. O metabolismo desacelera e, aí, o indivíduo tende a engordar. Felizmente, a reposição hormonal reverte o problema.

Constipação intestinal
Esse distúrbio, mais comum em mulheres e idosos, pode ser indício de um gasto calórico abaixo da média e ainda piora o quadro porque estorva a absorção de nutrientes, entre eles os termogênicos.

Déficit de testosterona
A queda nas taxas do hormônio masculino corta um estímulo natural aos músculos, que são grandes consumidores de energia, e favorece o acúmulo de calorias na forma de gordura.

Males hepáticos
Quando o fígado sofre por causa do excesso de gordura ou da cirrose, ele perde parte da capacidade de produzir moléculas que aceleram as reações químicas do organismo e de disponibilizar glicose quando necessário.

A antigordura
É o tecido adiposo marrom, que vem sendo cada dia mais estudado como promessa no combate à obesidade. Diferentemente da gordura branca, que armazena energia, esse outro tipo utiliza calorias para manter a temperatura do corpo num estágio adequado. Como suas reservas são pequenas comparadas ao tecido branco, avaliam-se formas de intervir e aumentar sua concentração.

fonte: saude.abril.com.br

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In CategoryAlimentos Funcionais, Gordura Abdominal, Obesidade
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Considerado um excelente antioxidante natural e dotado de propriedades que aceleram o metabolismo das gorduras auxiliando na manutenção do peso, o óleo de cártamo é o novo ‘queridinho’ das  prateleiras em lojas de produtos naturais, como a Via Verde. Segundo Mário Bento, gerente operacional da Rede, a procura pelo produto nas lojas tem aumentado progressivamente, especialmente por quem busca o emagrecimento saudável às vésperas do verão. O óleo de cártamo é comercializado sob a forma de cápsulas por diversas marcas.

O cártamo é uma planta oleaginosa (Carthamus tinctorius) rica em ômega 6 e vitamina E, parente bem próximo do girassol. O seu consumo gera maior sensação de saciedade, reduzindo o apetite e auxiliando nas dietas de emagrecimento. É rico também em ácido linoleico, muito eficaz na função de bloquear a transferência de gordura da corrente sanguínea para as células, obrigando o corpo a usar a gordura estocada como energia e, depois, eliminando-a naturalmente.

 Ajuda ainda na redução do nível de colesterol no sangue, diminuindo o risco de doenças cardíacas, além de fortalecer o sistema imunológico do organismo, evitando o surgimento de infecções e doenças oportunistas. Com relação à pele, oferece propriedades hidratantes e emolientes, sendo recomendado também no tratamento da acne.

São muitos os benefícios, mas vale sempre lembrar a importância de se consultar um médico ou nutricionista antes de fazer uso de quaisquer suplementos. O óleo de cártamo é vendido sob a fórmula de cápsulas e para se obter dele todos os ganhos prometidos, deve-se associar o seu consumo à dieta balanceada e à prática regular de exercícios.

Benefícios do óleo de cártamo

- Acelerador Metabólico

- Inibidor natural da LPL* (enzima *Lipase Lipoprotéica, responsável pelo aumento das células de gordura no corpo)

- Promove a lipase, obrigando o corpo a usar sua própria gordura como fonte de energia

- Acelera o metabolismo e promove uma maior combustão da gordura

- Ajuda na diluição dos lipídios, reduzindo a celulite e a gordura localizada

- Diminui as taxas de colesterol, potencializa o sistema imunológico e tem propriedades anti inflamatórias

- Aumenta a capacidade muscular

- Possui efeito antioxidante

- Aumenta a massa magra e promove maior definição muscular

 fonte: Jornal do Brasil

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